sábado, novembro 17, 2007

Somos poucos mas andamos por aí!

É mesmo. Somos poucos mas ainda vamos andando por aí. Somos, concordo, uma espécie em vias de extinção. Um dia destes alguém se lembrará que, afinal, é preciso manter a espécie. É que sem Jornalistas a liberdade será uma miragem. Com o fim dos Jornalistas chegará também ao fim a liberdade. Podem crer.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Sócrates diz que foram criados
106 mil empregos desde 2005

O primeiro-ministro português afirmou hoje que o crescimento do desemprego está contido e que, desde o primeiro trimestre de 2005, foram criados 106 mil postos de trabalho em Portugal - valor próximo da meta de 150 mil até 2009.

Nunca pensei que o número de novos filiados no PS fosse tão elevado!

Afinal não há angolanos envolvidos no Angolagate

«No que toca a personalidades angolanas, a fase de instrução acabou e nenhuma será envolvida na sequência do processo. Uma página está virada. A continuação do processo judicial jamais envolverá as personalidades angolanas», disse, em Luanda, o enviado do presidente francês, Nicolas Sarkozy, a propósito do «Angolagate».

E assim se vê a força do MPLA, a força do petróleo.

Que importa a venda ilícita de armas ao governo de Angola (MPLA) entre 1993 a 2000? De facto, os amigos não devem ser acusados, mesmo quando para combater uma guerrilha que actua no interior do país se compram navios de guerra.

Andaram milhões de angolanos a passar fome, como ainda hoje passam, para que o regime ditatorial do MPLA comprasse armas aos franceses, ou via franceses, ou com a conivência dos franceses, para agora serem esquecidos por Paris?

- Claro que não. Parabéns presidente Eduardo dos Santos.

Uma carta, um ministro e seja
o que deus (Sócrates) quiser

A propósito do post anterior, “Carta aberta ao ministro das Finanças de Portugal”, dei comigo a querer acreditar que Teixeira dos Santos vai, com certeza, reagir e explicar ao autor da carta, bem como aos muitos portugueses que subscreveriam a mesma missiva, o que entender por bem. Isto porque, penso, o ministro é uma pessoa de bem.

A ideia de pessoa de bem vem, aliás, de uma entrevista feita em parceria com o falecido jornalista Luís Folhadela e publicado no Jornal de Notícias em 15 de Setembro de 1999.

Dizem-me que, como parece acontecer com todas as pessoas de bem que privam com José Sócrates, Teixeira dos Santos teve de mudar a sua postura. Será?

Sei que, recentemente, Santana Lopes, líder da banca parlamentar do PSD, chamou "aldrabão" ao ministro das Finanças, durante o discurso de Teixeira dos Santos na Assembleia da República. Aqui está um qualificativo que sempre achei impróprio para o ministro, para este ministro.

Mas como a vida é feita de mudanças…

quinta-feira, novembro 15, 2007

Carta aberta ao ministro das Finanças de Portugal

«Ex.mo Senhor Ministro das Finanças

Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º 152115870 vem por este meio junto de V.Ex.a para lhe fazer uma proposta:

A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.

Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.

Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.

Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano sejam retirados os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:

a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha.

b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:

c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.

d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.

e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.

f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).

g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.

h) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.

Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe. »

quarta-feira, novembro 14, 2007

100 jornais, 100 dias... sem medos
ou "O Observador" do Jorge Eurico


Quando o Jorge Eurico me disse que ia lançar, em Moçambique, um Jornal fiquei com a certeza de que, do ponto de vista jornalístico (as matérias económica e financeira são contas de outro rosário), o projecto seria um sucesso. E assim aconteceu.

O Jorge é daqueles Jornalistas cuja integridade e profissionalismo são à prova de bala. Creio, aliás, que poderá ser Director de qualquer jornal de qualquer país, tal é a sua capacidade de dar voz a quem a não tem, tal é a sua força para manter viva a tese (tão rara nos tempos que correm) de que dizer o que pensamos ser a verdade é o melhor predicado dos Jornalistas.

Não é fácil. Eu sei e ele também. Mas por alguma razão eu e muitos outros consideramos que o Jorge Eurico é um dos melhores Jornalistas da Lusofonia. Significa isso que o jogo da vida está ganho? Não. De maneira nenhuma. O jogo da vida não tem fim. E, como se isso não fosse bastante, ainda é necessário lutar contra aqueles que por nada valerem passam a vida a tentar derrubar os que querem fazer obra.

Na história da Imprensa de Moçambique, de Portugal ou de Angola (até ver), Jorge Eurico já escreveu brilhantes páginas e tornou-se, por mérito próprio, um dos seus mais puros e destemidos arautos. Esta é, aliás, uma realidade a que poucos têm acesso porque a grande maioria diz que faz enquanto que o Jorge não diz que faz, FAZ.

