sábado, março 22, 2008

MPLA e cubanos parecem apostados
em que a paz em Angola seja violada (II)

Nesta última semana tenho assistido entre o divertido e o pasmado, às comemorações sobre a batalha do Cuito Cuanavale. O MPLA/governo angolano, continua apostado na provocação para levar a UNITA/oposição angolana à violência. O que é idiota porque a UNITA/oposição angolana já percebeu e continua apostada na Paz.

Por Uabalumuka (Emanuel Lopes)

Mas mais idiota ainda porque a chamada batalha do Cuito Cuanavale se saldou por um rotundo fracasso, por muito que o MPLA/governo angolano digam o contrário. Senão vejamos. Os objectivos do avanço dos exércitos da coligação FAPLA, russos e cubanos eram desalojar a UNITA da mítica Jamba e empurrar os sul-africanos que encontrassem para a Namíbia ou mesmo para além da Namíbia. Algum desses objectivos foi alcançado? A UNITA foi derrotada e expulsa da Jamba? Os sul-africanos que a apoiavam foram empurrados para a Namíbia? A resposta é não, não e não.

E quais foram as consequências desta tão violenta batalha? Os cubanos retiraram de Angola, a África do Sul saiu da Namíbia e esta obteve a sua independência mas nas condições ditadas pelos sul-africanos (nenhum dos interesses económicos da África do Sul na Namíbia foram tocados, a Namíbia continuou dentro do sistema aduaneiro sul-africano, o porto de Walbis Bay continuou administrado pela África do Sul).

E quanto a Angola, quais foram os resultados da famosa batalha ? Primeiro o MPLA aceitou negociar com a UNITA, o que até aí tinha recusado, pelo meio ainda tentou de novo chegar á Jamba (operação que foi chamada "Último assalto" onde foi derrotado de novo), depois foi obrigado a admitir o pluripartidarismo e eleições, o que a UNITA pedia desde 1975.

Em resumo o MPLA/governo angolano não atingiu nenhum dos objectivos e pelo contrário teve de aceitar as condições impostas pelos adversários no terreno.

Então que comemora o MPLA ? Nada a não ser o que a sua propaganda inventa. Estas comemorações de uma derrota transformada por acção propagandística em vitória visam três objectivos:

1. Tentar reescrever e mascarar a História, operação a que o MPLA/governo angolano recorre frequentemente, como ultimamente se tem provado.

2. Provocar a UNITA/oposição angolana, porque antevê dificuldades nas eleições.

3. Dar uma mãozinha ao Presidente do ANC, o sr. Zuma, que necessita de se agarrar a este tipo de populismo, e do dinheiro do petróleo angolano, para conseguir chegar à Presidência da África do Sul e para evitar o julgamento por corrupção que enfrenta. E quando se fala de corruptos, quem melhor para ajudar do que o MPLA/governo angolano?

Dúvidas de uma espécie ainda (pouco) erecta

É mesmo. Somos poucos mas ainda vamos andando por aí, sabe Deus com que dificuldade, sabe o Diabo com que determinação. Somos, concordo, uma espécie em vias de extinção. No entanto, mesmo em cativeiro, ainda vamos mantendo a reprodução da raça. Um dia destes alguém se lembrará que, afinal, é preciso manter a espécie, eventualmente fazendo regressar os exemplares que estão em cativeiro ao seu habitat natural. É que sem esta espécie, mau grado os cruzamentos que adulteram a sua pureza, a liberdade será uma miragem. Com o fim desta espécie chegará também ao fim a liberdade. Podem crer. Dizem-me os especialistas que, se calhar, até somos muitos. Será? Ou só somos muitos quando convém? Continuo a pensar que somos poucos, pelo menos os que andam de coluna erecta. Outros dão hoje sinal de a querer pôr direita, mesmo que ontem a tivessem servilmente curvada. Será que os erectos são uma espécie em vias de extinção, sendo que os outros são uma excrescência em vias de ser espécie? Ou será que tudo não passa de uma miragem?

sexta-feira, março 21, 2008

À consideração do primeiro-ministro
de Portugal ou até do Burkina Faso

Dois jornalistas mortos em 24 horas
É na Rússia, mas se a moda pega…

Mais um jornalista russo foi abatido hoje no meio da rua em Makhachkala, capital da república norte-caucasiana do Daguestão, depois de o corpo de um colega seu, especialista nesta região, ter sido descoberto quinta-feira em Moscovo, anunciou a polícia.

