segunda-feira, agosto 08, 2011

RNE – Rede Nacional de Expressos
- Pior, a existir, talvez na Somália!


Passei todo o dia de hoje a tentar falar por telefone com a Rodoviária da Beira Litoral – Garagem Atlântico, na Rua Alexandre Herculano, nº 366 no Porto. Tel.: 222006954.

Foi, à boa maneira portuguesa, um esforço inglório. Ninguém me atendeu.

Como alternativa tentei (santa ingenuidade a minha) várias vezes pelo telefone do Serviço Informativo, 700 22 33 44. O resultado foi o mesmo.

Na procura de uma explicação liguei para uma agência de viagens. Atenderam-me e a síntese da conversa foi "não telefone, vá". Isto porque os funcionários da agência não conseguem "há muito tempo" falar com os responsáveis(?) da Garagem Atlântico.

Não está mal...

Pinto da Costa vence a Angola aplaude

Manuel Pinto da Costa venceu a segunda volta das Presidenciais em São Tomé e Príncipe com 52,88 por cento. Angola aplaude.

Manuel Pinto da Costa apresentou-se às presidenciais com uma candidatura supra-partidária, embora apoiada pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata e Partido da Convergência Democrática, ambos na oposição.

Manuel Pinto da Costa foi, a par de Manuel Trovoada, um dos patrocinadores do multipartidarismo no país, em 1991.

Com a eleição de Manuel Pinto da Costa, as relações de São Tomé e Príncipe com Angola vão florescer, desde logo porque o presidente eleito sempre quis que o seu país fosse uma porta aberta e com ligação directa a Luanda.

Angola continua, aliás, a ser um dos principais parceiros políticos e económicos de São Tomé e Príncipe, desempenhando – embora com altos e baixos – o papel do paizinho sempre pronto a dar uma ajuda, embora nem sempre de forma filantrópica e por sincera solidariedade.

Ao contrário do que acontece desde 11 de Novembro de 1975 em Angola, país de referência para a Lusofonia, em São Tomé e Príncipe o presidente da República é… eleito.

Seja como for, o povo escolheu. E se o país vai virar-se para Luanda ou para outro lado qualquer é uma questão interna ou, eventualmente, da Lusofonia.

Por saber fica, entretanto, se de facto São Tomé pertence à Lusofonia. Recordo-me, a este propósito, de em tempos ter ouvido o responsável para a área dos mercados internacionais da JP Sá Couto, Luís Pinto, que na altura falava à margem do lançamento pela Portugal Telecom do Sapo Moçambique e do Programa Magalhães, dizer que a sua empresa estava "percorrer uma série de países da área francófona em África, como o Gabão, Camarões, Senegal, Costa de Marfim, São Tomé e Príncipe e Chade".

E eu, que não tenho o Magalhães, até julgava que quando se falasse de São Tomé e Príncipe seria no contexto não da Francofonia mas da Lusofonia...

Embora a principal actividade económica do país seja a agricultura, que produz cacau, óleo de palma, café e coco e na pesca, a recém-descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas pode constituir uma importante fonte de receitas e de energia no futuro, tudo indicando que Angola vá assessorar este dossier.

domingo, agosto 07, 2011

Há mais vida para além do PSD/CDS

Sacrifícios rapidamente e em força

O primeiro-ministro de Portugal escreveu hoje, na sua página do Facebook, que não se compromete "com resultados rápidos nem com sacrifícios suaves".

Traduzindo para a linguagem dos mais de 800 mil desempregados, dos mais de 20 por cento de pobres e de outros tantos que já têm saudades de uma refeição, Pedro Passos Coelho compromete-se com resultados suaves e com sacrifícios rápidos.

Lembrando  que o ponto de partida do Governo "é extremamente débil e que a instabilidade no sistema Financeiro Europeu e Americano são travões para um percurso já de si cheio de sacrifícios", Pedro Passos Coelho refere que "todos os portugueses são chamados" a participar no "enorme trabalho que temos pela frente".

