quarta-feira, dezembro 09, 2009

Se o Diabo andar por aí que venha e escolha!

Ao que isto (isto significa Parlamento português) chegou. A primeira audição da Comissão Parlamentar de Saúde ficou marcada, não pelo essencial – como acontece em países civilizados - mas por uma troca de ofensas entre Maria José Nogueira Pinto e Ricardo Gonçalves, que levou o presidente a ameaçar suspender os trabalhos.

A troca de insultos (um dia destes ainda vamos ver sessões com cadeiras pelo ar) ocorreu quando Maria José Nogueira Pinto falou na Comissão, onde esteve presente a ministra da Saúde, Ana Jorge, e os seus dois secretários de Estado.

Uma observação do deputado Ricardo Gonçalves, professor de Filosofia eleito por Braga, motivou a irritação de Maria José Nogueira Pinto, que o apelidou de "palhaço".

"Não sabia que tinham contratado um palhaço" para a Comissão Parlamentar de Saúde, disse a deputada.

Em resposta, Ricardo Gonçalves teceu comentários sobre a troca de cor política por parte de Maria José Nogueira Pinto, coisa que – convenhamos – nunca existiu no PS... ao que parece.

“Não fiquei ofendido com a afirmação da deputada Maria José Nogueira Pinto. A senhora está sempre a mudar de partido. Vende-se por qualquer preço e chamar-me palhaço considero um elogio porque são muito importantes por esta altura do Natal”, disse Ricardo Gonçalves.

E se, na minha opinião, chamar palhaço a um deputado é grave, dizer que a deputada (“vende-se por qualquer preço”) é uma prostituta – mesmo que seja na versão “soft” de cariz intelectual – deveria merecer a expulsão.

A deputada do PS, Maria de Almeida Santos, defendeu que tratar um deputado como "palhaço" não era o mais correcto e a deputada do PSD respondeu com uma pergunta: “E esquizofrénico é?”

Maria José Nogueira Pinto referia-se à intervenção de Rui Prudêncio em que disse que a oposição tem “comportamentos esquizofrénicos”.

Se calhar, digo eu do alto da minha ingenuidade, os deputados desta coisa (coisa significa Parlamento português) apenas seguem os exemplos dos mais altos representantes poíticos que no passado dia 4, no mesmo local, falaram de “espionagem política”, “sujeira”, “coscuvilhice” e “política de fechadura”...

2 comentários:

Calcinhas de Luanda disse...

Temos de concordar que a Assembleia da República Portuguesa é de facto um antro de pantomineiros. O que se passa é apenas a evidência experimental de tal situação.
Portanto nada de especial!
Há aqui um paralelismo evidente com o congresso, actualmente a decorrer, de um certo "partido de referência" na Costa Ocidental de África. A pantomina continua e recomenda-se. Um muito obrigado sincero aos "artistas".

Fada do bosque disse...

E no meio desta pantomina toda, vão fazendo estas manobras:

Antes de abandonar o Governo, o ministro Mário Lino autorizou a transferência de 30 milhões de euros para a Fundação para as Comunicações Móveis (FCM)"
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