segunda-feira, dezembro 03, 2007

Desemprego em alta? Nada disso.
Sócrates e o PS ajudam quem precisa

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 8,5 por cento em Outubro, a terceira taxa mais elevada entre os 27 países da União Europeia, segundo as estimativas do Departamento de Estatísticas da Comunidade Europeia (Eurostat), hoje divulgadas.

A taxa de desemprego aumentou em Outubro 0,2 pontos percentuais, face ao mês anterior, invertendo a tendência de estabilização verificada desde Julho quando se manteve nos 8,3 por cento.

Isto quer dizer que, afinal, José Sócrates tem razão: o país está bem e recomenda-se.

Portugal é o terceiro país da União Europeia com a taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás da Polónia (8,8 por cento) e da Eslováquia (11,2 por cento). O país está bem e recomenda-se.

As mais baixas taxas de desemprego em Outubro ocorreram na Dinamarca (2,9 por cento), Holanda (3,1 por cento) e Chipre (3,8 por cento). Ou seja, Portugal está bem e recomenda-se.

Para os que estão desempregados, a solução é simples e foi-me indicada por um “anónimo”.

Ficha de adesão digital
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1. Fazer o download da ficha de militante (em formato PDF).
2. Ler com atenção e preencher todos os campos.
3.Enviar a ficha devidamente preenchida, por CTT, para: Partido Socialista Departamento Nacional de Dados Largo do Rato, 21269-143 Lisboa
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Se tiver dúvidas relacionadas com o preenchimento, poderá ligar-nos para a Linha Azul PS ­ 808 201 695

domingo, dezembro 02, 2007

Chegou a altura de Luanda exigir a Lisboa
que cale os «luso-angolanos de ocasião»

De quando em vez, os sipaios do MPLA reeditam a tese que há seis anos foi defendida pelo então secretário para as relações exteriores do partido que (des)governa Angola desde 1975, Paulo Teixeira Jorge, que criticou o Governo português por, nas suas palavras, permitir que "portugueses de ocasião" interfiram nos assuntos internos de Angola. Terá isto alguma ligação com a cimeira UE/África do próximo fim-de-semana?

O MPLA terá já ouvido falar de democracia. Não sabe o que é e, por isso, julga-se no direito de dar palpites sobre um Estado de Direito, algo que não se pode dizer a propósito da actual Angola, em cujos quintais proliferam acéfalos disponíveis para fazer tudo o que o camarada presidente quer.

"Existe o princípio universal da não ingerência nos assuntos internos (de outro Estado) e eu creio que Portugal, através dos órgãos competentes, poderia recomendar a esses ditos portugueses (elementos afectos à UNITA que vivem em Portugal) para não se meterem nos assuntos internos (de Angola)", afirmou na altura Paulo Teixeira Jorge, referindo-se ao facto natural de Portugal ser um dos países onde a UNITA teve, tem e terá mais adeptos.

Portugal, convirá que o MPLA o entenda de uma vez por todas, é uma nação livre. Mais livre umas vezes do que outras, é certo, mas livre. Coisa que Angola não é. Lá, por ordem dos amigos do camarada presidente, nem existe nação nem liberdade.

Por isso, conviria que o MPLA se preocupasse antes em dar palpites para o Futungo de Belas ou para outra quinta qualquer... enquanto tem tempo. De qualquer modo, quando lhe faltar o tempo, o camarada presidente e os seus acólitos poderão sempre vir também para Portugal. Não será difícil dar-lhe o estatuto de «português de ocasião».

"...Eles são portugueses de ocasião, fundamentalmente são angolanos que se tornaram portugueses depois da evolução da situação em Angola", dizia Paulo Teixeira Jorge, para quem o Governo português também deveria "chamar a atenção" dos elementos da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) que se encontram em Portugal.

O Governo português só não deverá chamar a atenção aos acólitos do camarada presidente.

Não há dúvida de que o MPLA continua a pensar, certamente devido às boas amizades com a dupla Sócrates/Barroso, que Portugal se assemelha a Luanda.

E, se calhar, até tem alguma razão. A maioria dos acólitos do camarada presidente critica mas nunca bate palmas. E não bate palmas por que se o fizesse caía das árvores.

Mais palavras para quê? É por estas e por outras, é por este e por outros, que os angolanos continuam a vegetar, enquanto os dirigentes vivem à grande. Até um dia.

Uma verdadeira declaração de apreço a África
que pode, e deve, ser feita pelos portugueses

Maria Pinto escreveu-me o texto que se segue. Vale a pena, e de que maneira, lê-lo com toda a atenção.

