terça-feira, agosto 26, 2008

Branco, mulato ou negro

Angolano segue em frente,
o teu caminho é só um.
Esse caminho é difícil
mas traz a felicidade.
Esse caminho é difícil
mas traz a liberdade.
Se tu és branco
isso não interessa a ninguém,
Se tu és mulato
isso não interessa a ninguém,
Se tu és negro
isso não interessa a ninguém.
Mas o que interessa
é a tua vontade de fazer
uma Angola melhor.
Uma Angola verdadeiramente livre,
uma Angola independente.

(Obrigado Teta Lando)

Cravinho em Bissau para pôr ordem na casa

Hoje o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Shola Omoregie, manifestou-se “desagradado e preocupado” com a decisão do juiz que ordenou a libertação de quatro suspeitos de tráfico de droga para o país.

Os guineenses podem, contudo, ficar descansados. Amanhã chega ao país o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal e, por isso todos os problemas ficarão resolvidos. É que João Gomes Cravinho é o representante para África do dono de todas as verdades do reino lusitano.

Além disso, João Gomes Cravinho (o político que considerou o presidente fundador da UNITA, Jonas Savimbi, um Hitler africano) encarna também o insigne papel de representante da Presidência Portuguesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Segundo a Agência Lusa, a deslocação de João Gomes Cravinho decorre no âmbito da Presidência Portuguesa da CPLP, que assim "procura reforçar o acompanhamento e assistência que a Comunidade presta à estabilização daquele Estado membro".

Estabiliziação garantida, ou não fosse João Gomes Cravinho um preclaro representante de José Sócrates, o primeiro-ministro de Portugal que foi a Luanda adular (engraxar, se preferirem) o dono daque reino, de seu nome José Eduardo dos Santos.

Com o conjunto de reuniões que terá em Bissau (João Gomes Cravingo não brinca em serviço) a Presidência Portuguesa da CPLP “procurará identificar os termos apropriados para um apoio internacional sustentado à estabilidade da Guiné-Bissau".

Por isso, amigos guineenses, durmam descansados. De barriga vazia, mas descansados.

A corrupção em em Angola segundo a FpD

«Entre os vários factores responsáveis por termos esta sociedade muito desigual e injusta está a corrupção.

O corrupto é todo aquele que usa o dinheiro público para o seu interesse próprio ou dos seus familiares ou dos seus amigos.

O corrupto é todo aquele que entrega a realização das obras públicas aos amigos por meio de esquemas ou cambalachos.

O corrupto é todo aquele que entrega a gestão ou a propriedade dos bens públicos aos seus familiares ou amigos, sem que para tal tenham demonstrado capacidade ou competência.

A corrupção é um fenómeno grave porque corrói as estruturas do estado. Onde existe muita corrupção quem mais sofre são os pobres. Porque são os pobres que estão mais dependentes dos serviços públicos querem ao nível da saúde da educação ou de outros bans sociais.

Vocês sabem que o nosso país tem aparecido sistematicamente nas piores posições no ranking da transparência internacional, uma organização idónea que avalia os níveis de corrupção em todo o mundo.

Todos nós sabemos quem são os corruptos e sabemos também como eles são arrogantes.

A FpD bateu-se sempre e com muita determinação para termos mais transparência em Angola. Sem transparência nunca conseguiremos combater corrupção.

A FpD tem denunciado a forma pouco transparente como se gerem os fundos públicos em especial aqueles fundos provenientes da exploração do petróleo e também dos diamantes.

É preciso criar sistemas de integridade na função pública com ética de responsabilidade e de reforço das normas administrativas. Precisamos que os tribunais funcionem sem interferências e que a sociedade civil seja capaz de controlar a gestão dos fundos públicos.

No parlamento a FpD vai pedir o reforço da fiscalização dos actos do estado e das empresas publicas para evitar a delapidação do erário publico.

É por isso que eu vos peço que votem na FpD. Peço que se juntem a nós neste combate. Queremos construir um pais mais justo e mais equilibrado.”

Texto de Justino Pinto de Andrade
(
http://www.fpd-angola.com/)

Poder faz poder, dinheiro faz dinheiro
(ou seja, o MPLA, tem tudo o que quer)

“Por isso não compreendo como a Comissão Nacional de Eleições (CNE) continua a autorizar que um director de um Jornal público e único diário – o Jornal de Angola – continue a escrever editoriais claramente a favor de um partido e denegrindo os restantes”, escreve o meu amigo Eugénio Costa Almeida («Na curva final, que imprensa e que CNE?»).

O que se passa com o órgão oficial do MPLA (Jornal de Angola) passa-se, no que parece não incomodar a CNE ou os observadores internacionais, com a TPA, RNA e Angop. Digamos que fica tudo em família.

