
Para as economistas Cristina Casalinho e Paula Carvalho, "dificilmente" os proveitos do fundo "seriam superiores aos custos do financiamento", mas a vantagem da opção está em permitir "garantir uma reserva para as gerações vindouras".
As receitas petrolíferas canalizadas para o fundo de estabilização, frisam as economistas no último relatório do BPI sobre a economia angolana, podem ser aplicadas em investimentos "sem risco", cuja remuneração gerará receitas a muito longo prazo, quando as previsões actuais indicam que o actual nível de receitas se mantenha durante apenas 20 anos.
Além disso, escrevem, o fundo "funcionaria como mecanismo de auto-regulação, pois o custo de oportunidade do capital seria aferido directamente, implicando maior exigência e disciplina nos critérios de decisão e implementação dos investimentos".
No ano passado, a despesa do governo central cresceu para 37,3 por cento do PIB, mantendo a trajectória seguida desde 2004, e em 2007 escalará para 37,5 por cento, acima da previsão para os países da África sub-saariana (28,1 por cento) e dos países exportadores de petróleo na região (26,5 por cento).
Para as economistas do BPI, banco que controla a segunda maior instituição financeira angolana (Fomento), as condições de financiamento do Estado angolano "seriam provavelmente vantajosas, atendendo aos prémios de risco praticados, historicamente reduzidos, e também porque o país beneficia actualmente de uma conjuntura extremamente favorável".
Para as economistas do BPI, banco que controla a segunda maior instituição financeira angolana (Fomento), as condições de financiamento do Estado angolano "seriam provavelmente vantajosas, atendendo aos prémios de risco praticados, historicamente reduzidos, e também porque o país beneficia actualmente de uma conjuntura extremamente favorável".
"Não se deve excluir, à partida, a hipótese de recurso, pelo menos parcial, ao financiamento. Seria uma hipótese intermédia, em que as necessidades de despesas actuais (imensas) seriam satisfeitas recorrendo simultaneamente às rendas petrolíferas e ao mercado", afirmam.
"Se o princípio da intergeracionalidade da apropriação dos recursos não renováveis justifica a criação de um fundo de estabilização, a intemporalidade dos investimentos públicos em curso ou em vias de concretização favorece a utilização de receitas petrolíferas", referem as economistas do BPI.
No relatório é também sugerido o aumento do orçamento de Estado angolano, mas com "critérios de racionalidade".
"Ao contemplar as várias alternativas de investimento, as autoridades têm de ter presente a necessidade de garantir estruturas mínimas que assegurem o funcionamento do Estado: reforço do sistema judiciário, organismos de registo e notariado, a própria Administração Local e Regional, são exemplos de estruturas necessárias para o desenvolvimento da actividade económica e do país como um todo", referem.
1 comentário:
É o sonho que comanda a vida!
"Sonhemos, Irmão"!!
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