domingo, dezembro 27, 2009

Uma excelente análise de Rafael Marques sobre o que se (não) passa em Angola

«Dos seis influentes membros da Assembleia Nacional abordados neste breve resumo, cinco são membros do Bureau Político do MPLA, enquanto Diógenes Oliveira tem assento no Comité Central do partido no poder. O presente texto revela a arrogância e o total desrespeito, por parte dos referidos deputados, da legislação em vigor. Esse costume institucional inviabiliza a capacidade do parlamento em fiscalizar as acções do governo. Também conspurca a probidade dos deputados em legislar, com transparência e interesse público, a favor de um Estado de direito em que a separação de poderes entre o executivo, o legislativo e o judicial seja realizada.»

In:

Façam o favor de passar por lá!

sábado, dezembro 26, 2009

Cantando e rindo com a chipala do povo
(eles comem tudo e não deixam nada...)

Os 16 principais accionistas nacionais da bolsa portuguesa acabam 2009 com ganhos superiores a cinco mil milhões de euros - a conta certa dá 5,3 mil milhões de euros - em relação à valorização das respectivas participações no final de 2008.

Isto quer dizer que, também nas ocidentais praias lusitanas a norte, embora cada vez mais a sul, de Marroco, poucos continuam a ter muitos milhões e, pois claro!, alguns milhões têm pouco e cada vez menos.

Se olharmos, cito o jornal “I”, apenas para os dez patrimónios mais valiosos, a valorização é de cinco mil milhões de euros.

Estes cálculos comparam o preço das acções no último dia de 2008 com o valor de fecho de 23 de Dezembro. Foram considerados apenas os accionistas que tinham mais de 2% do capital das principais empresas cotadas.

Vejam se, por algum acaso, conhecem os nomes da lista que é liderada por Américo Amorim, e da qual fazem parte as famílias e holdings pessoais de:

Belmiro de Azevedo, Alexandre Soares dos Santos, Espírito Santo, Pedro Queiroz Pereira, Pedro Maria Teixeira Duarte, Vasco de Mello, António Mota, Manuel Fino, Joe Berardo, Nuno Vasconcellos, Horácio Roque, Joaquim Oliveira, Fernando Nunes, Luís Silva e Pinto Balsemão.

Estranho não ver na lista um amigo cuja história aqui contei faz dia 31 um ano. Creio, contudo, que não tardará a estar nesta galeria.

Permitam-me que (re)conte a história. Um amigo, empresário no norte de Portugal, cuja empresa estava – dizia ele – em crise com o cenário do depedimento de dezenas de empregados disse-me:

“Se não tiver ajuda do Estado, não tenho outra solução. As vendas tiveram uma quebra substancial, tenho dificuldades em receber o que vendo, por isso não há alternativa”.

“Mas não foi contratado um director para procurar uma saída, uma alternativa? Não é mesmo possível aguentar o pessoal, procurando criar novos produtos, descobrir novos nichos de mercado?”, perguntei eu com a ingenuidade própria de quem nada percebe de empresas.

“O novo director apenas conseguiu constatar que a crise existe e que a solução para reduzir custos é despedir algum pessoal”, disse o meu amigo, lamentando a situação e dizendo-se triste por não ter alternativa.

Afinal, pensei eu, a crise existe mesmo.

Antes de, apesar de tudo, lhe desejar um bom 2009 (estávamos, lembro, em Dezembro de 2008), perguntei-lhe a medo onde iria passar o fim do ano. Pareceu-me uma pergunta descabida, sobretudo atendendo ao contexto da nossa conversa. Mas é daqueles coisas em que só se pensa depois de dizer.

“Já estou em Cuba onde vou passar o fim do ano”, respondeu-me.

“Como? Em Cuba? Mas tu vais para Cuba com a situação em que está a tua empresa, com o cenário catastrófico que acabaste de relatar?”, indignei-me.

“Meu caro, a empresa está em crise, mas eu não estou em crise”, respondeu-me com um tom de voz típico de quem ia gozar à grande e à portuguesa... com os portugueses.

Portugal e Angola ou Portugal e o MPLA?

“As relações entre Angola e Portugal conhecem a sua melhor fase, caracterizadas hoje pela abertura, franqueza e sobretudo pelo acentuar das trocas comerciais mutuamente vantajosas entre os dois países. Basta olhar para o volume de vistos concedidos pelos serviços consulares angolanos em Portugal, para se ter uma ideia das movimentações facilitadas pelo presente quadro das relações entre os dois países”, escreve em Editorial o órgão oficial do regime angolano, o Jornal de Angola (JA).

