O Banco de Portugal identificou operações de "centenas de milhões de euros no Banco Português de Negócios que eram clandestinas", não estavam contabilizadas nas contas do banco, revelou hoje Vítor Constâncio, em conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças. A revelação levou a que a Polícia entrasse imediatamente em campo para que a mulher de limpeza do BPN não se pirasse para... Luanda.
domingo, novembro 02, 2008
A culpa é da mulher de limpeza
Como é visível e notório, até pelo próprio pedido de investigação ao Ministério Público feito pelo actual presidente do BPN, Miguel Cadilhe, o caso deste banco nada tem a ver com a crise financeira internacional.Creio ser mais um caso de polícia. No entanto o Governo socialista assim não entendeu. Calculo, por isso, que o Executivo de José Sócrates vá alargar esta metodologia a todas as empresas em dificuldades e que todos os dias atiram trabalhadores para o desemprego.
Não sei porquê, mas até estou tentado a pensar que se os bancos fossem sérios e honestos (eu sei que é uma utopia) se calhar muitas das empresas que estão em dificuldade, bem como muitas das que já foram à vida, estariam hoje em boas condições.
Ou será que, para além de lucros milionários, os bancos ainda têm privilégios especiais que os tornam donos e senhores deste reino? Será que os bancos são de facto, de jure seria pedir muito, os donos do país?
Não sei como é que o presidente da República vai engolir este caso. Se calhar será fácil, com a ajuda do PSD. É que, quer-me parecer, nesta matéria o PS é uma cópia do PSD. Como se diria em bom português, são ambos farinha do mesmo saco.
E, já agora, ninguém vai dentro por ser responsável por um banco que acumulou perdas no valor de 700 milhões de euros? Claro que não. Até porque me parece que a única responsável por este caso é a mulher de limpeza do BPN.
Não sei porquê, mas até estou tentado a pensar que se os bancos fossem sérios e honestos (eu sei que é uma utopia) se calhar muitas das empresas que estão em dificuldade, bem como muitas das que já foram à vida, estariam hoje em boas condições.
Ou será que, para além de lucros milionários, os bancos ainda têm privilégios especiais que os tornam donos e senhores deste reino? Será que os bancos são de facto, de jure seria pedir muito, os donos do país?
Não sei como é que o presidente da República vai engolir este caso. Se calhar será fácil, com a ajuda do PSD. É que, quer-me parecer, nesta matéria o PS é uma cópia do PSD. Como se diria em bom português, são ambos farinha do mesmo saco.
E, já agora, ninguém vai dentro por ser responsável por um banco que acumulou perdas no valor de 700 milhões de euros? Claro que não. Até porque me parece que a única responsável por este caso é a mulher de limpeza do BPN.
Um banco dito de elevado potencial
ou apenas um gato disfarço de lebre?
O Ministério Público de Portugal estava, ainda está, a investigar vários crimes financeiros alegadamente praticados no grupo proprietário do BPN. A denúncia foi do seu próprio presidente, Miguel Cadilhe.O BPN, a face mais visível da Sociedade Lusa de Negócios, começou a ser posto em ordem, ao que parece as medidas não foram a tempo e resta agora confirmar o óbito, há quatro meses quando Cadilhe tomou posse.
O BPN é, aliás, um dos bancos investigados na operação «Furacão» por suspeitas de crime de fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Recorde-se, a Sociedade Lusa de Negócios adiou por um mês o pagamento da segunda «tranche» do aumento de capital, no valor de 100 milhões de euros.
Razões do adiamento? Os accionistas estariam com dificuldades de liquidez para realizarem a entrada de capital.
Os 100 milhões de euros fariam parte da «Operação Cabaz», aprovada em Julho deste ano, num total de 300 milhões de euros, sendo que a segunda «tranche» foi adiada e a terceira teria o prazo limite de Março de 2009.
Ainda o mês passado, o BPN contraiu um empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos no valor de 200 milhões de euros. CGD que, agora, vai absorver o BPN, um banco com perdas de 700 milhões de euros, das quais, 360 milhões são associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.
O BPN é, aliás, um dos bancos investigados na operação «Furacão» por suspeitas de crime de fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Recorde-se, a Sociedade Lusa de Negócios adiou por um mês o pagamento da segunda «tranche» do aumento de capital, no valor de 100 milhões de euros.
Razões do adiamento? Os accionistas estariam com dificuldades de liquidez para realizarem a entrada de capital.