O Observador, com todas as dificuldades inerentes a quem quer ser independente, já está também na História de Moçambique, queiram ou não (e serão alguns os que não querem) todos aqueles que passam a vida a atirar pedras às árvores que, é claro, dão frutos.

Permitam-me, contudo, algum egoísmo. Isto é, sendo o Jorge Eurico um angolano de alma e coração, agora certamente também moçambicano, eu teria uma satisfação ainda mais redobrado se este projecto tivesse nascido em Angola. Tal não foi possível e quem ficou a ganhar foi Moçambique. E se Moçambique ganhou, de alguma forma toda a Lusofonia saiu igualmente vencedora.

Resta-me dizer e dar público testemunho da honra que é para mim ver alguns dos meus textos publicados no jornal que o Jorge Eurico dirige. Uma honra também por ter um amigo que nunca será derrotado porque, apesar das minas e armadilhas que lhe colocam no caminho, nunca desiste de lutar.

Obrigado Jorge. Que venham mais 100. A Lusofonia agradece e o verdadeiro Jornalismo também.

Que raio de sociedade é esta?

Uma idosa, com cerca de 80 anos, passou os últimos seis dias nos corredores das urgências do Hospital de Évora (Portugal), sem estar doente, devido à falta de apoio familiar e social. Provavelmente também terá uma choruda reforma que nem para os medicamentos dá.

A idosa em questão não tem filhos (mas não faltam casos em que os filhos se esquecem que para lá vão) e foi transportada na última quinta-feira para as urgências hospitalares, depois do marido ter sido internado, devido ao facto de “não poder estar sozinha em casa”.

É claro que, amanhã, as notícias da Imprensa portuguesa darão voz a quem já a tem, ministros, deputados, políticos e outros similares, esquecendo-se de a dar a esta e a todas as idosas e idosos que proliferam em cada esquina das ocidentais praias lusitanas.

Poucos com milhões, milhões com pouco... ou nada

«Nós nascemos para viver bem neste país que é tão rico; que tem riquezas suficientes para todos os cidadãos viverem. Só que, quem está à nossa frente, a dirigir o país, não está a olhar para o seu povo. Está a olhar para o seu bolso. Não é verdade? Não é possível. Um país desse tão rico? Se fosse o caputo, diríamos, pronto, é o colono. Está-nos a colonizar. Quem está aí, diz que é angolano. Se é angolano também, como é que deixa os outros angolanos a viver como estão a viver? Trinta e dois anos depois? Estamos assim? Não nascemos para viver assim, meus irmãos», afirmou no Huambo Isaías Samakuva, presidente da UNITA.

Eu costumo dizer, e escrever, que Angola é (des)governada pelos poucos que têm milhões e que vivem à custa dos milhões que têm pouco, ou nada.

Vamos lá repor a verdade real e pôr
o ma-schamba no lugar que merece

Tenho por hábito (e, quero acreditar, por alguma prática) dizer que nunca sou vencido porque nunca deixo de lutar. É claro que somo muitas derrotas. Mas, numa outra banda, aprendi a ir de derrota em derrota até à vitória final.

Vem isto a propósito do “ranking” Top África, Cabo Verde e Timor, inscrito no blog Obvious onde o Alto Hama tem estado entre os dez primeiros. Gostava, é claro, de estar em primeiro mas, reconheço, ainda tenho de pedalar muito para lá chegar, se é que alguma vez tal será possível.

Hoje vi que o Alto Hama estava em sexto lugar. E estava, está, porque foi retirado do primeiro lugar o destacadíssimo www.ma-schamba.blogspot.com. Não gostei. Essa de se ganhar na secretaria o que se perdeu em campo não é, apesar de vulgarizada, uma estratégia que incentive a qualidade.

Para o Alto Hama era mais honroso estar em sétimo com a liderança entregue ao ma-schamba do quem em sexto sem a sua presença.

terça-feira, novembro 13, 2007

Militares guineenses perseguem jornalistas?
- Como se isso fosse posível no reino de Nino

Os jornalistas da Guiné-Bissau que se aproximaram demasiado dos traficantes de droga e dos seus cúmplices foram perseguidos por militares guineenses, denuncia um relatório dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Intitulado "Guiné-Bissau - Cocaína e golpe de Estado, fantasmas de uma nação amordaçada", o documento, divulgado segunda-feira, denuncia também a cumplicidade de certos ministros e militares com os narcotraficantes colombianos.

A RSF deixa um último recado à imprensa internacional, solicitando que continue a interessar-se pela "situação perigosa da Guiné-Bissau e a crescente influência do narcotráfico na vida do país, com o objectivo de manter pressão sobre os cartéis e minar a plataforma" criada.

Basta ver a imprensa portuguesa para se aquilatar do seu interesse pelo que se passa no reino do ditador "Nino" Vieira"