"Gadji Abachilov foi abatido a tiro por desconhecidos quando se encontrava dentro do carro, o motorista ficou gravemente ferido e está hospitalizado", explicou um porta-voz do Ministério do Interior em Makhachkala.

Abachilov, de 58 anos, era há um ano director da cadeia Daguestão, pertencente à holding pública Rossia, e, de momento, as investigações não conseguiram apurar uma eventual ligação da sua morte à de Ilias Churpaiev, do primeiro canal russo (Pervyi Kanal), encontrado estrangulado com um cinto no seu domicílio moscovita.

Churpaiev, 32 anos, era especialista no Cáucaso russo e, sobretudo, no Daguestão, onde nascera e começara a trabalhar, na cadeia privada NTV, de Makhachkala.

O procurador-geral russo, Iuri Tchaika, garantiu hoje que irá supervisionar pessoalmente as investigações às mortes.

A União dos Jornalistas da Rússia estima que cerca de 250 jornalistas terão perdido a vida em circunstâncias violentas desde a implosão da União Soviética (URSS) em 1991, número só ultrapassado pela Colômbia.

O presidente desta organização de classe, Igor Yakovenko, lamenta que em muito poucos casos tenha sido encontrado e castigado o autor do crime.

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) exigiu às autoridades russas irem até ao fundo nas investigações "rapidamente e com independência".

Em 2006, a morte de Anna Politkovaskaya, jornalista do bisemanário de oposição "Nóvaya Gazeta", muito ligada à Tchetchénia, causou escândalo em todo o mundo.

MPLA e cubanos parecem apostados
em que a paz em Angola seja violada

Já vi guerras recomeçaram por muito menos. Não será, com certeza, o caso. Creio, contudo, que o Governo de Angola está a brincar com o fogo e, por isso, os angolanos podem queimar-se. Seria bom que Luanda pusesse ordem na sanzala.

Vamos aos factos. As embaixadas de Angola e Cuba em Brazzaville, capital da República do Congo, organizam hoje, segundo a insuspeita Angop, actos comemorativos do vigésimo aniversário da batalha do Cuito Cuanavale, província do Kuando-Kubango, que se assinala no dia 23.

De acordo com um documento da embaixada de Angola no Congo, ao qual obviamente a Angop teve hoje acesso, o evento que terá lugar na sede da missão diplomática angolana, reunirá, para além dos diplomatas dos dois países, diversas individualidades congolesas e estrangeiras, entre as quais o presidente do grupo parlamentar de amizade Congo-Angola, Lékoundzou Itihi Ossétoumba.

Segundo o nota de imprensa, a vitória alcançada pelas extintas FAPLA com o apoio dos internacionalistas cubanos sobre o poderoso exército invasor sul-africano desembocou na ascensão da Namíbia à independência e a queda do apartheid, bem a democratização da África do Sul, proporcionando assim a pacificação da África austral.

Tirando o exagero propagandístico e falso do que foram as FAPLA e os cubanos, a Embaixada de Angola (que representa o Governo) não só esquece as FALA como, ao mesmo tempo, enaltece a morte de muitos e muitos angolanos.

O poder Luanda (MPLA, Eduardo dos Santos e novamente cubanos) parece esquecer a História e, mais grave do que isso, dá entender que importa amesquinhar os angolanos que não estiveram do mesmo lado da barricada.

Ora, caros donos do poder em Angola, a ausência de tiros não significa paz. Cuidado com essa atávica forma de amesquinhar uma importante parcela do povo angolano.

