
O Pacto de Segurança, Estabilidade e Desenvolvimento, foi negociado durante os últimos dois anos, e deverá ser assinado amanhã em Nairobi pelos líderes de Angola, Burundi, República Centro-Africana, Congo-Brazzaville, Congo-Kinshasa, Quénia, Rwanda, Sudão, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.
Segundo George Ola Davies, o porta-voz da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, "todos os projectos são realizáveis e não se transformarão em elefantes brancos".
Cerca de mil milhões de dólares serão investidos nos 3 mil quilómetros que faltam para a conclusão da Auto-Estrada Transafricana, que vai do Quénia, no Oceano Índico, à Nigéria, na costa ocidental de África.
O projecto foi concebido inicialmente nos anos 70, mas conflitos na África Central fizeram com que apenas metade da auto-estrada fosse construida.
Outros projectos incluem a produção de energia eléctrica com recurso à barragem de Inga, no Congo, que tem potencial para produzir 40 mil megawatts mas que neste momento gera apenas pouco mais de 1.700 megawatts.
Vai haver igualmente financiamentos para ajudar populações deslocadas a recuperar as suas terras e propriedades. O acordo também apela ao desarmamento de milícias e a um melhor controlo de fronteiras.
Para além dos compromissos financeiros, o Pacto de Segurança, Estabilidade e Desenvolvimento também envolve várias declarações de engajamento com a paz.
Desde 1994 que a região dos Grandes Lagos conheceu momentos de grande instabilidade, com guerras violentas no Congo, no Rwanda e no Burundi que fizeram milhões de mortos.
Todos esses conflitos estão hoje, em grande parte, resolvidos. Na cimeira de Nairobi, a Tanzânia vai transferir para o Quénia a liderança da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos.
Um secretariado para coordenar os vários projectos será estabelecido no Burundi, e a Tanzânia vai indicar o seu primeiro secretário-executivo.
Fonte: BBC
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