Tão em família que o Eugénio Costa Almeida escreve que “é certo que a coordenadora dos jornais emitidos na TPA internacional é militante do MPLA e uma das personalidades com mais poder no País. Mas isso não lhe deve dar o direito nem autoridade suficiente para impedir a isenção que é exigível a um órgão de informação pública como é a TPA”.

Pois aí é que te enganas, meu caro Eugénio. Isabel dos Santos (é dela que falamos) é uma das mulhers mais poderosas e ricas de Angola, é filha do presidente da República e do MPLA, é sócia do homem mais rico de Portugal e, por isso quer, pode e manda em Angola. Não só em Angola, acrescente-se.

Tal como JA, RNA, Angop e TPA (e também, é claro, a CNE pelo menos a fazer fé nas provas dadas até agora) fazem tudo o que o MPLA manda, o MPLA faz tudo o que Isabel dos Santos manda, Isabel dos Santos faz tudo o que Eduardo dos Santos manda, Eduardo dos Santos faz tudo o que lhe der na real gana, está bom de ver que essa peregrina ideia de Angola ser um estado de direito democrático vai, se o MPLA vencer, ser exactamente isso: um peregrina... miragem.

Aliás, como miragem continua a ser a não menos peregrina ideia de que a comunidade internacional iria contribuir para pôr alguma ordem no reino ou, ainda, que a Imprensa internacional, sobretudo a portuguesa, iria revelar o que de facto se passa.

Resta-nos, caro Eugénio, armarmo-nos em idiotas diante dos idiotas que se armam em inteligentes… Isto até que o clã Eduardo dos Santos decida (se é que já não decidiu...) o contrário e ponha a sua máquina a fazer das suas no reino das ocidentais praias lusitanas a norte de Marrocos.

«O que mais me preocupa é
(também) o silêncio dos bons»

Quatro pessoas foram detidas ontem em Denver, EUA, onde decorre a Convenção Democrata, por suspeita de quererem assassinar o candidato Barack Obama. A este propósito permitam-me recordar o que aqui escrevi em 15 de Março deste ano, sob o título «Deixarão um negro ser presidente dos EUA?».

De facto, dava-me um gozo especial ver Barack Obama ser presidente dos EUA. Não acredito, contudo, que isso aconteça. Grande parte dos súbditos do Tio Sam é, na minha opinião, racista e nunca permitirá nesta altura do campeonato mundial de pesos-pesados que um negro seja o primeiro entre os primeiros.

Um primeiro entre os últimos, tipo Condoleezza Rice, ainda vá que não vá. Agora presidente?

Obama tem tudo para ser presidente. E é exactamente por isso que acho que os norte-americanos donos do poder, sejam democratas ou republicanos, preferem um branco pouco ou nada inteligente (ver George W. Bush) a um negro com um currículo impressionante e, ainda por cima, capaz não só de pensar por si como o fazer com a cabeça certa (lembram-se de Mónica Lewinsky?).

Por alguma razão, Geraldine Ferraro, apoiante de Hillary Clinton, embaixadora dos EUA (nomeada por Bill Clinton) na Comissão dos Direitos Humanos da ONU, disse e reafirmou que Barack Obama chegou até onde chegou “apenas por ser negro” e não por ser o que de facto é: o melhor.

Além disso, os cães de fila do seguidor de George W. Bush, agora liderados por John McCain, tudo farão para arrumar Obama, nem que seja necessário tomar medidas mais drásticas.

Medidas mais drásticas que, na minha opinião, poderão passar pela contratação de um qualquer Lee Harvey Oswald capaz de fazer a Obama o que fizeram a John F. Kennedy, em 22 de Novembro de 1963, ou, a 4 de Abril de 1968, a Martin Luther King.

Por isso, cito o Homem que teve um sonho: “O que mais nos preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem moral. O que mais nos preocupa é o silêncio dos bons".

segunda-feira, agosto 25, 2008

Força Natália! Estamos contigo

A cirurgia a Natália Santos, que decorreu hoje no Hospital de S. João, no Porto, permitiu remover todo o tumor cerebral, tendo a menina timorense estado sempre "estável" durante as mais de cinco horas de operação.

"Tanto quanto nos parece, a remoção do tumor foi completa", anunciou o neurocirurgião Rui Vaz, que liderou a equipa de médicos no bloco operatório, acrescentando que Natália esteve "estável durante toda a cirurgia", não havendo nenhuma complicação anestésica.

Segundo referiu, a operação "correu dentro daquilo que era esperado", embora tenha sido "difícil" remover o tumor numa das partes devido às aderências.

"Não nos parece que tenha ficado lá tecido tumoral, mas essa confirmação só será possível de fazer com uma ressonância magnética" pós-operatória, adiantou Rui Vaz.