«Há poucos dias li um artigo no blog revolucaoemangola.blog.com que um grupo de apenas vinte Angolanos e alguns Portugueses manifestaram-se frente ao consulado de Angola, contudo eles consideraram a sua acção um "sucesso". Nos últimos meses, eu não tenho saído de casa (depressão), tenho pensado muito e cheguei a conclusão que um dos motivos da minha actual situação é, o de não pertencer realmente a nada.

Permita-me expressar melhor! Eu sou filha de Angolanos mestiços, de nacionalidade portuguesa; nasci em Portugal; cresci em Portugal, num bairro cuja grande maioria da população viveu em África, inclusive os brancos; estudei a História, a Literatura, a Geografia de Portugal; fui absorvendo tanto a cultura portuguesa como a africana; mas nunca me senti nem Angolana, nem Portuguesa, embora tenha uma profunda estima pelos dois lados. Tenho mais de 20 anos e nunca votei. Penso que em Portugal devem existir muitos jovens assim, sem nação, sem pátria, embora sintam-se ligados aos dois lados.

Hoje, quando leio sobre Angola, tudo que já sofreu até aos nossos dias, e penso quão rica em recursos e em cultura é, sinto uma profunda vontade de ajudar o país a melhorar. Gostava de também ter participado na manifestação, mas sinto-me demasiado triste. Neste momento, considero o mundo demasiado impiedoso e injusto, não tenho forças para agir, para sair.

Ao longo destes "longos" meses de reclusão, eu pude compreender melhor que a grande maioria dos Portugueses não é contra a cultura africana, muito pelo contrário, admiram-na bastante e foram em grande parte, ao longo dos séculos, influenciados por ela. Os Portugueses são também um povo muito humilde e solidário. A manifestação por Timor, foi só um dos exemplos da solidariedade portuguesa. Mas muitos jovens descendentes de imigrantes não o sabem e as escolas contribuem também para isso.

O objectivo deste e-mail é declarar o seguinte: se existe alguém capaz de chamar atenção para Angola, e mais precisamente para o direito de voto da diáspora (talvez mesmo, o direito de voto de todos os Angolanos), são neste momento os Portugueses.

Uma verdadeira declaração de apreço à África. E, provavelmente a repercussão chegaria como um sim à muitos jovens Portugueses que se perguntam se o podem ser, Portugueses, sem terem de renegar as suas raízes africanas. Embora, eu tenha certeza que Lisboa nunca será uma Paris!

Por exemplo, através de um voto simbólico, a bandeira de Angola depositada numa urna; ou pessoas vestidas com as cores da bandeira; qualquer tipo de manifestação simples e eficaz. Quiçá, o senhor, como angolano-português, conhecesse algum grupo pessoas sem medo e capazes de organizar tal feito.

No que diz respeito à minha pessoa, espero deixar de ser tão medrosa, começar a lutar pelo que acredito, e sentir que pertenço.»

sábado, dezembro 01, 2007

Então qué qué isso, ó meu?!

Meu caro Jorge Perestrelo,

Há para aí dois anos e meio que te escrevi pela última vez. Faço-o agora por obra e graça do Eugénio Costa Almeida que, a propósito de um jogo de futebol, usou a tua expressão "rapakeka", citando-te, obviamente. Mas, tal como com Maio de 2005, as palavras não chegam, voltam a não chegar, para dizer o que mereces.

Talvez chegassem para relembrar tantos filhos de mães incertas que te deram, que nos deram, cabo da vida. Mas fica para outra altura.

Também tu, à tua maneira, projectaste o melhor, esperaste o pior e aceitaste de ânimo igual o que Deus quis. E com Ele, seja quem for, esteja onde estiver, não vale a pena discutir. Fizeste obra, marcaste uma geração e, cá como na outra banda, também fizeste parte da História. Isso ninguém te tira.

Deixa-me fazer minhas as palavras do Fernando Correia. E se ele disse que eras "um saudável maluco cuja classe será difícil de substituir", pouco mais te posso dizer.

Recebe, caro Jorge Perestrelo, um forte kandandu.

Acabem com os elefantes brancos
a bem da dignidade da Lusofonia


Nas suas próprias palavras, “o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) tem uma história que começa, oficialmente, em 1989, quando os países de expressão portuguesa se reúnem, em São Luís do Maranhão para pensar as bases de uma comunidade de língua portuguesa. Na altura, a ideia de criação de um instituto partiu do então Presidente da República do Brasil, José Sarney”.