Foto: Helicóptero russo capturado na batalha de Cuito Cuanavale e usado pelas FALA (UNITA)

China reconhece efeito dominó
na onda de protestos no Tibete

Pela primeira vez, no que pode ser interpretado como uma primeira vitória para os tibetanos, a China reconhece que os protestos chegaram a outras províncias, nomeadamente às de Sichuan e Gansu. Pequim foi "obrigada" a reconhecer esta realidade depois de, e apesar dos férreos bloqueios à informação, uma televisão canadiana ter mostrado activistas tibetanos em acção nas regiões vizinhas do Tibete.

Do outro lado da balança, a China divulgou a informação de que em Lhasa, capital do Tibete, 170 manifestantes se tinham rendido, devendo agora ser acusados de actos subversivos por terem hasteado a bandeira do Governo tibetano no exílio e, ainda, por incitamento à independência.

Apesar dos seus desmentidos, o Dalai Lama continua a ser acusado de liderar os protestos, afirmando Pequim que existem provas obtidas no Tibete que revelam o seu envolvimento na campanha, sobretudo procurando usar os Jogos Olímpicos como arma contra a China.

Entretanto, o presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que pretende estar presente nos Jogos Olímpicos de Pequim, em Agosto. Explicando que não é aconselhável misturar a política com o desporto, Bush recordou que assumiu com o presidente chinês Hu Jintao, quando se encontro com ele na Austrália, que estaria presente.

A Administração norte-americana não exclui, contudo, que em contactos mantidos e a manter com o Governo chinês "seja analisada a situação do Tibete e dos direitos humanos no país".

Por sua vez, a União Europeia emitiu ontem um comunicado em que diz que "boicotar os Jogos Olímpicos não é a resposta certa aos actuais problemas políticos", acrescentando que "um boicote poderia significar, realmente, perder uma oportunidade de promover os direitos humanos e poderia, ao mesmo tempo, causar consideráveis danos à população da China como um todo".

Também o Governo português manifestou "preocupação" com a situação no Tibete, "condenando os actos e violência e lamenta as mortes".

Lisboa insta as partes a "tomarem as medidas adequadas, que levem ao fim dos confrontos", alertando para a necessidade do "respeito integral pelos direitos humanos, bem como pelas liberdades fundamentais".

Noutra frente, segundo a AFP, uma delegação do Governo chinês foi recebida em sigilo na terça-feira pelas autoridades do Vaticano para discutir as manifestações no Tibete.

A Santa Sé, que rompeu as relações diplomáticas com a China em 1951, trabalha há alguns anos para se reaproximar de Pequim, com o objectivo de reunificar a Igreja Católica do país, actualmente dividida entre a "oficial", reconhecida pelo Governo, e a clandestina, fiel ao papa. Segundo dados do Vaticano, existem entre oito milhões e 12 milhões de católicos na China.

Fonte: Jornal de Notícias (Portugal)/Orlando Castro

quinta-feira, março 20, 2008

Conselho de Redacção aqui do Alto Hama

Eleito em representação dos jornalistas deste “órgão de informação” e presidido, por inerência de cargo, pelo respectivo director, com o qual é obrigado a cooperar na orientação editorial que o director quiser, o Conselho de Redacção pensa que tem ainda um importante conjunto de competências no âmbito deontológico e disciplinar.

O Conselho de Redacção é o órgão através do qual os jornalistas pensam que participam na orientação editorial do órgão de comunicação social para que trabalhem, pronunciando-se - para inglês ver - também sobre todos os aspectos que digam respeito à sua actividade profissional.