Na sua opinião, tudo faz crer que a Natália não precisará de fazer radioterapia, um procedimento habitual e "muito eficaz" nos casos em que não é possível eliminar todo o tumor.

O neurocirurgião explicou ainda que a ressonância deverá ser feita, caso haja complicações, nas primeiras 72 horas pós-cirurgia, mas que o normal é fazer passados três meses.

Os médicos do Hospital de João terão agora que conversar com a família para definir se Natália ficará em Portugal até completar os três meses necessários para efectuar a ressonância. Caso se verifique ser necessário fazer radioterapia, o tratamento deverá ter a duração entre quatro a seis semanas.

Rui Vaz afirmou que, agora, "só o tempo dirá" se Natália Santos recuperará de alguns das lesões que o tumor já lhe causou, designadamente a visão de um dos olhos que, actualmente, apenas lhe permitia ver um décimo do possível.

A menina "nunca se queixou de problemas de visão e estava praticamente cega de um olho", salientou Rui Vaz, que disse esperar que Natália "possa ter uma vida tão normal quanto possível" depois desta cirurgia.

Natália Santos fica agora internada na unidade de cuidados intensivos pediátricos até que "esteja neurologicamente bem", sendo que nas primeiras 24 horas deverá ficar a dormir.

Natália Santos chegou a Portugal no início de Agosto, tendo sido transportada desde Timor no mesmo avião que trouxe as forças da GNR que prestaram serviço naquele país lusófono.

A menina de 10 anos, que vivia com sete irmãos nos arredores da capital timorense, está acompanhada pelo pai, Plágio Aparício, de 45 anos.

(Foto: Jornal de Notícias, Portugal)

Estatura política muito superior à do MPLA

Ao considerar importante introduzir alterações ao corpo da Constituição angolana, caso vença as eleições parlamentares do próximo dia 5 de Setembro, a UNITA revela uma estatura política muito acima da do seu principal adversário, o MPLA.

«Nós não vamos mudar apenas as pessoas. Nós queremos dignificar as instituições. Queremos que a nossa Constituição seja mudada para corresponder aos anseios dos angolanos”, disse, no Huambo, Isaías Samakuva, acrescentando que “em o governante dialoga com o povo, vai ao encontro do povo, e ao dialogar com ele estabelece com o povo as prioridades que deve gerir a sua administração.»

Como afirma o presidente da UNITA, apesar de parecer poderoso, com muito dinheiro e muita propaganda, o regime do MPLA é fraco. «É fraco porque não se baseia na vontade do povo e não governa no interesse do povo», afirma Samakuva.

Para além de afirmar que as eleições de Setembro são ainda mais importantes do que as de 1992 (“as de 1992 visavam acabar com um conflito militar”), Samakuva diz que as próximas “visam acabar com a crise social, através da mudança do regime da exclusão e da ilegitimidade política pelo regime democrático, que é o regime da paz”.

«Até os políticos que promovem a exclusão e a corrupção reconhecem que há crise social e é necessário mudar!», afirma o líder do Galo Negro, interrogando-se: «Mas será que eles podem mesmo mudar?»

«A mudança que o povo quer, é a construção de uma Angola para todos. Uma Angola de todos é um país em que a riqueza do país é distribuída equitativamente por todos, não apenas por alguns. Em que o desenvolvimento abre oportunidades para todos, mas em primeiro lugar para os nossos empresários, para a nossa juventude, para as nossas mulheres, para os nossos trabalhadores», esclarece Samakuva.

Em bom Português...

«Esta pérola da escrita jornalística, digna do programa «Em bom Português», não devia fazer parte do quotidiano de periódicos como o «Jornal de Notícias», que conta mais de 100 anos ao serviço da informação. Só na edição de hoje, este erro de concordância surge em três títulos (em letras garrafais, portanto...). Já vai sendo hora de quem vive de alinhar palavras aprender a usá-las correctamente...»

Patrão e governo vão cantando e rindo
(Os trabalhadores? Esses, não contam!)

Os trabalhadores de "O Primeiro de Janeiro", despedidos no passado dia 30 de Julho, continuam sem receber os salários em atraso e o subsídio de férias prometido pela então directora, Nassalete Miranda, antes da dissolução daquele órgão.

Em causa estão parte dos salários do mês de Junho, o mês de Julho e o subsídio de férias, o que significa que alguns jornalistas dos quadros, com salários mais elevados, estão há três meses com apenas um ordenado mínimo.

Em comunicado enviado às redacções, os jornalistas "despedidos ilegalmente", como assinam o documento, explicam que "o último depósito feito pela administração do [jornal] centenário nas contas bancárias dos 34 jornalistas e dos três funcionários administrativos foi feito no dia 24 de Julho, quando passava já quase um mês sobre a data prevista.