Os 100 milhões de euros fariam parte da «Operação Cabaz», aprovada em Julho deste ano, num total de 300 milhões de euros, sendo que a segunda «tranche» foi adiada e a terceira teria o prazo limite de Março de 2009.
Ainda o mês passado, o BPN contraiu um empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos no valor de 200 milhões de euros. CGD que, agora, vai absorver o BPN, um banco com perdas de 700 milhões de euros, das quais, 360 milhões são associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.
Governo anuncia nacionalização do BPN
O ministro das Finanças de Portugal, Teixeira dos Santos, anunciou hoje que vai propor ao Parlamento a nacionalização do Banco Português de Negócios, que acumulou perdas no valor de 700 milhões de euros. “O Governo viu-se obrigado a decidir hoje propor à Assembleia da República a nacionalização do Banco BPN. O Governo tomou esta decisão tendo em vista assegurar aos depositantes que os seus depósitos estão perfeitamente seguros”, declarou Teixeira dos Santos.
O ministro das Finanças anunciou a medida em conferência de imprensa no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros. Teixeira dos Santos adiantou que o BPN será a partir de segunda-feira acompanhado no seu funcionamento por dois administradores do Banco de Portugal.
A gestão do BPN será entregue à Caixa Geral de Depósitos, encarregue de “gerir e apresentar um plano de desenvolvimento”.
Questionado sobre o valor das perdas acumuladas, Teixeira dos Santos indicou que somam 700 milhões de euros, das quais, 360 milhões são associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.
O ministro, que prestará, com o Governador do Banco de Portugal, mais informações sobre a proposta em conferência de imprensa hoje à tarde, frisou que o Banco Português de Negócios “tem vindo a ter problemas de liquidez” e apresenta “uma situação de iminente ruptura de pagamentos”.
Teixeira dos Santos disse que o banco “não tem vindo a cumprir” com os rácios exigíveis de solvabilidade e que “um conjunto de perdas acumuladas fazem com que os capitais próprios se revelem negativos”.
O ministro disse que as perdas acumuladas, que atingem os 700 milhões de euros, “tem a ver com o conjunto de operações que foram investigadas” nomeadamente, com o banco Insular, de Cabo Verde. Operações que, frisou Teixeira dos Santos, deram indícios de ilicitude e ilegalidade e que foram comunicadas à Procuradoria-Geral da República, que iniciou a investigação.
Considerando que a situação do BPN é “excepcional, delicada e anómala”, o ministro das Finanças adiantou que aquele banco propôs ao Governo uma solução que foi rejeitada pelo executivo devido ao ónus que traria para os contribuintes.
Obama apela aos luso-descendentes
mesmo que não tenham um Tintim
A campanha de Barack Obama angariou cerca de cinco mil euros até ao final desta semana na página de Internet dedicada aos luso-descendentes. Esta página faz parte do "site" oficial da corrida à Casa Branca do cadidato democrata.Para acederem ao site os luso-descendentes poderão utlizar o Magalhães. Sim, o Magalhães. Ou seja, aquela coisa a que o melhor vendedor da empresa J.P. Sá Couto (de seu nome José Sócrates) chamou «o primeiro grande computador ibero-americano, uma espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos».
"Bem-vindo aos 'Luso-Americanos por Obama/Biden'. Vamos usar esta página como um fórum de discussão sobre como nós, luso-descendentes, podemos trabalhar juntos para eleger Barack Obama como o nosso próximo presidente, a melhor escolha para a nossa comunidade, a nossa nação e o mundo", é a mensagem que se lê quando se entra na página.
Inserida num espaço do "site" oficial de Barack Obama dedicado a eleitores de outras origens, a página dedicada aos luso-descendentes tem, além do fórum de discussão, um blogue, uma lista dos membros inscritos e os eventos que já foram organizados.
Além de portugueses, o "site" oficial de Barack Obama tem também espaços reservados às comunidades africana, árabe e asiática, entre outras.
"Bem-vindo aos 'Luso-Americanos por Obama/Biden'. Vamos usar esta página como um fórum de discussão sobre como nós, luso-descendentes, podemos trabalhar juntos para eleger Barack Obama como o nosso próximo presidente, a melhor escolha para a nossa comunidade, a nossa nação e o mundo", é a mensagem que se lê quando se entra na página.
Inserida num espaço do "site" oficial de Barack Obama dedicado a eleitores de outras origens, a página dedicada aos luso-descendentes tem, além do fórum de discussão, um blogue, uma lista dos membros inscritos e os eventos que já foram organizados.
