sábado, novembro 22, 2008

Kofi Annan, Jimmy Carter e Graça Machel
- Parem de chatear o maior dos... maiores

O Governo do Zimbabué, aquele próspero e democrático país do sul de África que é na actualidade o maior exportador mundial de... refugiados, afirmou hoje que enquanto decorrerem as negociações para a formação de um executivo de unidade nacional não será o momento certo para visitas de estrangeiros, como a do ex-secretario-geral da ONU, Kofi Annan.

Ora aí está uma atitude sensata. E como, a fazer fé no que se tem passado nos últimos meses, as negociações vão continuar até que Deus explique a Robert Mugabe que já passou a vez dele, o melhor é suspender todas as entradas aí por mais seis meses.

O Governo do Presidente zimbabueano, Robert Mugabe, impediu hoje a visita ao país de Kofi Annan, do antigo Presidente norte-americano Jimmy Carter e da activista dos Direitos Humanos Graça Machel, que pretendiam avaliar a situação humanitária no país em nome do "Grupo dos Anciãos", ao qual pertencem.

Sejamos francos. O que eles queriam era atazanar a paciência do presidente. E ele, como bom democrata que é, não está com paciência para aturar gente preocupada com uma coisa que não existe no Zimbabué: os direitos humanos. E se não existe...

Christopher Mutsvangwa, dirigente da União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-FP), encabeçada por Mugabe, afirmou hoje que "o Governo deixou claro que os 'anciãos' podem deslocar-se ao país quando terminarem as negociações".

Nessa altura (seis meses no máximo) já Deus terá falado com Mugabe ou, eventualmente, algum patriota lhe terá enfiado um balázio na mona.

Questionado pela Agência EFE sobre a data desse "momento adequado", o responsável afirmou que a pergunta terá de ser colocada ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Simbabrashe Mumbengegwi, que não está disponível para falar à imprensa.

Harare acusou o "Grupo dos Anciãos" de apoiar o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), o principal partido da oposição, envolvido em difíceis negociações com o regime do Presidente Robert Mugabe para a formação de um governo de unidade nacional.

O "Grupo dos Anciãos", composto por uma dezena de personalidades internacionais, foi criado em 2007 por Graça Machel e o seu marido, o antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela, e inclui o bispo sul-africano Desmond Tutu, conhecido crítico do Governo de Mugabe.

Barack Obama copia planos de José Sócrates

José Sócrates (aquele que é primeiro-ministro das ocidentais praias lusitanas a norte de Marrocos) descobriu a pólvora e agora todos lhe copiam os planos (da pólvora, é claro!)

Primeiro foi, em Julho deste ano, o então ministro-adjunto do Primeiro-Ministro de Angola, Aguinaldo Jaime, ao anunciar, em Benguela, a criação, em 2009, de 320 mil novos postos de emprego nos diversos sectores da vida económica e social do país, de modo a reduzir a taxa de desemprego e dar continuidade à luta contra a pobreza e a fome.

Agora foi a vez de o Presidente-eleito dos EUA, Barack Obama, anunciar ter pedido aos seus conselheiros que preparem um plano de relançamento económico que permita a criação de 2,5 milhões de empregos em dois anos.

Recordemos que, na proporção do país, Sócrates afirmou que desde o primeiro trimestre de 2005 foram criados 106 mil postos de trabalho em Portugal - valor próximo da meta de 150 mil prometidos até 2009.

Obama diz que o plano deverá arrancar com a criação de 2,5 milhões de empregos, até Janeiro de 2011, e lançar a recuperação económica do país, confrontado com a crise financeira mais grave desde 1970.

E diz isto apenas para disfarçar. Sim que, como certamente um dia destes dirá o inefável ministro Augusto santos Silva, Obama limitou-se a traduzir para inglês o projecto de criação de empregos do não menos inefável primeiro-ministro, José “Obama” Sócrates.

"Não são apenas medidas para sairmos da crise imediata", garantiu Obama, frisando tratar-se de "investimentos a longo-prazo para o futuro da economia" que, segundo diz, foram ignorados durante muito tempo.

Digam lá que não é exactamente a mesma coisa, com uma ou outra vírgula alterada, o que tem sido dito e escrito pelo Tintim do reino, qual Magalhães do futuro?