No mesmo comunicado pode-se ler que, pelo menos três colaboradores do jornal, que não tinham contrato de trabalho e foram despedidos por essa altura, continuam sem receber os honorários pelo trabalho realizado nesse mês".

"Há 32 dias sem pôr a vista em dinheiro, e tendo de fazer face às despesas do quotidiano, os 34 jornalistas e os três administrativos estranham a ausência de medidas por parte das instâncias competentes, e lamentam que o caso - de índole criminosa, praticado por um empresário ligado a diversas fraudes e há poucos meses condenado por ter enganado o Estado - comece a cair no esquecimento das autoridades e da opinião pública", refere o documento.

Em declarações à Lusa, Carla Teixeira, uma das jornalistas despedidas do "Janeiro", contou que o sentimento da antiga redacção do diário matutino "é de frustração por saber que nos devem e que estamos a passar dificuldades porque alguém se está a furtar a cumprir com as suas obrigações e porque o Eduardo Costa não está, com certeza, a passar dificuldades".

Em tom de desabafo, Filinto Melo, jornalista despedido de "O Primeiro de Janeiro", escreve no blogue dedicado àquele diário estar "há setenta e quatro dias sem ingerir um salário por inteiro". "Para além, disso, companheiros, há já trinta e nove dias que não toco mesmo em pinga de dinheiro colocado na minha conta", lamenta.

O jornal "O Primeiro de Janeiro" suspendeu a sua publicação no passado dia 1 de Agosto, após o despedimento colectivo de toda a redacção (34 jornalistas e três administrativos), regressando às bancas no dia 4 de Agosto pela mão de Rui Alas, ex-director do suplemento desportivo daquele órgão, e quatro jornalistas do mesmo suplemento.

A anterior directora do jornal, Nassalete Miranda, tinha anunciado no dia 31 de Julho que "O Primeiro de Janeiro" cessaria a sua publicação durante o mês de Agosto "para modernização em termos gráficos e de conteúdo".

Durante vários dias os trabalhadores despedidos colectivamente reuniram-se frente à antiga redacção do "Janeiro", na rua Coelho Neto, para manifestar o seu descontentamento, recebendo a visita e o apoio de vários partidos políticos.

Recorde-se que gestor do diário "O Primeiro de Janeiro", Eduardo Costa, foi julgado em Abril de 2003, em Oliveira de Azeméis por forjar uma publicação e burlar o Estado com o porte-pago.

Em Março de 2008 parte do julgamento foi repetida, condenando Eduardo Costa a uma pena de prisão de dois anos e seis meses, suspensa por um ano, por fraude na obtenção indevida de subsídios por parte do Estado, através do jornal "Recortes da Província".

Notas: Texto integral da Lusa e foto de Paulo Ricca, do «Público», afanada do
http://mentedespenteada3.blogspot.com/

MPLA joga forte no analfabetismo
para evitar forte votação na UNITA

Nas acções de campanha eleitoral em Angola, MPLA e UNITA seguem duas estratégias diferentes de apelo ao voto. O primeiro usa as ideias de poder e a segunda o poder das ideias.

O MPLA sabe que 58% da população é analfabeta e que 68% vive na miséria, pelo que faz afirmações do género: “Nós sabemos em quem vocês vão votar”.

Explica o MPLA que a frase quer dizer que sabem que os angolanos vão votar nele.

Acontece, contudo, que os tais 58% de analfabetos (decisivos nas eleições) interpretam a afirmação com uma outra certeza: “Se votar noutro partido o MPLA vai saber em quem votei”.

Assim sendo, pensam que o melhor é mesmo votar no MPLA que, para além de tudo, sempre lhes pode dar (aos 68% de pobres) “peixe podre, fuba podre” e uns tantos kwanzas.

Para contrariar esta eficaz estratégia do MPLA, a UNITA insiste (e bem) na mensagem de que o voto é secreto e que ninguém saberá quem votou em quem.

Acresce que se a estas duas variantes (miséria e analfabetismo) se juntar a poder económico, financeiro e político de quem está no poder há 33 anos, o MPLA tem tudo para enganar os angolanos e, dessa forma, ganhar as eleições.

A favor do MPLA joga ainda o apoio institucional (pelo menos este) da comunidade internacional, nomeadamente dos países mais ricos, para já não falar do que é dado pelo governo português.

É basilar que é mais fácil negociar com um país rico quando ele é governado por um partido corrupto, do que quando ele é gerido por um partido sério num regime verdadeiramente democrático.

No caso de Angola, os empresários grandes (que não os grandes empresários) preferem negociar com o MPLA até porque, reconheça-se, partido e estado são uma e a mesma coisa, o que simplifica o processo de corrupção.