Além de portugueses, o "site" oficial de Barack Obama tem também espaços reservados às comunidades africana, árabe e asiática, entre outras.
O "site" do candidato republicano John McCain tem também espaços para comunidades estrangeiras residentes nos Estados Unidos, mas não dispõe de nenhum reservado para a comunidade portuguesa.
Em África podem morrer todos
- Importante, isso sim, é o petróleo
A comunidade internacional não pode permitir que a República Democrática do Congo, onde rebentou uma grave conflito no Leste, se transforme "num novo Ruanda", disse o primeiro-ministro britânico, de visita à Arábia Saudita. E pronto. Não pode permitir, mas permite."Estou muito preocupado com a situação no Congo", disse Gordon Brown, se bem que a sua principal preocupação seja, reconheça-se, pedir ajuda às monarquias do Golfo para ultrapassar a crise financeira.
Segundo estimativas da ONU, cerca de 800.000 pessoas foram mortas no genocídio que se verificou no Ruanda em 1994. E o que se fez de lá para cá? Nada. O Mundo continuou a cantar e a rir e, é claro, a fornecer armas aos amigos e aos inimigos. Sim, que nesta matéria o melhor é forneceê-las a todos.
Segundo estimativas da ONU, cerca de 800.000 pessoas foram mortas no genocídio que se verificou no Ruanda em 1994. E o que se fez de lá para cá? Nada. O Mundo continuou a cantar e a rir e, é claro, a fornecer armas aos amigos e aos inimigos. Sim, que nesta matéria o melhor é forneceê-las a todos.
As declarações de Brown surgem num momento em que os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido e da França, David Miliband e Bernard Kouchner, se deslocaram a Kinshasa, onde se avistaram com o Presidente Joseph Kabila que, por estar no poder, é considerado o parceiro ideal.
Se amanhã estiver Laurent Nkunda, será ele o interlocutor válido para uma comunidade internacional que se está nas tintas para as pessoas.
Se amanhã estiver Laurent Nkunda, será ele o interlocutor válido para uma comunidade internacional que se está nas tintas para as pessoas.
"Tivemos um bom diálogo", disse Miliband, à saída do encontro com Kabila. "O tema chave da nossa discussão foi a necessidade de aplicar os acordos que já foram concluídos e que implicam a responsabilidade de todas as partes."
Cerca de 220.000 pessoas foram deslocadas desde que começou em Agosto o conflito entre o exército regular e os combatentes do general deposto Laurent Nkunda, no Norte-Kivu, província do Leste da RDCongo que faz fronteira com o Ruanda.
Mark Malloch-Brown, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros britânico, declarou no sábado à BBC que o envio de tropas da União Europeia para a RDCongo "é uma opção sobre a mesa" se se malograrem os esforços diplomáticos.
Ao que parece, ainda não morreram tantas pessoas quantas as necessárias para que se faça alguma coisa. Aliás, na óptica do Ocidente, quanto pior melhor. Podem morrer todos, desde que isso não contamine os poços de petróleo ou a qualidade dos diamantes, por exemplo.
sábado, novembro 01, 2008
Será possível “Nino” ser trunfo eleitoral?
A imagem do Presidente da Guiné-Bissau, "Nino" Vieira, está ser reivindicada por dois partidos na campanha para as legislativas do próximo dia 16 porque poderá ter "alguma influência" para a vitória eleitoral, disse à agência Lusa um analista político guineense.Afinal, ao que parece, o povo guineense (tal como outros) parece disposto (o que, aliás, é legítimo) a votar com a barriga e não com a cabeça. Só assim me parece possível que “Nino” possa ser uma mais-valia nas eleições.
Fafali Kudauo, reitor da Universidade Colinas de Boé, defendeu que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido Republicano Independente para o Desenvolvimento (PRID) disputam a "legitimidade" da utilização da imagem de 'Nino' Vieira porque ambos têm a noção do capital político que o chefe de Estado personifica.
Capital político? Se Fafali Kudauo o diz é porque é mesmo assim. Mas custa a crer. Recordam-se que o antigo primeiro-ministro, Carlos Gomes Junior, chegou a dizer que “era impossível coabitar com “Nino” Vieira que não passava de um bandido e de um mercenário que traiu o povo"?
Ninguém se lembra que Nino Vieira é só por si uma enciclopédia de corrupção? Ninguém vê que Nino foi o único histórico que enriqueceu depois da independência, tornando-se o homem mais rico de um país miserável?