Ué! Bush descobriu que o Zimbabué existe

O presidente dos EUA, George W. Bush, exigiu (agora que está de malas feitas) ao líder zimbabueano, Robert Mugabe, o fim da repressão e a criação de um governo que represente a vontade popular resultante das eleições de Março último.

O que vale, espera (se calhar inocentemente) todo o mundo, é que com Barack Obama as coisas mudem qualquer coisinha.

Num comunicado emitido em Lima, onde participa na cimeira da Associação de Cooperação Económica Ásia Pacífico (APEC), George W. Bush afirmou que oito meses depois daquelas eleições os zimbabueanos “continuam governados por um regime ilegítimo que continua a suprimir as vozes democráticas e os direitos humanos básicos”.

Ao que parece, só agora é que Bush descobriu (e foi preciso ir – salvo seja - ao Peru) que Robert Mugabe é uma cópia sua, embora de muito pior qualidade. Pior se calhar apenas em função dos meios e das circunstâncias...

Além de “políticas económicas desastrosas”, que obrigaram metade da população a depender da assistência alimentar, agora o regime de Mugabe “ataca médicos e enfermeiros, nega aos seus cidadãos o acesso básico aos serviços sanitários” e “rouba fundos destinados a pacientes com Sida", adiantou Bush como se estivesse a dizer alguma coisa que o mundo já não soubesse há muito tempo.

“Pedimos o fim da brutal repressão das liberdades básicas do regime de Mugabe e a formação de um governo legítimo que represente a vontade do povo como se expressou nas eleições de Março”, apelou o Presidente norte-americano, certamente convicto de que Mugabe o vai mandar dar uma volta ao bilhar grande.

As eleições presidenciais zimbabueanas de Março foram ganhas pelo líder da oposição, Morgan Tsvangirai. Na segunda volta, Robert Mugabe declarou-se vencedor depois de uma dura campanha de violência política contra a oposição e firmemente condenada pela comunidade internacional.

Um país feio, porco e mau

Parafraseando um editorial de 2002 (a propósito da Casa Pia), assinado pelo António Ribeiro no Notícias Lusófonas, creio que, com o folhetim Banco Português de Negócios, Portugal cimentou a sua imagem de um país “feio, porco e mau”.

Nessa altura, o António Ribeiro defendia a peregrina (digo eu) tese de que deverim ser ”exemplarmente punidos todos os que nele participaram e também aqueles que, por negligência ou omissão, permitiram a continuação de tais práticas durante mais de duas décadas.”

No caso BPN, apesar da prisão de Oliveira e Costa e recordando a troca de acsuações entre Dias Loureiro e António Marta (ex-vice governador do Banco de Portugal ), creio que será mais um caso que comprovará que a desvergonha «made in Portugal» não tem limites.

Será que os portugueses acreditam que vai haver justiça neste caso, tanta parece ser a mistura de farinha tirada do mesmo saco? Não creio que vá haver justiça. E não vai porque muitos políticos empresários e empresários políticos são mesmo feios, porcos e maus.

São os que em tempo útil se calarem e são os de hoje por estarem voluntariamente amarrados.

Serem os portugueses feios, porcos e maus parece algo que está no sangue, salvo algumas (muito poucas) excepções. Tão poucas que até os Jornalistas que agora falam do assunto BPN vão, como o foram os que no início da década de 80 avançaram no caso Casa Pia, ficar calados.

E esse silêncio será recompensado. É só uma questão de tempo. Não tardará muito e estarão como directores ou administradores de um qualquer órgão da comunicação social... Os Jornalistas mais teimosos (que também os há, é verdade) poderão, a todo o momento, entrar para a lista de dispensáveis... pelos altos serviços prestados.

Deixem-me, também por comodismo mas sobretudo por estar de pleno acordo, continuar a citar o brilhante texto do António Ribeiro, agora adaptado ao caso BPN: “O que aqui está em causa não se pode compadecer com os proverbiais brandos costumes portugueses nem com o velho hábito de deixar tudo nas meias tintas”.

É exactamente isso. Deveria ser exactamente isso. E por ser isso é que, mais uma vez, ninguém se lembra de ter ouvido falar em indícios, em avisos, em alertas. Governador do Banco de Portugal, Presidentes da República, ministros, secretários de Estado, deputados, procuradores gerais da República, magistrados, polícias etc. ninguém deu fé.

