
Ninguém protege melhor os seus ministros do que Sócrates. Nem que para isso tenha de ser conivente com os que passam atestados de menoridade aos portugueses.
Convenhamos que a macabra história dos custos da electricidade, a (des)aceleração das SCUT (Auto-Estradas sem custos para o utilizador), a saúde a que uns tem direito e outros nem tanto, o Orçamento que lixa sempre os mesmos, são coisa pouca se comparada com a mediática encenação da ocupação do Rivoli, no Porto.
Relativamente à situação real do país, Marques Mendes limita-se a dizer o que dizia Sócrates (ou o PS) na Oposição: "a saúde é mais cara e está cada vez mais distante, o Orçamento de Estado carrega em novo aumento de impostos sobre reformados e funcionários públicos”, etc. etc.
Registe-se, apesar das explicações socratianas e das respectivas promessas de rectificação, que valor global das verbas orçamentadas para os vencimentos do primeiro-ministro e respectivos 16 ministros traduz, como revelou o Correio da Manhã, um aumento de 6,1 por cento em 2007 face ao montante orçamentado para 2006.
Para o próximo ano, está prevista uma despesa total de 1 027 348 euros, contra os 967 980 euros deste ano. Dos 16 ministros, 13 registam uma subida de 1,5 por cento na verba orçamentada para 2007. O gasto total dispara com a subida de 112% de Silva Pereira, que as descidas de José Sócrates e Santos Silva não atenuam.
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