Traduzindo para a linguagem dos mais de 800 mil desempregados, dos mais de 20 por cento de pobres e de outros tantos que já têm saudades de uma refeição, Pedro Passos Coelho diz que o Governo vai continuar a pedir aos pobres (de Portugal) para dar aos ricos (de Portugal).

Quando diz que "todos os portugueses são chamados", Pedro Passos Coelho esquece-se que, dessa forma e tal como o seu antecessor, está a dividir os portugueses em – pelo menos – duas classes. Isto porque, de facto, há uma casta superior de portugueses que só é chamada para sugar o que a plebe produz. São, provavelmente, os portugueses de primeira.

Passos Coelho não se compromete "com resultados rápidos nem com sacrifícios suaves".  Aliás, seria de estranhar se fosse de outra forma. O seu governo já demonstrou que não está no poleiro para servir os portugueses mas, isso sim, para deles se servir. É claro que tudo isso é a bem da Nação.

Diz Passos Coelho, numa prosa escrita certamente depois de uma daquelas boas coisas que começam a ser raras para os portugueses de segunda (refeições),  "que passada esta profunda e longa tempestade, teremos um país muito mais bem preparado para compreender, competir e vencer num mundo que assiste diariamente a importantes transformações".

Sem dúvida que, passada a tempestade, o que sobrar dos escombros terá mais vitalidade. Aliás, como bem diz o povo português, o que não mata… engorda. Só falta saber se os portugueses vão ser os primeiros cidadãos a conseguir viver sem comer. Também se o não conseguirem não virá grande mal. Vão morrendo e o desemprego vai baixando…

Valha ao menos a ideia de que este é um Governo formado por super-ministros, super-secretários de Estado, super-assessores, super-especialistas, super adjuntos.

Importa até enaltecer o trabalho conjugado de um governo que, entre outras medidas, vai mesmo pôr em ordem a saúde dos portugueses, admitindo-se uma estrondosa poupança nos gastos  – por exemplo – dos antibióticos.

É que estes medicamentos são para tomar depois de uma coisa que os portugueses têm cada vez menos – refeições. E se não têm refeições… obviamente não podem tomar antibióticos...

Num mês e meio o Governo português
já conseguiu mostrar o que (não) vale!

O Governo português, liderado por Pedro Passos Coelho, nomeou, em mês e meio, 447 pessoas, das quais 73 têm ou tiveram ligações aos partidos da coligação.

“A nossa preocupação não é levar para o Governo amigos, colegas ou parentes, mas sim os mais competentes. Isto não é desconfiança sobre o partido, mas sim a confiança que o partido pode dar à sociedade”, afirmava há muito, muito tempo (já lá vai um… mês), o primeiro-ministro de Portugal.

Pedro Passos Coelho garantia nesses tempos, que já parecem tão longínquos, que as nomeações seguirão o critério da competência das pessoas, “sejam ou não do PSD”.

Numa altura em que quase todos fogem sem pensar, parecia que Passos Coelho pensava sem fugir. Ele tinha, contudo, uma enorme vantagem. Não era, como não é, obrigado, como cada vez mais acontece com os competentes, a pensar com a barriga... vazia.

Será desta que, em Portugal, veremos trabalhadores, administradores, gestores, políticos, a serem avaliados de forma objectiva e imparcial, sem que para essa avaliação conte o cartão do partido, os jantares com o chefe ou a prenda de anos no aniversário do director?, perguntava eu – ingénuo como sempre.

A resposta não tardou a chegar. Cada vez mais, em Portugal, a competência é, continua a ser, substituída pela subserviência, não adiantando instituir do ponto de vista legal o primado da transparência quando toda a máquina é constituída por agentes opacos.

O tecido político, sobretudo na sua vertente da governação, está a mudar? Está. Isso é verdade. Durante muitos anos as decisões pareciam sérias, mas não eram. Passou-se agora  para a fase em que não parecem nem são.