E, se calhar, não ter dado fé, continuar a não dar fé, é tão conveniente que, creio, até poderá um dia destes dar direito a uma comenda pelos altos serviços prestados à Nação...

Convenhamos, contudo, que os silêncios continuam a ser comprados. Tal como foram outros, tal como serão outros. Portugal começa a deixar de ser um país (Nação há muito que o deixou de ser) para passar a ser, apenas e tão só, um lugar muito mal (muito mal, mesmo) frequentado.

Na minha opinião este é mais um caso que vai ficar, salvo uma ou outra punição cosmética, em águas de bacalhau. Pelo cheiro, a água já está a ficar putrefacta.

Mas, apesar disso, há sempre alguns (ao que parece são muitos) para quem chafurdar na merda é uma questão de vida.

sexta-feira, novembro 21, 2008

UE e África cooperam militarmente pela paz
- Cooperam militarmente pela quê? Onde?

Certamente aproveitando o facto de não se registarem conflitos armados (nem pouco mais ou menos) em África, a União Europeia (UE) e a União Africana (UA) lançaram hoje em Addis Abeba um novo programa de cooperação militar para reforçar a paz e a segurança em África, disse o secretário de Estado da Defesa francês.

Jean-Marie Bockel falava na sede da UA na capital etíope sobre o novo programa Amani-África (Paz em África, em língua suaíli), lançado durante a reunião das "troikas" da UE e da UA, hoje e quinta-feira, para fazer um primeiro balanço do Plano de Acção aprovado na cimeira de Lisboa, em Dezembro, durante a presidência portuguesa dos 27.

Com tanta rapidez de acção, ainda bem que não se registam conflitos armados (nem pouco mais ou menos) em África.

"Através do processo Euro-RECAMP Amani-África, nós pretendemos reforçar as capacidades africanas de prevenção e gestão de conflitos. Os dirigentes da União Africana procuram mais eficácia das estruturas já em prática", acrescentou Bocel, dizendo o óbvio e calando a verdade.

A França lançou no início na década de 1990 o programa de Reforço das Capacidades Africanas de Manutenção de Paz (RECAMP) e realizou vários exercícios no terreno com exércitos africanos. Com o programa Amani-África, a UE junta-se à França, numa parceria com a UA, que reúne 53 Estados.

E, certamente, para o ano haverá novos balanços e, é claro, positivos em termos de cooperação para a paz, embora esta seja hoje, como foi ontem, e como com certeza será amanhã, uma miragem.

"É algo muito bom que esta cooperação com África se torne europeia e não apenas entre França e África, isto permite evitar laivos de neo-colonialismo", disse Bockel.

Ai é isso? E onde entram (para além das valas-comuns) os africanos que vão morrendo aos milhares?

Ainda ecoavam os resultados eleitorais
e já Kumba era proibido de sair do país

O líder do Partido de Renovação Social, Kumba Ialá, está impedido de sair do país na sequência de uma ordem emitida pela Procuradoria-Geral da República após uma queixa apresentada pelo presidente "Nino" Vieira.

Essa coisa de dizer que o presidente da República, João Bernardo "Nino" Vieira, estava envolvido no narcotráfico pode ter um fim ao estilo de Ansumane Mané ou de do ex-chefe de Estado-Maior da Armada, Lamine Sanha.

Segundo o delegado dos serviços de informação do Estado em Bissorã, Guedes Mendes, foi emitida uma ordem do comissário-geral adjunto da Polícia de Ordem Pública, Armando N'nhaga, para "interditar a saída de Kumba Ialá da Guiné-Bissau".

A mesma fonte afirmou que, quando tentou entregar a nota ao líder do PRS, foi "surpreendido" e alegadamente impedido de abandonar o local pelo próprio Kumba Ialá até à chegada dos jornalistas a Bissorã.

A Polícia de Ordem Pública confirmou também, em conferência de imprensa em Bissau, a ordem para Kumba Ialá não abandonar o país. Kumba Ialá já foi notificado oficialmente desta decisão.

A decisão da PGR surge no dia em que foram anunciados os resultados das eleições legislativas na Guiné-Bissau, em que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conquistou mais de dois terços dos cem lugares no parlamento.

Kumba Ialá, antigo Presidente guineense, disse que a direcção do PRS vai reagir sobre os resultados, que considerou "caricatos".