Ao Conselho de Redacção compete:

- Cooperar (ou seja, estar sempre de acordo) com a direcção no exercício das funções de orientação editorial que a esta incumbem;

- Pronunciar-se (desde que seja para concordar) sobre a designação ou demissão, pela entidade proprietária, do director, bem como do subdirector e do director-adjunto, caso existam, responsáveis pela informação do respectivo órgão de comunicação social;

- Dar parecer sempre favorável sobre a elaboração e as alterações do estatuto editorial;

- Pronunciar-se favoravelmente sobre a conformidade de escritos ou imagens publicitárias com a orientação editorial do órgão de comunicação social;

- Pronunciar-se contra a invocação pelos jornalistas do direito de independência previsto no n.º 1 do artigo 12.º do Estatuto do Jornalista (*);

- Pronunciar-se sobre questões deontológicas ou outras relativas à actividade da redacção, seguindo o que o director determinar;

- Estar calado acerca da responsabilidade disciplinar dos jornalistas profissionais, nomeadamente na apreciação de justa causa de despedimento, no prazo de cinco dias a contar da data em que o processo lhe seja entregue.

(*) O n.º 1 do Artigo 12.º do Estatuto do Jornalista diz: «Os jornalistas não podem ser constrangidos a exprimir ou subscrever opiniões nem a desempenhar tarefas profissionais contrárias á sua consciência, nem podem ser alvo de medida disciplinar em virtude de tal recusa.»

A importância de um artigo para publicação

Por mail recebi (e certamente muitos outros operários deste ofício) a seguinte questão oriundo de uma associação sócio profissional portuguesa: “Alguns dos senhores jornalistas tem conhecimento de alguma grelha que permita a análise (avaliação) dos critérios da qualidade/relevância de determinado artigo? Dito de outro modo, uma ficha de critérios para avaliar a importância de um artigo para publicação? Se tiverem, podiam fazer-me o favor de ma enviar?”

Respondi recuperando parte de um texto publicado em 2001: Todos (?) nos recordamos que quando um cão morde um homem, isso não é notícia. Notícia será (seria) se o homem mordesse o cão. Em alguns jornais nada disto é verdade. O cão pode morder e ser notícia, desde que... O homem pode morder e não ser notícia, desde que...

«Desde que» significa ligações, conhecimentos, interesses etc.. Se o dono do cão que mordeu conhecer um jornalista, de preferência chefe, passa a ser notícia. Se o dono do cão que foi mordido pelo homem não conhecer um jornalista, de preferência chefe, não é notícia.

Isto revela que as notícias são regra geral aferidas não pelo seu real valor jornalístico, mas por toda uma envolvente de interesses em que o critério jornalístico aparece a seguir ao último...

A notícia propriamente dita é, vezes a mais, a última coisa a ser considerada. A grande diferença reside apenas no facto de que uns avaliam a notícia e avançam, enquanto outros avaliam supostas envolventes, eventuais ramificações, e só descobrem que a notícia é notícia quando ela já deixou de o ser, nomeadamente por ter sido publicada noutros órgãos.

Pouco depois chegou o seguinte texto: “Obrigado pela resposta. Para mim foi cabalmente esclarecedora, tornando clara a ideia que de algum modo já pairava num plano meramente intuitivo e empírico”.

Mais palavras para quê?

Sem liberdade de imprensa não há cidadania
- As palavras voam... mas os escritos não

“Para os jornalistas, assim como seguramente para outros profissionais cujo múnus só pode ser plenamente exercido se não se encontrar subjugado, a liberdade é uma condição essencial para a existência da imprensa. Sem liberdade de imprensa não há cidadania, que é o sal indispensável à vida dos povos soberanos. Por conseguinte, a imprensa livre é um elemento estruturante sem o qual não é possível edificar uma sociedade justa e progressiva.

O processo de emancipação dos povos e de construção das nações é uma caminhada complexa e enfrenta, por vezes, obstáculos de transposição difícil. Lançamento ou recuperação de infra-estruturas, cicatrização das feridas deixadas pelas guerras, colmatação dos fossos cavados pelas dissenções, implantação e consolidação, enfim, da democracia, são tarefas que convocam a generosidade de todos e exigem a disponibilidade dos que são chamados a empreender as acções e as transformações.