Até agora, nas empresas do Estado e nas privadas, nos organismos públicos e na actividade política, o ambiente é (como sempre foi) de valorização exponencial do aparente, do faz de conta, do travesti profissional que veste a farda que mais jeito dá ao capataz.

Até à chegada do novo governo a ordem oficial era para apoiar, basta ver o exemplo do ex-chefe do reino socialista e dos seus vassalos, todos aqueles que às segundas, quartas e sextas elogiavam o chefe, às terças, quintas e sábados o director, e ao domingo esboçavam elogios a quem pensassem que podia vir a ser chefe , director ou primeiro-ministro.

Esperou-se, entretanto, para ver se com o governo PSD/CDS a coisa iria  ser de facto diferente. Não foi preciso esperar muito. A conclusão é fácil. Mais uma vez, em Portugal ninguém quer saber que o “stradivarius” que julgam ter é, afinal, feito com latas de sardinha e foi comprado na Feira da Vandoma, no Porto.

Pelo meio deste circuito aparecem sempre os super-sipaios que acalentam a esperança de um dia serem chefes de posto e que, no cumprimento de ordens superiores, passam ao papel tudo o que o chefe manda, mesmo que no lugar da assinatura tenham de pôr a impressão… digital.

O futuro (deles) está garantido!

O Governo português nomeou, em mês e meio, 447 pessoas, das quais 73 têm ou tiveram ligações aos partidos da coligação. Nada de novo nas ocidentais praias lusitanas…

Destas nomeações, segundo o Diário de Notícias, apenas duas têm um salário inferior a três mil euros. Nada de novo nas ocidentais praias lusitana onde, só por acaso, existem mais de 800 mil desempregados, mais de 20 por cento de pobres e outros tantos com saudades de uma refeição.

O Ministério da Economia foi o que mais nomeou, mas diz poupar três milhões por ano. Nomeados? Desde o amigo da ministra ao ex-secretário de Estado do PS, passando pelo sócio do ministro.

Num clima de austeridade, o Governo conta já com 46 motoristas e 119 secretárias. Nada mau.

Os nomes mas  sobretudo as filiações partidárias continuam a ter um valor especial na suposta avaliação de competências. É por isso que o Governo já deu em tão pouco tempo sobejas provas de que, afinal, a tradição continua a ser o que era.

Ou seja hoje, como ontem, os "jobs" são para os "boys", os génios são menos importantes do que os néscios desde que estes tenham cartão do partido.

E enquanto isso, Portugal vai vendo licenciados a guiar táxis, a fazer embrulhos em lojas de roupa ou a servir às mesas nos cafés do país. O Governo simulou que queria alterar o (mau) estado das coisas mas, mais uma vez, foi mais a parra do que a uva. Mais o acessório do que o essencial. Mais o oportunismo do que o realismo. Mais a embalagem do que o produto.

Com algumas raras excepções, estaciona peças fundamentais em sectores relevantes. Na comunicação social (seja via administrações ou direcções editoriais) ainda não se notou mas está a chegar lá. Continua a valer a regra de que mais vale ser um propagandista de barriga (bem) cheia do que um ilustre Jornalista com ela vazia.

Alguns (muito poucos) ainda querem esperar mais algum tempo para saber algo mais. No entanto, são confrontados pelos que sabem tudo (embora raramente façam melhor) e que, como John Kennedy, disseram: "É a altura, não de perguntar aquilo que o Governo pode fazer por nós, mas aquilo que todos podemos fazer pelo Governo".

(A tradução da frase de Kennedy para português é : "quem pode manda")

É claro (para mim - entenda-se) que este Governo (ao contrário dos leves e iniciais indícios e de alguns – embora poucos – competentes que o integram) está-se nas tintas para os portugueses em geral e para os Jornalistas em particular.

Porquê? Porque, cada vez mais, os Jornalistas sabem que é sempre possível ter um cartão do partido no meio de tantos outros, mesmo que a validade seja curta.