Em declarações à agência Lusa em Bissorã, a 80 quilómetros a norte de Bissau, Kumba Ialá disse que está a "ser incomodado por causa de um alegado acto de inquérito do Ministério Público sobre as declarações que fez durante a campanha".

Kumba Ialá não especificou as declarações em causa, proferidas durante a campanha.

"As declarações da campanha são declarações da campanha", disse Kumba Ialá, acrescentando que "o Presidente "Nino" Vieira é o queixoso".

"É falso que pretendo abandonar o país", garantiu Kumba Ialá, questionado sobre a natureza do crime de que é suspeito. "Vou ficar na Guiné para reorganizar o partido para as presidenciais de 2010", sublinhou.

PAIGC conquista 67 dos 100 deputados
(onde é que eu vi uma coisa parecida?)

O PAIGC venceu as eleições legislativas de domingo passado na Guiné-Bissau, ao eleger 67 dos 100 deputados à Assembleia Nacional Popular (ANP), segundo os resultados finais provisórios divulgados hoje pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), em Bissau.

Segundo os mesmos dados, atrás do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de Carlos Gomes Júnior, ficou o Partido da Renovação Social (PRS), de Kumba Ialá, que elegeu 28 parlamentares.

Trata-se da primeira vez que um partido alcança uma maioria de dois terços no Parlamento guineense, com o PAIGC a ultrapassar os resultados obtidos por esta mesma força política nas primeiras eleições multipartidárias da história do país, realizadas em 1994, quando elegeu 66 deputados, embora só com cerca de 39 por cento dos votos, tendo então ficado a um lugar do objectivo agora alcançado.

Além destas duas forças políticas, outras três elegeram deputados: o Partido Republicano para a Independência e o Desenvolvimento (PRID), do ex-primeiro-ministro Aristides Gomes, que elegeu três parlamentares, e a Aliança Democrática (AD), e o Partido da Nova Democracia (PND), de Iaia Djaló, ambos com um cada.

Segundo os dados provisórios das eleições a que se apresentaram 19 partidos e duas coligações, a taxa de participação atingiu os 82 por cento, a mais alta de sempre - a abstenção rondou os 18 por cento -, tendo votado 484.546 dos 593.739 eleitores inscritos.

Segundo a CNE, registaram-se também 16.038 votos brancos e 11.000 nulos, havendo também 1.196 votos protestados.

Os resultados finais definitivos da votação, acrescentou a CNE, serão conhecidos a 26 deste mês.

Adoptem-se os bons exemplos da justiça

Johan Nel, um jovem branco de 19 anos que matou em Janeiro deste ano quatro pessoas e feriu outras 11 apenas por serem de raça negra, foi hoje condenado a quatro penas de prisão perpétua mais 169 anos de prisão no tribunal de Mafikeng, noroeste da África do Sul.

Os bons exemplos da justiça deveriam ser adoptados por outros países, digo eu. Mas se fosse, por mero exemplo, nas ocidentais praias lusitanas a norte de Marrocos, apanharia 25 anos no máximo e ao fim de meia dúzia (se tanto) estaria na rua.

Em 14 de Janeiro, Nel parou a carrinha do pai nas imediações do bairro de barracas de Skierlik, na região de Swartruggens, e disparou sobre vários residentes com uma espingarda de caça à medida que caminhava para o interior do bairro.

Entre as vítimas mortais contam-se duas crianças, uma de 10 anos e outra de apenas quatro meses que era transportada pela mãe – que também foi atingida mortalmente - nas costas.

No decorrer do julgamento testemunhas afirmaram que o jovem gritou expressões racistas como “Venham cá, malditos cafres” e “Vamos matá-los todos hoje, bastardos negros”, enquanto disparava em todas as direcções.

Considerando-se culpado dos crimes de que foi acusado, Johan Nel não deu qualquer explicação para as suas acções no dia 14 de Janeiro, afirmando apenas “não ser ele” no fatídico dia em que levou a cabo o massacre.

Uma psicóloga que acompanhou Nel durante o período de preparação para o julgamento testemunhou que o jovem foi vítima de “um profundo medo dos negros” incutido pela educação familiar que recebeu desde o nascimento.

“Viveu desde sempre com medo de que um dia iria ser atacado e morto (pelos negros), e não nutriu qualquer ideia positiva de viver numa nação do arco-íris”, declarou a psicóloga Irna Labuschagne.

