quarta-feira, novembro 28, 2007

EUA aconselham Portugal a controlar (?) Mugabe


Nada como ter bons conselheiros, sobretudo se eles forem “made in USA”. É o caso do embaixador dos EUA na capital das ocidentais praias lusitanas que, a bem da nação (europeia, entenda-se), aconselhou Portugal a impedir o presidente do Zimbabué, Robert Mugabe de aproveitar a ocasião (cimeira EU/África) para se exibir.

"Como em muitas outras coisas, não podemos ter o bom sem o mau. O mau é que a cimeira pode dar a pessoas como Robert Mugabe um palco para se exibirem. Mas, desde que Portugal consiga mantê-lo sob controlo e não lhe dê essa oportunidade, pode alcançar-se o bom, que é a Europa e África centrarem-se nas questões que vão contribuir para o desenvolvimento e a estabilização democrática de África", disse o embaixador, Alfred Hoffman, em entrevista à Agência Lusa.

Não sei em termos práticos quais foram os métodos sugeridos por Alfred Hoffman. Serão do tipo dos praticados pelos militares do tio Sam no Iraque, com os adversário/inimigos presos a trelas? Será dar-lhe um tiro por engano? Será passeá-lo durante a cimeira com um açaimo? Será reeditar a cimeira Ibero-Americana do Chile e, tal como fez o rei Juan Carlos a Hugo Chávez, mandá-lo calar? Será pedir a colaboração da CIA ou do FBI para, à boa maneira norte-americana, disparar primeiro e perguntar depois?

Que Mugabe não é flor que se cheire, já todos sabemos. Mas será que o “democrata” Vladimir Putin é diferente? De África não virão outros ditadores, até mesmo dos que falam português?

Creio que, para prevenir casos futuros, o Governo socialista de José Sócrates deveria nomear com urgência uma comissão, ou criar até um Instituto, para estudar medias profilácticas para casos similares. Esta medida, além de tudo, dava sempre jeito aos poucos socialistas que ainda não arranjaram um tacho.

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