terça-feira, setembro 02, 2008

MPLA promete melhorar a qualidade de vida
- Como é possível melhorar o que se não tem?

O MPLA, que por sinal só está no poder em Angola há 33 anos, promete agora – nomeadamente pela voz daquele que é seu presidente às segundas, quartas e sextas (às terças, quintas e sábados é presidente da República) – melhorar a qualidade de vida dos angolanos.

Não vejo em que é que MPLA precise de melhorar a qualidade de vida dos 68% de angolanos que vivem na miséria. E não vejo porque o partido de Eduardo dos Santos conseguiu um bom desempenho desde que lhe ofereceram o poder, ou seja em 1975.

Ou seja, conseguiu que até agora não exista nem qualidade nem vida e, muito menos, qualidade de vida. No que à maioria do povo respeita, é bom dever. Por alguma razão a Unicef afirma que metade das crianças não frequentam a escola, 45% sofrem de má nutrição crónica, uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos.

Num documento de 32 páginas, sob o lema "MPLA, Angola a Mudar para Melhor", o partido que está no poder desde 1975, muito pouco tempo como se calcula, abre o seu "Manifesto Eleitoral" com uma foto de grande dimensão do seu líder (às segundas, quartas e sextas) e Presidente da República (às terças, quintas e sábados), José Eduardo dos Santos

Os três primeiros eixos-objectivos com que o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) quer derrotar sexta-feira os seus adversários são: "Melhorar a qualidade de vida dos angolanos; Garantir o crescimento de forma sustentada; Consolidar a estabilidade política e reforçar a democracia".

Como é que se pode melhorar uma coisa que se não tem? Não sei eu nem os que são gerados com fome, nascem com fome e morrem pouco depois com fome. Se calhar, digo eu, o MPLA deveria começar por dar vida aos milhões que não sabem o que isso é para, depois, tentar melhorá-la.

Mas, isso é verdade, se desde 1975 não conseguiu fazer melhor, não será agora que o vai fazer. Aliás, o grande trunfo eleitoral do MPLA (como o de qualquer outra ditadura) é ter 68% de gente com fome (e que por isso pensa com a barriga) e 60% de analfabetos (que em grande parte acreditam que o MPLA saberá em quem vão votar).

Quanto ao crescimento económico, aí acredito que o MPLA está, como sempre esteve, no bom caminho. Que o digam os chulos, nacionais e estrangeiros, que sempre mamaram nas tetas do poder e graças a isso vivem à grande e à MPLA, seja em Luanda, Lisboa, ou noutra qualquer capital.

Consolidar a estabilidade política e reforçar a democracia é algo que, também aqui, é canja para o MPLA. Como diria o velho amigo de Eduardo dos Santos que dá pelo nome de José Sócrates, ou na versão africana Robert Mugabe, tudo isso se consegue dando oportunidade aos adversários para estarem de acordo com quem manda.

MPLA impede entrada de jornalistas
(eis a democracia do amigo de Sócrates)

«Há 16 anos que não existem eleições em Angola e esta falta de hábito democrático não é um tema barato para a opinião pública internacional, portuguesa incluída. Pelo menos 80 jornalistas estrangeiros já obtiveram a acreditação para a cobertura das eleições do próximo dia 5 de Setembro. Mas a polémica está instalada, pois surgem agora indícios de que o governo de Luanda terá dado indicações para que alguns órgãos de comunicação portugueses não tenham autorização para efectuarem a cobertura do escrutínio.

Uma notícia do Público deste sábado dava conta que o jornalista deste diário, assim como os repórteres da Sic, Expresso e Visão não estavam a conseguir acreditação de imprensa para fazer a cobertura destas eleições junto do Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), que é a entidade pública que gere o acesso dos media.

Alguns processos deram entrada no CIAM em Junho, mas os jornalistas não estão a obter respostas aos seus pedidos de acreditação e, nos processos já recusados, não foram dadas quaisquer justificações. Silêncio absoluto.

No caso do colaborador do Público, um correspondente local, a situação é ainda mais caricata, pois este até ficou a saber que nem sequer pode trabalhar para o matutino português porque o jornal «não tem um acordo com o Ministério da Comunicação angolano». Numa altura em que o governo de Luanda propagandeia além-fronteiras a existência de eleições livres, é este cenário de censura da liberdade de imprensa que nos fica.

Chamado a comentar a situação, José Sócrates tentou amenizar o caso, dizendo que tratar-se-ão apenas de atrasos e recusando a imagem de que estaríamos perante uma situação de «bloqueio» premeditado dos media portugueses. «Esperemos que seja apenas isso». Esperemos que sim.»

Texto de Paula Oliveira em:
Nota: Título da responsabilidade do Alto Hama

Sondagens por medida e à medida
dão, pois claro!, a vitória ao MPLA

De acordo com o Portugal Digital (portal da CCA - Consultores de Comunicação Associados, sediada em Brasília) o MPLA, partido no poder em Angola há 33 anos, pode ganhar as eleições parlamentares do próximo dia 5 com uma maioria qualificada (dois terços).

Recorde-se, a este propósito, que o governo de Luanda (MPLA, o tal que já lá está há 33 anos) contratou a peso de ouro (o povo que continue a morrer à fome) 58 especialistas brasileiros em propaganda.

Segundo a sondagem que só agora (porque será?) o Portugal Digital diz ter tido acesso (aqui no Alto Hama já falei dela no dia 15 do mês passado, «
Tudo a postos para a vitória do MPLA»), o MPLA pode ter mais de 150 deputados, de um total de 220 que compõem o Parlamento angolano.

Esta sondagem tem estado há já várias semanas a ser mostrada a personalidades internacionais por dirigentes do partido e/ou governantes afectos ao mesmo.

A iniciativa, abrangendo também diplomatas acreditados em Luanda, é vista como artifício destinado a manter a confiança no MPLA (como se já não bastasse, por exemplo e entre outros, a subserviência do Governo de Lisboa) por parte dos seus parceiros externos, bem como a criar ambiente propício à pré-validação internacional do resultado eleitoral final – por correspondência entre o mesmo e o sentido das sondagens.

Ou seja, se as sondagens (esta e outras já forjadas e que aguardam apenas ordem para serem divulgadas) dizem que o MPLA vai ter 80% dos votos, não será de duvidar que depois de votação o mesmo MPLA apareça com 70 ou 75%. Está, portanto, tudo feito para que o MPLA (à custa de mais uns tantos dólares) coma de cebolada os observadores internacionais para quem – mesmo sem dólares – pouca diferença existe entre um gato e uma onça. Então se houver dólares, não haverá diferença.

A estratégia do MPLA, com a ajuda dos especialistas brasileiros (mas que contam com outros colaboradores lusófonos), passa igualmente pela sensibilização de meios de comunicação para a sua inevitável vitória. Em Portugal, por exemplo, parece ser ponto assente em muitos media que a vitória do partido que governa Angola há 33 anos está mais do que garantida.

Não sei em que critérios, variantes, extrapolações ou supostas sondagens se baseiam. Sei, contudo, que o empresário mais rico de Portugal, Américo Amorim (Grupo Américo Amorim, Galp Energia, Banco Popular, Corticeira Amorim, Banco Internacional de Crédito, Cimangola etc.) é sócio de Isabel dos Santos, filha do presidente da República de Angola e do MPLA...

Resultados de 33 anos de governo do MPLA

Ao fim de 33 anos de governo do MPLA, 68% da população angolana vive em pobreza extrema e a taxa de analfabetismo é de 58%.

As ideias de poder e não o poder das ideias

O prémio Nobel de Literatura 1982, o colombiano Gabriel García Márquez, confessou "sofrer como um cão" pela má qualidade do jornalismo escrito e porque é raro encontrar artigos ou reportagens que sejam "autênticas jóias". Se o escritor lesse o que se passa em Angola ou em Portugal não falaria certamente de má qualidade do jornalismo...

Em conversa com os jornalistas antes do início do "VI seminário internacional sobre a procura da qualidade jornalística", em que participam mais de 100 profissionais do sector da América Latina, Europa e EUA, "Gabo" lamentou que o jornalismo actual se faça tão depressa, em consequência do que os jornalistas não podem pensar melhor o que escrevem.

Não podem? Não querem? Não os deixam? Ainda há jornalistas?

Para García Márquez, ele próprio jornalista antes de se dedicar por inteiro à literatura, o jornalismo "é o ofício mais belo" e "contra isso não há nada a fazer". "Não há no mundo melhor ofício do que este, mas na minha idade já me aborrece muito", disse. Pois. O Jornalismo foi isso, agora é comércio.

García Márquez lê diariamente vários jornais e é sempre - classifica - "um desastre", que o faz "sofrer como um cão".

Consciente de que, agora, ao contrário do que acontecia no seu tempo de jornalista, os jornais "têm de competir" com a rádio e a televisão, "Gabo" está, no entanto, convencido de que a escrita tem uma grande vantagem sobre os outros meios. "Escrever - argumentou - sai da alma. Os outros ´media' são aparelhos, são máquinas".

Nas suas leituras, o escritor encontra muito poucas reportagens ou artigos que possam ser consideradas "jóias" mas, quando isso acontece, pensa: "Quem será este tipo?".

"Foi sempre assim - reconheceu - , mas, antes, havia uma vantagem: o jornal era mais difícil de fazer e as máquinas nunca funcionavam bem, o que nos dava tempo para pensar um bocadinho."

Era, digo eu, o jornalismo 24 horas por dia; era o poder das ideias acima das ideias de poder; era a força da razão acima da razão da força. Era.

Entre um prato cheio de fuba
e a promessa de um com carne

Porque muitos, cada vez mais, fogem sem pensar, é preciso que alguns (cada vez menos) pensem sem fugir.

A campanha eleitoral em Angola revelou que o MPLA controla todo o aparelho do Estado e que os votantes preferem um prato cheio de fuba à promessa de uma panela a abarrotar de carne.

Para mim a estratégia do partido que comanda Angola desde 1975 continua a ser a de fingir, a de dar a ideia para o exterior que a democracia existe no país. Mas isso é falso. A democracia não é uma coisa abstracta. Tem parâmetros que a definem. E esses não existem.

Alguém vê os tribunais a julgar? Não. Alguém vê o Parlamento a legislar? Não. Alguém vê o Governo a governar? Não. Quem manda, quem se substitui aos tribunais, à Assembleia Nacional e ao Governo é uma entidade não eleita que dá pelo nome de Presidência da República.

Apesar de tudo, admito que é possível a democracia funcionar em Angola e, porque não dizê-lo?, em África. Mas será isso suficiente? Não. Não é. O mundo ocidental esteve, mais uma vez, de olhos fechados às vigarices, manipulações e intimidações levadas a cabo pelo MPLA.

E isso acontece porque o Ocidente vai – na minha opinião – querer continuar a ter boas relações que um regime corrupto e ditatorial. Porquê? Porque em democracia, como pretende a UNITA, isso não é possível.

Porque muitos, cada vez mais, fogem sem pensar, é preciso que alguns (cada vez menos) pensem sem fugir.

O MPLA não tem culpa de nada
- Só está no poder há... 33 anos

José Eduardo dos Santos, presidente por enquanto vitalício de Angola, parece estar em boa forma física, tanto que anunciou que é jogador e titular da equipa do MPLA (para além de árbitro, autor das regras do jogo, dono do campo e patrocinador). Ainda bem.

Ainda bem porque, ao que parece, Eduardo dos Santos que lidera o partido que está no poder há 33 anos, terá resolvido um problema que tinha num pé e que o levou, em Março de 2006, a ser submetido a uma cirurgia em Luanda.

Não. Não foi em Luanda, foi no Brasil. Mas o que é que isso importa? Não me digam que vão falar nas fortes medidas de segurança que teve nas terras do seu amigo Lula da Silva, ou da pequena comitiva (27 pessoas) que o acompanhou?

Desculpem lá. Eduardo dos Santos e o MPLA, partido que só está no poder há 33 anos, não têm culpa de em Angola se morrer à fome e de 68% da população ter apenas uma vaga ideia do que é viver.

Eu sei que em todo o mundo mais de 800 milhões de pessoas enfrentam a fome diariamente e que, a cada minuto, 15 crianças e 15 adultos morrem de fome. Também sei que muitos deles são angolanos. Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

Em todo o Mundo, 1,1 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável; 2,5 mil milhões não têm saneamento básico; 30 mil morrem diariamente devido ao consumo de água imprópria. Esta é, igualmente, uma realidade angolana. Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

A Sida já infectou mais de 60 milhões de pessoas e tirou a vida a um terço destas; e a malária mata 2,5 milhões de pessoas anualmente. Esta continua a ser uma outra vertente angolana. Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

Por esse Mundo, 1,6 mil milhões de pessoas não têm acesso a electricidade e a maioria recorre à queima de combustíveis que provocam a poluição do ar e problemas respiratórios. Queiramos ou não, também aqui Angola dá o seu contributo. Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

Segundo o Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, cerca de 12 milhões de pessoas poderão morrer de fome em Angola, Botswana, Lesoto, Malaui, Moçambique, Suazilândia, Zâmbia. Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

Em termos de mortalidade infantil, Angola é o oitavo país com maior índice (118/1.000). Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

Quanto à percentagem de número de partos assistidos por técnicos qualificados, em que a média dos países pobres ronda 34 por cento, Angola tem uma taxa de 23 por cento, atrás da Guiné-Bissau (35%), Moçambique (44%) e Cabo Verde (53%). Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

Quanto à taxa de prevalência do vírus HIV/Sida, Angola tem uma taxa de 2,23 nos homens e de 5,74 nas mulheres. Mas que culpa tem o MPLA? É preciso ter calma. Eles só estão no poder há 33 anos.

segunda-feira, setembro 01, 2008

José Sócrates volta a ter as dores
dos seus amigalhaços do... MPLA

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, considerou hoje, em Bruxelas, que a haver problemas com a emissão de vistos a jornalistas portugueses para a cobertura das legislativas em Angola serão apenas de atraso. É assim. Não há pior cego do que aquele que não quer ver. Ou há outras razões? É claro que há.

“Esperemos que seja apenas isso”, referiu, acrescentando ser “muito exagerado fazer-se “um julgamento que vai no sentido de bloqueio” por parte de Luanda a órgãos de comunicação social portugueses, sublinhou Sócrates, à margem da cimeira extraordinária de líderes da União Europeia.

José Sócrates disse ter sabido da existência de problemas com a emissão de vistos, tendo a indicação de que “está a demorar muito, o que naturalmente causa alguma impaciência nos órgãos de informação que querem cobrir as eleições em Angola”.

O primeiro-ministro considerou ainda ser “muito importante para Angola” que haja uma ampla cobertura jornalística do escrutínio de sexta-feira. Pois.

Recordam-se que há pouco tempo (17 de Julho) José Sócrates afirmou em Luanda: "Venho aqui dar uma palavra de confiança a Angola no trabalho que o Governo angolano tem feito que é, a todos os títulos, notável. Basta olhar para os indicadores"?