Nas suas próprias palavras, “contudo, o Instituto só se tornaria realidade mais de 10 anos depois, na VI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que entretanto se havia formado, reunião essa que realizada em São Tomé e Príncipe. Na reunião, foram traçadas orientações para a implementação desse organismo promotor da língua portuguesa”.

Alguém me explica como é que o próprio Instituto Internacional da Língua Portuguesa escreve que CPLP quer dizer “Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa”? A ser assim seria CPLOP.

Nas suas próprias palavras, “o IILP tem como objectivos fundamentais "a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais".

Alguém me explica como é que se promove a língua, já não digo a cultura, quando se tem um site onde só cabem os que estão de acordo com o marasmo do IILP?

Angola em segundo lugar no concurso miss universo

A miss Angola 2007, Micaela Reis, foi eleita a segunda mulher mais bonita do universo no concurso que decorreu hoje na região de Sanya (China). A prova foi ganha pela chinesa Zhang Zilin. Ao concurso, realizado na ilha de Hainan, sul da China, assistiram mais de um milhão de pessoas em 200 países, via televisiva. De 19 anos de idade, Micaela Reis, tem 1,75 metros, e foi eleita Miss Angola/2007, em acto realizado no Cine Atlântico, em Luanda, em Dezembro de 2006.

Chávez quer construir um país à sua imagem


«Se a reforma constitucional proposta pelo presidente da Venezuela tiver o apoio maioritário no referendo de amanhã, como indicam as sondagens, tudo será diferente no país, não só ao nível da eternização de Hugo Chávez no poder, como também na própria geografia política, territorial, económica e social.

Os venezuelanos dividem-se, mas a maioria estará com Chávez que, para esses, prometeu ir ao bolso dos ricos buscar o que falta aos pobres. Embora a Oposição indique um empate técnico entre o "sim" e o "não", os observadores internacionais admitem que o carisma, embora populista, do presidente e o manancial de propostas direccionadas aos mais desprotegidos vão ser o factor que irá decidir o sentido do voto.

Dizendo ter 100 novas leis à espera da aprovação da reforma constitucional, Hugo Chávez acena com o poder popular, economia socialista, lei do trabalho e segurança social, tudo temas que os venezuelanos sentem diariamente como carecendo de substanciais alterações.

Menos viradas para o eleitorado, mas igualmente relevantes no socialismo do século XXI que Chávez quer implementar, estão o reforço do seu poder executivo, a instauração do poder popular e a reorganização político-administrativa do país (novos estados federais).

Apesar de tudo, quando a esmola é grande o pobre desconfia. Foi isso mesmo que a Oposição tentou transmitir com algum êxito, mensurável pelas manifestações, algumas violentas, que aconteceram por todo o país e que mobilizaram milhares de venezuelanos.

Desde que chegou ao poder, em 1999, Chávez sofre pela primeira vez alguma contestação dentro dos seus tradicionais aliados. O presidente diz compreender a "mesquinhez de pensamento dos que discordam", e explica que isso acontece porque alguns "têm dificuldade em entender o processo revolucionário".

O êxito da Oposição, a que não é também alheio o clima de conflito permanente que Chávez mantém com outros países (EUA, Espanha, Colômbia, Brasil), levou a equipa do presidente a mobilizar milhares de simpatizantes para acções de propaganda casa a casa.

Segundo a AFP, a historiadora Margarita López Maya, a primeira intelectual chavista a criticar as iniciativas do presidente depois da sua reeleição em Dezembro, afirma que "há muito mal-estar dentro das bases chavistas", principalmente pela maneira como foi apresentada a reforma e pelo seu conteúdo, acrescentando que as dissidências incluem também altos quadros militares, até agora incondicionais de Chávez, como o general Raúl Baduel.

Baduel, que foi ministro da Defesa até Julho e é conhecido no núcleo duro de Chávez como "o general da dignidade", fama que conquistou por ter derrotado a tentativa de golpe de Estado de 2002, referiu que a proposta de reforma do presidente "nada mais é do que um novo golpe de Estado".

O general defende ideias sociais-democratas, um pouco à semelhança da esquerda moderada da América Latina, que passam por manter boas relações com o Ocidente.

Com Chávez continua a linha mais dura que advoga o uso do petróleo como arma para transformar a Venezuela na maior potência regional, mesmo que seja preciso sacrificar a democracia, os direitos humanos e a liberdade de expressão.

A Oposição espera que o "não" vença, mesmo sabendo que, se tal acontecer, Chávez continuará no poder. Tudo porque, dizem, o presidente terá de remodelar a sua estratégia e os venezuelanos saberão que é possível derrotá-lo.