Os jornalistas estão na primeira linha dos convocados. Cabendo-lhes o privilégio histórico de serem os mediadores entre quem discute, planeia e executa as transformações e os povos aos quais estas se dirigem, assumem, por conseguinte, a pesada responsabilidade de tornar o público que servem, não um receptor passivo das suas mensagens, mas um ente colectivo cuja reflexão e cuja acção cívica em muito dependem da actividade destes profissionais. Sem ela, não há opinião pública informada nem cidadãos preparados para intervir na vida do seu Estado.

Trata-se de um fardo honroso para os jornalistas, mas é igualmente um ónus cuja assunção só pode ser exigida a empresas livres da censura e outros constrangimentos e a profissionais cuja consciência esteja liberta.


Os jornalistas portugueses conhecem, por experiência própria, o extraordinário valor da solidariedade e da cooperação, quer antes da restauração da liberdade, há já mais de um quarto de século, quer ao longo do processo de consolidação da democracia, quer no apoio que tiveram oportunidade de receber - e também de dar - no contexto das relações do seu Sindicato com as organizações profissionais de múltiplos países”.

Nota: Esta é parte de um texto de Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas portugueses, publicado no dia 31 de Março de 2003 no Notícias Lusófonas

Chineses falam de vida ou morte
na "guerra" que travam no Tibete

Garantido que está o não boicote aos Jogos Olímpicos (um dia depois de o defender, a França deu o dito por não dito) , a China endureceu a guerra política e militar contra os que, nomeadamente no território, querem que o Tibete seja independente. "Estamos numa batalha de vida ou morte contra mais um dos nossos inimigos", afirmou o secretário do Partido Comunista no Tibete, Zhang Qingli, num artigo publicado pelo jornal oficial "Tibet Daily".

Zhang Qingli afirmou ainda que o Dalai Lama é "um lobo vestido de cordeiro, um monstro com face humana e coração de animal selvagem".

A versão oficial do Governo chinês diz que 105 responsáveis pelos distúrbios no Tibete se entregaram à Polícia em Lhasa, capital do território, acrescentando que morreram "13 civis inocentes". Fontes ligadas ao Governo tibetano no exílio, liderado pelo Dalai Lama, garantem que há centenas de detidos e "muito mais do que 100 mortos".

Com a causa tibetana a perder fôlego nos areópagos internacionais (ONU, EUA e União Europeia), Pequim reafirma a integridade territorial chinesa e apelida os manifestantes tibetanos de meros desordeiros. Embora garanta que a situação no Tibete está normalizada e sob controlo, a China continua a impedir que observadores externos, nomeadamente jornalistas, se desloquem à região para ver o que se passa.

O Governo tibetano procura desmontar a versão de normalidade mas, na maioria dos casos, encontra pela frente a muralha da China que, seja por ser membro do Conselho de Segurança da ONU ou ter boas relações comerciais com os EUA e a UE, bloqueia todo o género de apoios que os tibetanos contavam ter.

A partir da cidade de Dharamsala, na Índia, o Dalai Lama explica que as prisões arbitrárias continuam, bem como as mortes dos principais opositores. Está, contudo, cada vez mais isolado e o eco das suas críticas é cada vez menos escutado no Ocidente.

Numa tentativa de não deixar esquecer o que se passa no Tibete, o Dalai Lama apelou ontem aos líderes mundiais para serem interlocutores na sua proposta de diálogo com a China.

"Continuamos comprometidos com um processo de diálogo para encontrar uma solução mutuamente satisfatória para o Tibete", afirma o Dalai Lama, acrescentando que "é necessário o apoio da comunidade internacional para que, com base no diálogo, se encontre uma boa solução".

A França chegou a "alinhar" na proposta de boicote dos Jogos Olímpicos mas, ontem, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, afirmou que "embora a ideia seja interessante, está fora da realidade".

"Há outras boas ideias, no entanto é preciso distinguir entre o que é bom e o que é possível de ser realizado nesta altura dos acontecimentos", afirmou Bernard Kouchner.

Fonte: Jornal de Notícias (Portugal)/Orlando Castro