É que, se não for nos jornais, haverá sempre um lugar como assessor, como especialista ou como super qualquer coisa.

Como diz Inês Pedrosa, "temos cada vez mais jornalistas que saltam das redacções para se tornarem criados de luxo do poder vigente".

E, é claro, depois dessa rodagem há sempre a possibilidade de ver criados saltarem do poder para serem sobas nos jornais, especializados em fazer listas de despedimentos...

sábado, agosto 06, 2011

Já que os portugueses se calam...

Onde é que os jornalistas descobriram
essa tal onda de desmaios em Angola?

Há quem acredite que as autoridades angolanas (leia-se Eduardo dos Santos) devem explicar a prisão de um jornalista por ter informado (como é seu dever) sobre uma onda nacional de desmaios em massa.

Mas, obviamente, entendem mal. Seria assim se Angola fosse um Estado de Direito. Como não é, os jornalistas têm de comer e calar se quiserem evitar dar com os costados na choldra. É assim no reino do MPLA mas, diga-se, também é regra por esse mundo fora.

Também há quem defenda que o governo angolano deveria preocupar-se com a mensagem e não – como aconteceu ontem, acontece hoje e acontecerá amanhã – com o mensageiro. Deveria, mas de facto é mais simples calar, ou tentar calar, todos aqueles que têm um compromisso sagrado com o que pensam ser a verdade.

O jornalista Adão Tiago apenas quis ser isso mesmo, jornalista. Mas, em Angola como em Portugal, essa peregrina ideia de ter coluna vertebral e pensar com a própria cabeça é mais de meio caminho andado para a prisão, para o desemprego, para chocar com uma bala.

Sabe-se que, desde Abril, mais de 800 pessoas, a maioria estudantes adolescentes, desmaiaram depois de se queixarem de dor de garganta e nos olhos, falta de ar e tosse. E então, do ponto de vista das autoridades, qual é, neste e noutros casos, a melhor solução?

A solução é não falar do assunto. E se assim é, porque carga de chuva os jornalistas preferem falar do assunto, violando as mais elementares regras da segurança do Estado?

Adão Tiago, repórter da Rádio Ecclesia, foi detido na capital do reino, Luanda, pela divulgação em 29 de Julho do desmaio de 20 estudantes.

Neste como noutros casos, mandam as regras “democráticas” do regime, que até prova em contrário todos são… culpados. Foi o que aconteceu a Adão Tiago, também professor.

Como também é regra das autoridades, muitas das quais têm de se descalçar para contar até doze, só existe o que é conhecido. Se os desmaios não fossem conhecidos e divulgados por esses criminosos dos jornalistas, não existiriam e tudo estaria na santa paz do representante de Deus em Angola, de seu nome José Eduardo dos Santos.

E neste contexto, aparecem sempre os súbditos de sua majestade prontos para, curvando-se perante a divina figura do grande líder, fazer tudo o que ele manda.

Foi o caso de  Rui Pires, médico que trabalha para o Ministério da Saúde, que culpou a “histeria colectiva” e a cobertura sensacionalista da imprensa pelos desmaios. Ou seja, os jornalistas são, obrigatoriamente, responsáveis pelos desmaios.

E se assim é... prisão com eles!

Movimento Internacional Lusófono envia
uma Petição-Carta Aberta a Paulo Portas

«Temos apreciado a importância que tem dado às relações com os restantes países lusófonos, numa aparente reorientação estratégica de Portugal que o MIL sempre defendeu, dado o seu Horizonte ser, precisamente, o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço da lusofonia – no plano cultural, mas também social, económico e político.

Esta carta prende-se, tão-só, com a posição de Portugal relativamente à Galiza, a nosso ver uma dessas regiões integrantes do espaço lusófono – daí a nossa reiterada defesa da sua especificidade linguística e cultural.