Portugueses dividem-se mas participam em força

A comunidade portuguesa da Venezuela deverá votar em massa, firme no desejo de que a tranquilidade impere e que os resultados sejam aceites, mas admite que o "futuro é incerto".

A Oposição apela para que vote "não", mas as opiniões dividem-se. Enquanto uns defendem a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez, porque "o país precisa de aprofundar as mudanças, principalmente no social", outros estão contra porque dizem não estar esclarecidos quanto ao significado do "socialismo do século XXI" e temem a possibilidade de a Venezuela avançar para um regime "castro-comunista".

Na Venezuela, estão radicados, segundo dados oficiais, 700 mil portugueses. Somando os luso-descendentes serão 1,5 milhões.

O cônsul-geral de Portugal em Valência, Rui Monteiro, disse à Lusa que o Consulado não recebeu qualquer "pedido de diligência de alguém com inquietações"."A comunidade portuguesa está perfeitamente integrada na sociedade venezuelana e tem as mesmas percepções que a generalidade dos venezuelanos", afirmou.Em Caracas, segundo o cônsul Teles Fazendeiro, a procura dos serviços consulares mantém-se alta, comparativamente à média de 2006 "Aproximadamente 350 pessoas vêem diariamente ao Consulado", esclareceu.»

Fonte: Orlando Castro/Jornal de Notícias (Portugal)

A eficiência de quem está atento

Ontem publiquei aqui um pequeno texto sob o título “Jovem licenciada procura emprego”. Hoje, embora sob anonimato, como convém, recebi o “texto” que se segue:

Ficha de adesão digital
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2. Ler com atenção e preencher todos os campos.
3.Enviar a ficha devidamente preenchida, por CTT, para:Partido Socialista Departamento Nacional de Dados Largo do Rato, 21269-143 Lisboa
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A ditadura de Eduardo dos Santos
é uma lição de amor... e dedicação

Angola vai apoiar a comunicação pública de São Tomé e Príncipe depois de igual filantrópica colaboração com os media da Guiné-Bissau. Admiração? Não. Tudo normal e na santa paz de… Sócrates. Aos congéneres africanos, Luanda vai apoiar com ensinamentos básicos sobre a melhor forma de silenciar a liberdade e manter no poder os ditadores. Aos não africanos, caso de Portugal, apoiará pela participação nas sociedades gestoras…

Eduardo dos Santos quer agora exportar a experiência ditatorial do MPLA, neste caso em relação aos media. E faz bem. Os mestres devem sempre ensinar alguma coisa a quem está a apreender a, democraticamente, silenciar quem pensa de maneira diferente.

É claro que o Governo de Luanda tem todo o direito de estabelecer acordos com quem os quiser assinar. É claro que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (ainda existe?) tem todo o direito de ficar calada o que, aliás, é uma das suas regras de ouro. É claro que os media lusófonos do Estado têm todo o direito da aplaudir a cooperação entre ditadores, mesmo que eleitos pelo voto.

No entanto, é também claro que eu tenho o direito, e o dever, de achar que todos estes acordos não passam de formas conhecidas de perpetuar os ditadores no poder. A bem da Nação, dizia António de Oliveira Salazar. A bem das boas relações entre estados, diz José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

Pedir aos pobres dos países ricos
para dar aos ricos dos países pobres


O primeiro parágrafo de um texto da jornalista Isabel Maria Serafim, da Lusa, diz tudo: “A falta de dinheiro, de água, de luz, de trabalho e o aumento dos bens de consumo na Guiné-Bissau têm provocado agitação social, sobretudo na capital do país, com várias greves a decorrerem em simultâneo com manifestações de estudantes”.

É, de facto, um bom e sintético retrato de um país (in)gerido e (des)governado por um paradigmático “democrata” que dá pelo nome de João Bernardo “Nino” Vieira. Velho amigo de Portugal, “Nino” é igualmente figura grada dos areópagos internacionais.

Fica, no entanto, a certeza que o problema da Guiné será facilmente resolvido. O mundo, a CPLP (ainda existe?) e similares vão continuar a mandar peixe para alimentar os guineenses em vez de, como queria Amílcar Cabral, os ensinar a pescar.

Paralelamente, como convém a quem tem peixe para despachar (algum até pescado nas costas da Guiné), é sempre mais aconselhável dialogar com um ditador do que com um democrata.

No intervalo deste drama, escrito e sentido em português, lá veremos uma campanha de solidariedade em que se pede aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres.