Tal como quis, apesar da oposição (que não sei se foi sincera) dos restantes partidos, o PS de José Sócrates aprovou um estatuto para os jornalistas portugueses que põe a sua autonomia editorial e independência no saco das miragens. Importa, contudo, reconhecer que essa autonomia e independência já eram de há muito uma miragem. E eram por culpa sobretudo dos Jornalistas que, sob a conveniente capa da cobardia anónima, se deixaram transformar em autómatos ao serviço dos mais diferentes protagonistas, sejam políticos, partidários, sindicais ou empresariais.
terça-feira, novembro 13, 2007
domingo, novembro 11, 2007
Antes e hoje, da censura à autocensura
Antes a única tarefa humilhante no Jornalismo era a que se realizava com mentira, deslealdade, ódio pessoal, ambição mesquinha, inveja e incompetência. Hoje nada é humilhante desde que dê lucro.
Antes um Jornalista nunca (nunca) vendia a sua assinatura para textos alheios, tantas vezes paridos em latrinas demasiado aviltantes. Hoje é tudo uma questão de preço.
Antes, se o Jornalista não procurava saber o que se passava no cerne dos problemas era, com certeza, um imbecil. Antes, se o Jornalista conseguia saber o que se passava mas, eventualmente, se calava era um criminoso. Hoje há cada vez mais imbecis e criminosos.
Antes os Jornalistas erravam muitas vezes. Hoje não erram. E não erram porque há cada vez menos Jornalistas.
Antes os Jornalistas sabiam que estavam todos os dias em cima de um tapete rolante que andava para trás. Se queriam ganhar terreno tinham de correr. Não bastava caminhar. Hoje os operários da imprensa ou se limitam a andar nesse tapete e quando derem fé não saíram do mesmo sítio ou, em muitos casos estimulados pelos chefes da linha de enchimento, resolvem andar no sentido do tapete…
sábado, novembro 10, 2007
Recordar o meu Presidente quando Angola
comemora mais um dia da (in)dependência
Dentro de algumas horas os poucos que têm milhões vão festejar (mais ao menos) com os milhões que não têm nada, a independência de Angola, essa pátria que não se define – sente-se. Mau grado a vontade dos quadrúpedes ruminantes, com ou sem gibas sobre o dorso, que em Angola e Portugal nasceram a saber tudo e são donos divinos da verdade, a minha forma de comemorar a independência é recordar o meu Presidente, de seu nome Jonas Malheiro Savimbi. Porquê? Porque, na minha modesta opinião, com ele os milhões que agora têm pouco teriam muito mais, e porque os poucos que têm milhões teriam muito, mas muito, menos.Eis o texto (ispsis verbis) publicado no dia 24 de Fevereiro de 2002, altura em que se confirmou que o meu Presidente tinha sido morto em combate.
O Povo Angolano, Angola, África e todos os que pugnam pelos ideais de liberdade e democracia no Mundo, estão de luto. Luto por diversas razões.
O Dr. Jonas Malheiro Savimbi, Presidente da UNITA, tombou heroicamente em combate! Tombou heroicamente em combate o meu Presidente.
Tão heroicamente que as Forças Armadas de Angola (ou pelo menos parte delas) tiveram necessidade de O humilhar... mesmo depois de morto. Trataram o meu Presidente como um cão raivoso, como um troféu de caça. Até na morte Jonas Savimbi atemorizou os militares de José Eduardo dos Santos.
Os adversários, ou até mesmo os inimigos, merecem respeito. E isso não aconteceu. As FAA não humilharam Jonas Savimbi, humilharam uma grande parte do Povo Angolano.
A África perdeu um dos seus mais insignes filhos, cuja vida e obra O situam na senda dos arautos da História Africana como N'Krumahn, Nasser, Amílcar Cabral, Senghor, Boigny e Hassan II.
O Dr. Jonas Malheiro Savimbi, Presidente da UNITA, o meu Presidente, tombou em combate ao lado das suas tropas e do Povo mártir, apanágio só concedido aos Grandes da História.
Deixou-nos como maior e derradeiro legado a sua coragem e o consentimento do sacrifício máximo que pode conceder um combatente da liberdade, a sua Vida.
Fiel aos princípios sagrados que nortearam a criação da UNITA, o Dr. Savimbi, rejeitando sempre e categoricamente os vários cenários de exílios dourados, foi o único dos líderes angolanos que sempre viveu e lutou na sua Pátria querida.
A ela tudo deu e nada tirou, ao contrário de outros com contas, palácios e mansões no estrangeiro.
Fisicamente o meu Presidente morreu. Fisicamente o meu Presidente foi humilhado. Mas uma coisa é certa. Não há exército que derrote, mate ou humilhe uma cultura, um povo, uma forma eterna de ser e de estar.
Jonas Savimbi, o meu Presidente, continuará a ter quem defenda essa cultura, esse povo, essa forma eterna de ser e de estar.
«Há coisas que não se definem - sentem-se». Foi isto que em 1975 me disse, no Huambo, Jonas Malheiro Savimbi. É isto que José Eduardo dos Santos nunca compreendeu. A UNITA não se define - sente-se. Jonas Malheiro Savimbi não se define - sente-se. Angola não se define - sente-se.
E porque se sente, e não há maneira de matar o que se sente, é que Jonas Malheiro Savimbi, o meu Presidente, continuará vivo. Vivo no esforço pela paz em Angola, vivo pela dignificação dos angolanos, vivo pela liberdade, vivo pela coerência... vivo porque os heróis não morrem nem são humilhados.
Obrigado Presidente.
Que saudades de Ildo Lobo
Já lá vão mais de três anos, foi a 20 de Outubro de 2004, que Ildo Lobo, uma das vozes maiores de Cabo Verde e da Lusofonia, deixou de nos (en)cantar.Ildo Lobo foi uma das figuras de proa e vocalista dos Tubarões, grupo que marcou a música de Cabo Verde e da Lusofonia a partir da época da independência, em 5 de Julho de 1975, até à década 90 do século XX.
Ildo Lobo deu voz a compositores como Manuel d´Novas e Renato Cardoso e interpretou as grandes mornas que marcaram a sociedade cabo-verdiana como "5 de Julho", "Cabral Ká Morri" e "Porton di Nôs Ilha".
Quem não se recorda da sua homenagem a Timor-Leste durante a "luta de independência deste país com o funaná "Ask Xanana"?
Que saudade de “Nha Testamento”, gravada por ele mesmo em “Nôs Morna”; “Zebra”, gravada pel´Os Tubarões e por Cesária Évora; “Panhal na Toc”, “Strela Negra”, “Pensamento” e “Separação”.
Onde estiveres aceita um kandandu.
Juan Carlos mandou calar Hugo Chávez
- Sócrates fará o mesmo a Robert Mugabe?
O Rei Juan Carlos de Espanha mandou hoje calar o presidente da Venezuela, que voltou a chamar "fascista" ao ex-chefe de Governo José Maria Aznar. Não consta que outros líderes presentes na XVII Cimeira Ibero-Americana de chefes de Estado e de Governo que decorre em Santiago do Chile, entre os quais Cavaco Silva e José Sócrates, tenham manifestado solidariedade pública para com Juan Carlos.Veremos o que se vai passar, em Lisboa e na cimeira UE/África, com Robert Mugabe. Não creio que Mugabe vá à casa dos outros ofender quem quer que seja, desde logo porque Chávez há só um. Não creio mas até gostava de o ver atacar Gorden Brown para ver o que diria Sócrates e companhia.
No caso de Mugabe até era capaz de dizer o que não foi capaz ao ditador que garante que "nada nem ninguém" o fará desviar do seu projecto de instaurar um regime de "socialismo do século XXI" no país onde, é claro, será presidente vitalício.
Camaleões, primatas e restantes similares
(ou sipaios que querem ser chefes de posto)
Porque muitos, cada vez mais, fogem sem pensar, é preciso que alguns (cada vez menos) pensem sem fugir. Quando será que em Portugal veremos os trabalhadores a serem avaliados de forma objectiva e imparcial, sem que para essa avaliação contem o cartão do partido, os jantares com o chefe ou a prenda de anos no aniversário do director?É claro que todos devemos ser avaliados pelo mérito, sendo que este é perfeitamente mensurável e não necessita de análises subjectivas. Acresce que só quem for competente pode avaliar a competência. Ora, como cada vez mais a competência é – em Portugal - substituída pela subserviência, não adianta instituir o primado da transparência quando todos os seus agentes são opacos.
As tecido laboral em Portugal está a mudar? Está. Durante muitos anos, as avaliações laborais (fossem nas empresas do Estado ou nas privadas) pareciam sérias mas não eram. Hoje não parecem nem são.
Hoje, sejam a empresas do Estado ou privadas, o ambiente é de valorização exponencial do aparente, do faz de conta, do travesti profissional que veste a farda que mais jeito dá ao capataz que está acima.
Não admira por isso que, na eventualidade (rara, raríssima) de alguém questionar o veredicto superior (tão superior quanto a sua similitude com os camaleões) corre o risco de ver a avaliação reduzida ainda mais. Reduções, é claro, proporcionais às vezes que ousar questionar o dono da verdade.
O presente é, ou parece ser, de todos aqueles que às segundas, quartas e sextas são do PS, às terças, quintas e sábados do PSD e ao domingo negoceiam com o PC, com o BE e com o CDS.
Pelo meio deste circuito aparecem sempre os sipaios que acalentam a esperança de um dia serem chefes de posto e que, no cumprimento de ordens superiores, passam ao papel a avaliação pré-determinada, mesmo que no lugar da assinatura tenham de pôr a impressão… digital.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Rapidamente e em força, diz o MPLA
Lopo do Nascimento terá prestado, na minha opinião, um valioso contributo a todos os partidos da oposição em Angola, sobretudo à UNITA, ao dizer que só o MPLA está preparado para as eleições.Por alguma razão, digo eu, é que o MPLA parece disposto a acelerar as eleições. Ou seja, prepara-se para já estar a meio da etapa enquanto os seus adversários ainda estarão a chegar à linha de partida.
Isso mesmo aconselharam, entre outros, especialistas portugueses e brasileiros que apostam na capacidade de arranque do MPLA e na tradicional lentidão de raciocínio e de conjugação de esforços da Oposição.
Quanto mais tarde se realizarem as eleições mais possibilidades de êxito tem a UNITA, pensam os especialistas do MPLA. E pensam bem. Falta-me a mim saber se, nesta matéria, a UNITA pensa ou apenas tem uma vaga ideia.
A Justiça angolana aprendeu alguma coisa?
O jornalista angolano Graça Campos, director do Semanário Angolense, foi libertado por decisão do Tribunal Supremo, que considerou procedente o recurso, com efeitos suspensivos, apresentado pelo seu advogado, foi hoje divulgado em Luanda.O advogado Paulo Rangel considerou, em declarações aos jornalistas, que "foi feito agora o que devia ter sido feito pelo juiz que julgou o caso em primeira instância".
O jornalista Graça Campos estava preso desde o dia 3 de Outubro, data em que foi condenado pelo Tribunal Provincial de Luanda a oito meses de prisão efectiva e ao pagamento de uma multa de 250 mil dólares por difamação e injúria ao antigo ministro da Justiça, Paulo Tjipilica.
quinta-feira, novembro 08, 2007
A minha opinião sobre….
(Como tenho de pagar a prestação da casa, a mercearia, a escola dos filhos etc. não tenho opinião)
Chávez impõe (democraticamente, é claro)
o socialismo contra as forças de bloqueio!

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, garantiu hoje que "nada nem ninguém" o fará desviar do seu projecto de instaurar um regime de "socialismo do século XXI" no país, apesar da oposição à reforma constitucional. Terá sido por isso que me lembrei desta foto onde aparece a romper o bloqueio com a ajuda do “nosso” (salvo seja!) José Sócrates?
"Por mais sofrimento e desgostos que pesem sobre este povo, nada nem ninguém me vai deter", assegurou Chávez a um grupo de simpatizantes na cidade de Guacara, estado de Carabobo, cerca de 200 quilómetros a oeste de Caracas, garantindo que a grande maioria do povo venezuelano conhece e apoia o projecto de reforma constitucional que será referendado a 2 de Dezembro.
O presidente venezuelano sublinhou que o seu governo respeita os opositores e quer que todos se incorporem no processo revolucionário, mas avisou que "devem respeitar o Estado, as leis, as instituições e o povo".
Terá sido por isso que me lembrei desta foto onde aparece a romper o bloqueio com a ajuda do “nosso” (salvo seja!) José Sócrates?
"Caso não o façam, eles mesmos estarão a colocar-se à margem do que é o país e a vida nacional. Isso é o que acontece com alguns desesperadinhos, que são uma minoria que não querem aceitar isso, não querem aceitar as regras do jogo democrático", acrescentou.
Regras democráticas que a possibilidade do presidente se recandidatar indefinidamente, aumentam o mandato presidencial de seis para sete anos e dão ao chefe de Estado poderes para decretar o "estado de excepção" e impor a censura da imprensa, além de instaurar uma economia socialista.
Terá sido por isso que me lembrei desta foto onde aparece a romper o bloqueio com a ajuda do “nosso” (salvo seja!) José Sócrates?
Terá sido por isso que me lembrei desta foto onde aparece a romper o bloqueio com a ajuda do “nosso” (salvo seja!) José Sócrates?
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