Com efeito, no Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, na sua XVI reunião, realizada em Luanda no passado dia 22 de Julho, soubemos que Portugal foi o único país a não apoiar a concessão da categoria de Observador Consultivo à Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa, entidade que, como sabe, tem já um histórico muito apreciável, tendo sido por isso reconhecida para nossa Academia das Ciências, sendo ainda membro do Conselho das Academias de Língua Portuguesa.

Ainda mais recentemente, também soubemos que o novo Governo Português tem expressado as suas dúvidas sobre a presença de observadores da Galiza no Instituto Internacional de Língua Portuguesa, assim como pela inclusão do seu Léxico no Vocabulário Ortográfico Comum que está a ser preparado por essa instituição, quando é sabido que uma Delegação de Observadores da Galiza participou nesse processo desde o princípio.

Face a isto, perguntamos apenas até que ponto houve uma inflexão da posição do Estado Português relativamente à Galiza, já que, desde que foi apresentada a candidatura da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa, Portugal sempre deu o seu apoio expresso a essa candidatura nos diversos órgãos da CPLP.»

sexta-feira, agosto 05, 2011

Que se lixem. São pretos e são somalis

Um soldado morreu e dezenas de civis ficaram hoje feridos na sequência de um ataque a três camiões carregados com alimentos, em Mogadíscio, capital do que resta da Somália.

Com a habitual hipocrisia dos donos do mundo, que usam tantos pesos e tantas medias quanto convém aos seus interesses, continuam as organizações humanitárias, a coberto da teoria de ajudar quem morre de fome a cada segundo, a pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres.

As tropas do governo (forma eufemística de se falar dos senhores da guerra)  dispararam e lutaram entre si enquanto carregavam a ajuda alimentar enviada pelo Programa Alimentar Mundial da ONU.

O incidente aconteceu no acampamento de Badbaado, nos arredores da cidade, e provocou a fuga de centenas de refugiados, de acordo com testemunhas no local. Alguns refugiados conseguiram fugir com algum alimento.

"As forças do governo roubaram todos os camiões. Tenho muita sorte da minha família estar a salvo. Não sei para onde vou mas tenho de sair daqui para salvar a minha vida e a dos meus filhos", afirmou Aliyow Hussein, um homem de 40 anos e pai de três filhos.

É claro que Aliyow Hussein é um homem cheio de sorte. Para além de conseguir fugir ainda se pode gabar de ter chegado aos 40 anos de vida, num amontoado de destroços do que foi uma colónia do Reino Unido e de Itália onde a esperança média de vida é inferior aos 48 anos.

Cerca de 3,7 milhões de somalis (no total serão pouco mais do que oito milhões) estão ameaçados pela fome, a maioria no sul do país, o que leva milhares de pessoas a rumar para a capital na procura de algo para uma barriga habituada a estar vazia.~

Só nos últimos dois meses, cerca de 100 mil refugiados chegaram a Mogadíscio, mesmo com a ameaça permanente da milícia islâmica Al Sahabaab, que controla a maior parte das zonas atingidas pela seca.
É claro que, entre pelo menos três refeições e umas tantas garrafas de whisky, a comunidade internacional mostra alguma preocupação com aquela gente.

David Orr, porta-voz da agência da ONU, afirmou, segundo a agência Reuters, que a distribuição dos alimentos decorreu sem problemas durante as duas primeiras horas, mas depois descontrolou-se. "Segundo algumas testemunhas no local, a distribuição ficou fora de controlo. A partir daí o roubo de alimentos começou. Parte do que nos restava perdeu-se", concluiu.

Pois é. Ao fim e ao cabo, nada de novo. Pela fome ou pelos tiros, os somalis (neste caso) continuam a morrer. A comunidade lamenta mas, com uma ou outra excepção, olha para o lado, assobia e continua a bombardear a… Líbia. Tudo porque, como é habitual, são pretos a morrer…

E como se não bastasse serem pretos, a Somália tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do mundo, com cerca de 10% das crianças morrem pouco depois de nascer e 25% das sobreviventes morrem antes dos 5 anos de idade e é um dos oito países mais pobres do Mundo.