Recordam-se que há pouco tempo (17 de Julho) José Sócrates afirmou em Luanda: "Quero que o Governo de Angola saiba que temos confiança no povo angolano, que temos confiança em Angola, temos confiança no Governo angolano e no trabalho que tem desenvolvido"?

Recordam-se que há pouco tempo (17 de Julho) José Sócrates afirmou em Luanda: "O trabalho do Governo tem permitido que Angola tenha hoje um prestígio internacional, que tenha subido na consciência internacional e que seja hoje um dos países mais falados e mais reputados"?

Banco de Desenvolvimento de Angola
financia campanha eleitoral do MPLA

Numa carta datada de 27/Maio/2008 e dirigida ao Vice-Presidente do Mpla, o Banco de Desenvolvimento de Angola – BDA, confirma o depósito na conta do Mpla junto do BPC da quantia de $42 955 700.00 (Quarenta e dois milhões novecentos e cinquenta e cinco mil e setecentos dólares americanos).

Segundo esta carta o montante foi disponibilizado por incumbência do senhor Presidente do Conselho de Administração do BDA, Paixão Franco, e destina-se a “apoiar a Campanha Eleitoral do Partido”.

O Banco de Desenvolvimento de Angola é uma instituição de capitais exclusivamente públicos.

A Lei Eleitoral proíbe o financiamento de campanhas eleitorais por sociedades de capitais, exclusiva ou maioritariamente públicos (Nº 2 - Artigo 94º da Lei 6/05, de 10 Agosto).

Nos termos da Lei Eleitoral, o Estado determina uma verba de apoio à campanha eleitoral dos partidos concorrentes, que é distribuída de forma equitativa a todos. Cada concorrente recebeu a quantia aproximada de $1 200 000.00, que foi disponibilizada apenas 5 dias após o início da campanha, isto é dia 09 de Agosto. No entanto, em contravenção à Lei, o Partido Estado apropriou-se da quantia de cerca de $43 000 000.00, em 27 de Maio, ou seja mais de 3 meses antes das eleições.

Este montante não representa, naturalmente, a totalidade dos fundos públicos de que o Partido/Estado se apropriou em contravenção à Lei, para financiar uma campanha desigual, desleal e ilegal.

Esta carta do Banco de Desenvolvimento de Angola vem confirmar as repetidas denúncias da UNITA, de outros partidos angolanos e de organizações não governamentais nacionais e internacionais, sobre a corrupção do actual regime. Confirma também a intenção permanente do actual regime de continuar a utilizar as instituições públicas para subverter o processo democrático.

Universidade Católica defende os poucos que
têm milhões e não os milhões que têm pouco

A Universidade Católica de Angola (UCA) acredita, ou diz acreditar, que o crescimento económico do país pode ser ameaçado caso a oposição, que considera (não sei com que base objectiva) "impreparada", suba ao poder nas eleições da próxima sexta-feira.

"Com mais ou menos contestação política, o governo e o partido que o apoia levaram a cabo um conjunto de reformas económicas, institucionais e mesmo sociais - embora de menor expressão quando comparadas com as de índole económica - que melhoraram a imagem interna e externa do país", diz o Relatório Económico Angola-2007, recentemente publicado pelo Centro de Estudos de Investigação Científica da UCA.

Não está mal. O MPLA não faria melhor. Aliás, a UCA está no bom caminho para conseguir muitos mais apoios daqueles a quem se destina desde que iniciou as suas actividades, em Fevereiro de 1999: os poucos que têm milhões e não os milhões que têm pouco ou nada (68% dos angolanos).

Não percebo, aliás quando toca a Angola a única coisa fácil de perceber é a tentativa de manutenção, custe o que custar, do poder por parte de quem lá está há 33 anos (o MPLA), como é que uma Universidade (ainda por cima católica) dá mais importãncia ao desenvolvimento económico do que ao Índice de Desenvolvimento Humano angolano que, medido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), coloca Angola entre os dez piores países do mundo.