“Pensamos que há ainda muito por fazer, mas decerto que hoje mais do nunca as relações entre Angola e Portugal são excelentes”, afirma o JA, acrescentando que “os Governos dos dois países, as suas comunidades empresariais e de empreendedores, estão a procurar fazer jus ao presente momento com iniciativas susceptíveis de contribuir para o bem comum”.

O JA tem toda a legitimidade (ou não fosse o órgão oficial do regime) para pôr no mercado um manacial de louvaminhas que colam um regime democrático, embora coxo, o de Portugal, a um ditatorial como é o de Angola.

É claro que, como também muito bem salienta o JA, negócios são negócios, política é política. A regra é de ouro sobretudo para a parte do MPLA, cuja noção de democracia é estar no poder a qualquer preço desde 1975, bem como para o presidente da República que lá está há 30 anos e se propõe fazer eleições presidenciais quando Deus quiser, sendo que no caso ele é o prório Deus.

O JA, ou o MPLA (são a mesma coisa), esquecem-se de uma verdade fundamental. Não se pode falar de relações comerciais ou empresariais entre Portugal e Angola. A verdade diz que são relações, isso sim, entre Portugal e o MPLA, e para ser mais específico, entre Portugal e o clã Eduardo dos Santos.

Fossem, de facto, relações entre Portugal e Angola e tudo estaria bem. Fossem relações entre o MPLA e o PS e tudo continuaria correcto. Fossem relações entre Eduardo dos Santos e Aníbal Cavaco Silva e, claro, nada haveria a opor.

O problema é que não são. Ao contrário de José Eduardo dos Santos, Cavaco Silva não representa – como o seu homólogo angolano – quase 100% do Produto Interno Bruto. Cavaco foi eleito, ao contrário de Eduardo dos Santos. Cavaco tem um limite de mandatos, Eduardo dos Santos é eterno no cargo. A filha de Cavaco não é, ao contrário da filha de Eduardo dos Santos, dona de Portugal e quase dona de Angola.

Eu sei que Portugal está, do ponto de vista moral e político, cada vez mais perto de Angola. De qualquer modo ainda há quem acredite (é o meu caso) que tanto num caso como noutro é possível mudar de políticos, mantendo o país. Estou, se calhar, a ser ingénuo.

Direito de escolha do povo não prescreve

De acordo com a Resistência em Cabinda, no passado dia 22 foi concretizada uma acção militar no sector de Miconje contra as Forças Armadas de Angola (potência ocupante) que causou a morte a 15 soldados das forças governamentais angolanas.

Diz ainda a FLEC que a operação é apena o inicio de uma série de acções orientada que vão continuar sem interrupção em Cabinda.

Tanto quanto se sabe, e sempre assim foi, os militares angolanos morreram num mero acidente de automóvel quando passeavam pela calma e de há muito pacificada Cabinda.

Tal como disse quando, em Setembro, a FLEC reivindicou a morte de 12 soldados da força ocupante (Angola), Luanda mantém que o território está pacificado desde a assinatura do Memorando de Entendimento de Agosto de 2006, que envolveu o Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD), de Bento Bembe, e outras associações, mas não a FLEC.

Utilizando velhas técnicas, Luanda vai dizer que estas e todoas as mortes se devem a acidente de viação ou de outras situações, como zaragatas e banditismo, acrescentando que a FLEC "aproveita para empolar" numa tentativa de fazer passar a ideia para a comunidade internacional de que está activa.

Mas como se apanha com mais facilidade um mentiroso do que um coxo, recordo que o ministro da Defesa de Angola, Kundi Paihama, reconheceu no dia 20 de Abril deste ano, em Lisboa, que há militares da FLEC que ainda não "abraçaram a razão", e que por isso “continuam a fazer da luta armada uma forma de sobrevivência”.

“Abraçar a razão” significa, de acordo Kundi Paihama, seja em Cabinda ou em Angola, ser e estar com o MPLA.

"Ainda há restos das forças, pessoas das FLEC, que não abraçaram a razão, mas não se trata de qualquer força que possa impedir o curso da situação. São grupos de pessoas manipuladas por interesses que já conhecemos", disse na altura Kundi Paihama numa conferência de imprensa com o seu homólogo português.

Assim, em Angola existe um dono da verdade – o MPLA. Tudo o resto são angolanos de segunda que não têm direito a defender o que pensam ser também a verdade. Por outras palavras, tanto os cabindas como os angolanos têm de comer e calar se não quiseram que Kundi Paihama os considere manipulados.

Cabinda é um território ocupado por Angola e nem a potência ocupante como a que o administrou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

É claro que tanto Angola como Portugal apenas olham para Cabinda como um negócio altamente rentável. Se o território fosse um deserto, certamente já seria independente. Mas, ao contrário das teses de Luanda e Lisboa, Cabinda não é só petróleo. É sobretudo gente, pessoas, povo, história e cultura.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Comovente generosidade do MPLA

Bom Natal para ex-militares angolanos. 15 196 vão beneficiar (o que é obra!) em 2010, de charruas, carroças, sementes agrícolas diversas e fertilizantes, para o reforço da capacidade de produção agro-pecuária nas comunidades rurais dos 11 municípios da província do Huambo.

A entrega destes instrumentos de trabalho enquadra-se na implementação do programa do governo de reforço à reintegração dos ex-militares, lançado no dia 21 deste mês na comuna de Tchipipa (Huambo).

Presumindo que tamanha generosidade do MPLA (partido no poder em Angola desde 1975) também abarcará ex-militares da UNITA, atrevo-me a perguntar: Terá valido a pena ser militar da UNITA? Terá sido para isto que o mais Velho tanto lutou?

As perguntas são minhas embora julgue serem comuns a muitos desses soldados.

Terá sido para isto que tantas vezes, em Umbundu (mas não só) Jonas Savimbi dizia «ise okufa, etombo livala»? (em português, prefiro antes a morte, do que a escravatura).

Num cenário em que os poucos que têm milhões continuam a ter cada vez mais milhões e em que, no mesmo país, muitos milhões não têm sequer o que comer, não me custa a crer que a linguagem das armas volte a ser equacionada.

Mal por mal, antes a morte do que a escravatura. E se antes foi o tempo dos contratados e escravos ovimbundus ou bailundos irem para as roças do Norte, agora é o enxovalho para ter “peixe podre, fuba podre… e porrada se refilares”

«Sekulu wafa, kalye wendi k'ondalatu! v'ukanoli o café k'imbo lyamale!»: Morreu o mais velho, agora ireis apanhar café em terras do norte como contratados, ou ser escravos na terra que ajudaram a, supostamente, libertar.

Até quando?

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Os meus meninos não têm Natal

Com fios feitos de lágrimas de dor
os meus meninos do Huambo choram
ainda marcados pelo muito horror
da miséria e da fome onde moram.

Com os lábios de muito dizer aiué
soletram pensamentos de esperança
como quem se alimenta de tanta fé
inebriada pelos sorrisos de criança.

Os meus meninos à volta da fogueira
já aprenderam que dizer a verdade
será talvez mais uma bonita bandeira
mas que o melhor é não falar de saudade.

Com os sorrisos mais lindos do planalto
- Essa é uma certeza para a eternidade,
fazem contas engraçadas de sobressalto
e subtraem a fome a sonhos de igualdade.

Dividem a chuva miudinha pelo milho
como se isso fosse o seu eterno destino,
saltam ao céu toda a dor feita andarilho
no seu estilhaçado mundo peregrino.

Os meus meninos à volta da fogueira
não vão aprender novas palavras
porque a dor da miséria é cegueira
que alimenta todos os dias as lavras.

Assim descontentes à voltinha da poesia
juntam palavras do tempo que passa
para ver se alimentam a barriga vazia
e se descobrem o fim de tanta desgraça.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Se a força da razão não é suficiente,
Cabinda usa a razão de alguma força

Os donos de Angola que, como força ocupante, vão ditando as regras em Cabinda, estão a julgar cidadãos acusados de rebelião armada.

São três os réus acusados de um ataque a uma viatura das Forças Armadas Angolanas. Tal como manda o presidente da vizinha Angola, José Eduardo dos Santos, os cabindas ou se rendem ou levam pela medida grossa.

O problema está, apesar do enorme potencial bélico que Luanda tem estacionado em Cabinda, que os cabindas sabem que só serão derrotados quando deixarem de lutar. E deixar de lutar não é propriamente uma das suas características.

De acordo com a acusação da força ocupante, o ataque ocorreu no dia 7 de Janeiro deste ano, no Município de Bucu Zau, provocando quinze feridos. Buscas desencadeadas após o ataque pelas FAA culminaram com a detenção dos presumíveis autores.

Embora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por não se falar dele que ele deixa de existir.

Cabinda é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o administou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

É claro que tanto Angola como Portugal apenas olham para Cabinda como um negócio altamente rentável. Se o território fosse um deserto, certamente já seria independente. Mas, ao contrário das teses de Luanda e Lisboa, Cabinda não é só petróleo. É sobretudo gente, pessoas, povo, história e cultura.

Quando o governo português reconheceu formalmente a independência do Kosovo, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse que "é do interesse do Estado português proceder ao reconhecimento do Kosovo".

E se é no interesse do Estado português... está tudo dito. Espero que, neste contexto, Cabinda continue a dizer da forma que achar mais apropriada ao governo das ocidentais praias lusitanas que fazem fronteira com um país onde existe o País Basco que, se calhar, era do seu interesse olhar para este território ocupado por Angola e onde, recordam-se?, já estiveram norte-americanos a explorar petróleo guardados por cubanos.

O ministro português apontou quatro razões que levaram à tomada de decisão sobre o Kosovo: a primeira das quais é "a situação de facto", uma vez que, depois da independência ter sido reconhecida por um total de 47 países, 21 deles membros da União Europeia e 21 membros da NATO, "é convicção do governo português que a independência do Kosovo se tornou um facto irreversível e não se vislumbra qualquer outro tipo de solução realista".

Deve ter sido o mesmo princípio que, em 1975, levou o Governo de Lisboa a reconhecer o MPLA como legítimo e único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA.

Como segunda razão, Luís Amado referiu que "o problema é político e não jurídico", afirmando que "o direito não pode por si só resolver uma questão com a densidade histórica e política desta". Amado sublinhou, no entanto, que "não sendo um problema jurídico tem uma dimensão jurídica de enorme complexidade", pelo que "o governo português sempre apoiou a intenção sérvia de apresentar a questão ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas".

Ora aí está. Cabinda (se é que os governantes portugueses sabem alguma coisa sobre o assunto) também é um problema político e não jurídico, “embora tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade”.

"O reforço da responsabilidade da União Europeia", foi a terceira razão apontada pelo chefe da diplomacia portuguesa. Amado considerou que a situação nos Balcãs "é um problema europeu e a UE tem de assumir um papel muito destacado", referindo igualmente que a assinatura de acordos de associação com a Bósnia, o Montenegro e a Sérvia "acentuou muito nos últimos meses a perspectiva europeia de toda a região".

No caso de Cabinda, a União Europeia nada tem a ver. Tem, no entanto, a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) onde – desculpem se me engano – Portugal desempenha um papel importante.

O ministro português frisou ainda que Portugal, ao contrário dos restantes países da UE que não reconheceram o Kosovo, não tem problemas internos que justificassem as reticências. Pois. Os que tinha (Cabinda é, pelo menos de jure, um problema português) varreu-os para debaixo do tapete.

Como última razão, indicou a "mudança de contexto geopolítico que entretanto se verificou" com o conflito entre a Rússia e a Geórgia e a declaração de independência das regiões georgianas separistas da Abkházia e da Ossétia do Sul que Moscovo reconheceu entretanto.

Isto quer dizer que, segundo Lisboa, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola. Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou seja, a coerência é feita ao sabor do acaso, dos interesses unilatreiais.

Valha-nos Santa Isabel (dos Santos)

Em Novembro os dados indicam que já foram mais de 523 mil os desempregados portugueses registados nos centros de emprego, um aumento de 28,2 por cento face ao mesmo mês de 2008.

Ou seja, nada de novo nas ocidentais praias lusitanas a norte, embora cade vez mais a sul, de Marrocos.

Os números divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) apontam ainda um aumento no desemprego registado de 1,2 por cento em relação ao mês anterior, o que significa um acréscimo de mais de 6 mil inscritos.

Embora se tenha registado uma quebra na evolução do desemprego entre as mulheres em comparação com os dados de Outubro, estas continuam a representar a maior parcela dos desempregados registados, num total de 279 mil, 53 por cento do total.

O desemprego entre os homens continua a apresentar uma evolução mais acentuada. Comparado ao mesmo mês de 2008 o aumento foi de 41,5 por cento de desempregados, sendo que em relação a Outubro deste ano o aumento foi de 2,8%.

O aumento do desemprego foi particularmente acentuado no sector da construção e nas indústrias extractivas, com aumentos percentuais de 63,5 e 53,3 por cento respectivamente face ao mesmo período do ano anterior.

As ofertas de emprego disponíveis nos Centros de Emprego e o número de colocações efectuadas diminuíram em relação a Outubro, com variações percentuais negativas de 5,6 e 2,5 por cento respectivamente.

É por estas e por outras que, confesso, me rendi à nova santa dos portugueses: Isabel dos Santos. A ela rezo (confesso também que a devoção é hipócrita) para que compre de uma vez por todas este reino lusitano.