Nino vendeu e comprou as melhores empresas do país (Armazéns de Povo, Socomin, Dicol, Titina Sila, Cumeré, Blufo, Bambi, Volvo, Oxigénio e Acetileno, etc., etc.), tornando-se sócio do presidente Lassana Conté, da Guiné-Conakry para melhor traficar, entre outras riquezas, os diamantes da Serra Leoa.
"A imagem de um homem político é importante quando esse homem tem a quota em alta como é o caso do Presidente Vieira. Um herói durante a luta de libertação nacional, herói vivo durante o 14 de Novembro de 1998 quando liderou um golpe de Estado e actual Presidente da República", explicou Kudauo. Será?
Nem chá, nem café, nem laranjada
O humorista e comediante Badaró morreu hoje aos 75 anos vítima de cancro, informou o filho. Badaró, que estava internado no Instituto Português de Oncologia (IPO), faleceu durante a madrugada, e as cerimónias fúnebres realizam-se domingo, em Paço de Arcos. As 10,30 horas realiza-se uma missa de corpo presente na Igreja de Paço d'Arcos e o corpo segue depois para a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, cumprindo o desejo do artista de que o seu corpo fosse entregue à ciência, disse Ruben Badaró.
República Democrática do Congo
- Os bons e os maus? Ou todos maus?
A situação está, como sempre esteve, como está há muitos anos, complicada na República Democrática do Congo. Complicada, entenda-se, sempre para os mesmos. Para o Povo que apenas quer sobreviver, que apenas quer ter alguma coisa para comer.As forças da ONU aparecem agora também como vítimas porque, do ponto de vista militar, estão a levar uma carga de lenha, o mesmo se passando com os militares, nem todos congoleses, de Joseph Kabila.
Importa, contudo, relembrar que a ONU não funcionou neste conflito como força equidistante, como mediador. Funcionou como mais um dos braços armados de Joseph Kabila. As Nações Unidades tomaram as dores do Governo e, como era de esperar, na primeira oportunidade ficaram na linha de fogo dos revoltosos.
Recordam-se de, em Fevereiro de 2006, o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas na RD Congo, William Lacy Swing, ter proposto ao governo de Joseph Kabila a constituição duma frente comum para "dar caça e capturar" o general Laurent Nkunda (foto)?
Recordam-se? Pois. Afinal, mais de dois anos passados, o caçador virou caça e o general Laurent Nkunda não só não foi capturado como continua a mostrar as garras.
Recordam-se de na mesma altura o então novo chefe do Estado-Maior das Forças da MONUC (Missão das Nações Unidas na RD Congo), o brigadeiro Christian Houydet, ter afirmado em Kinshasa que estavam a ser feitos esforços para capturar general Laurent Nkunda, e que isso seria conseguido com o apoio da comunidade internacional?
Pois é, o general Nkunda continua firme e lidera militares congoleses dissidentes que controlam uma parte do leste do país, sobretudo na província de Kivu-Norte, fronteiriça do Ruanda, país que nega estar a apoiar os rebeldes mas que, como todos sabem, os apoia mesmo.
Recorde-se também que a família Kabila foi colocada no Governo de Kinshasa pelos norte-americanos que pretendiam afastar o Presidente anterior, Mobutu Sese Seko. Laurent Desire Kabila seguiu o manual de instruções de Washington e desempenhou o seu papel.
No entanto, quando tomou o poder em Kinshasa, em 1997, recusou-se a cumprir as indicações que lhe tinham sido dadas. Em vez disso, desenvolveu novas relações com Cuba, China, Líbia e Coreia do Norte. Países que ele considerava como hostis aos EUA, dizendo: «Eu não trairei o meu povo.»
Mobutu também repetiu uma declaração semelhante quando decidiu afastar-se: «Eu estou a devolver o poder ao meu povo», tendo-se tornado uma máxima libertar-se do jugo americano quando ele nacionalizou os bens estrangeiros. Operação iniciada em 1970 que ficou conhecida como a «zairinização».
Esta mudança de atitude fez com que, obviamente, os subditos do tio Sam procurassem um mecanismo que pudesse ser usado para continuar a manobrar o governo. Estando Joseph Kabila no poder, o General Nkunda conta, seja via Ruanda ou outra qualquer (não faltam vias), com o apoio dos EUA.
Assim sendo, a paz neste país, nesta região, neste continente, só será alcançada se isso for do interesse das potência estrangeiras. Se não for... a guerra continua.
Assim sendo, a paz neste país, nesta região, neste continente, só será alcançada se isso for do interesse das potência estrangeiras. Se não for... a guerra continua.
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