As sessões do julgamento de Johan Nel na pequena cidade de Mafikeng tiveram sempre lotação esgotada, e grupos de manifestantes concentraram-se sempre no exterior do tribunal exigindo uma sentença pesada para o réu.

Indonésia na CPLP? Claro que sim!
- E venha também a RD do Congo

José Ramos-Horta considera "uma excelente ideia" a entrada da Indonésia na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou hoje o Presidente da República de Timor-Leste à Agência Lusa em Díli. Assim sendo a CPLP estará mais do que salva. E se Ramos-Horta diz...

"Timor-Leste endossa totalmente a ideia, porque a Indonésia é um dos países que tem laços de séculos com Portugal e a lusofonia", afirmou José Ramos-Horta.

Por este critério, creio que mais de meio mundo poderia pertencer à CPLP. Mas o que de facto importa é continuar a manter a organização que nada faz, para nada serve, mas que alimenta alguns bem intencionados que assim podem andar pelos areópagos de alguma política internacional a dizer que um dia farão qualquer coisa.

"Basta ver a língua indonésia, com milhares de vocábulos portugueses, basta ver os monumentos, mesmo em Java e Sumatra, ou basta ver as gentes de Aceh que têm origem portuguesa", acrescentou o chefe de Estado timorense.

E que tal ver o que nas terras do Tio Sam existe de lusófono para propor a Barack Obama que os EUA entrem também para a CPLP? E que tal falar com Laurent Nkunda para ver se a parte leste da República Popular do Congo (onde se ouve falar constantemente em português) também quer aderir?

A Indonésia deu início aos contactos para obter o estatuto de observador associado da CPLP, disse o embaixador indonésio em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz.

"É um país com longas tradições portuguesas. Só por aí, a Indonésia merece o estatuto", declarou José Ramos-Horta, acrescentando que "não há nenhum ciúme timorense" na ideia indonésia, "antes pelo contrário".

José Ramos-Horta levantou a hipótese de conceder o mesmo estatuto à Malásia se este país se mostrar interessado, "por causa de Malaca".

... e venham mais cinco.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Kabila manda prender cinco jornalistas
(É assim mesmo. Acabe-se com essa raça!)

O Presidente da República Democrática do Congo (RD Congo), Joseph Kabila, deverá chegar a Luanda dentro de horas para receber instruções do seu mentor, José Eduardo dos Santos.

No entanto, antes de partir, Joseph Kabila mostrou que é um bom aluno do mestre presidente de Angola, e do MPLA, partido que vai somar mais quatro anos aos 33 que já leva de poder.

Vai daí, mandou prender cinco jornalistas de uma televisão privada em Kinshasa depois da difusão de uma entrevista com um adversário político do actual Governo, disseram hoje fontes da televisão.

E fez muito bem, terá comentado o democrata presidente de Angola, mais uma vez e como é hábito, com o beneplácito da comunidade internacional.

Também acho que Kabila fez bem. Então os jornalistas (essa espécie que deveria ser banida da face da terra) julgam-se no direito de entrevistar os adversários políticos do dono do poder? Onde julgam eles que estão?

De acordo com as fontes, três dos jornalistas foram detidos quarta-feira e os restantes hoje. "Na quarta-feira à noite, vários homens armados interromperam a emissão da Raga TV em Kinshassa e prenderam o director de programas, Mbuyi Bwebwe, e dois administradores da televisão, Jules Mpat e Faustin Bwana Kawa" disse um funcionário da Raga TV.

Hoje, o director de informação, Rosette Mamba, e um jornalista, Robert Muil, foram igualmente detidos.

As detenções foram feitas depois da transmissão televisiva da Raga TV, durante o seu noticiário quarta-feira à noite, de uma entrevista de um adversário político do Governo, Roger Lumbala.

"A cassete onde estava gravado o jornal foi confiscada pelas autoridades e o sinal de difusão televisiva do canal interrompido", disse ainda o funcionário.

É a democracia no seu melhor estilo. Democracia, recorde-se, exportada pelo Ocidente que, aliás, a legitima através da criminosa cobertura que dá aos ditadores.

Não a todos, é óbvio. Apenas aos ditadores bons. E quem são eles? São os que têm petróleo, diamantes e outras riquezas.