Democracia? Direitos humanos? Estado de direito? Será que José Sócrates sabe mesmo quais são os estados que fazem parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa?
Ou, sabendo-o, considera que Angola, a Guiné-Bissau e até mesmo Moçambique (embora este noutra escala) são exemplos de democracia quando 70% dos angolanos vive na miséria e vota com a barriga, de direitos humanos quando em Cabinda há presos – se é que alguns ainda não morreram - por delito de opinião, de um estado de direito quando o presidente angolano não foi eleito?
"Se há matéria onde podemos concordar inteiramente é que ao longo dos últimos anos a CPLP fez um grande esforço para acentuar a coesão entre os estados-membros nas áreas da democracia, direitos humanos e no reforço do estado de direito", destacou ipsis verbis José Sócrates, durante a sessão plenária da II Reunião da Assembleia Parlamentar do bloco lusófono (AP-CPLP), que decorre em Lisboa até quarta feira.
Dirigindo-se às delegações dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, no parlamento português, José Sócrates salientou a "importância" e o "contributo" que a AP-CPLP deu para o reforço e coesão da CPLP, que é "absolutamente inestimável".
Ainda no passado dia 20 de Janeiro, a Human Rights Watch no seu relatório anual revelou que Angola enfrenta problemas de desrespeito pelos direitos humanos, incluindo a falta de liberdade de expressão, a tortura e a violência.
Onde estava a CPLP? Onde estava o Governo das ocidentais praias lusitanas?
É claro que José Sócrates não leu o relatório. Temeu, creio eu, que em matéria da liberdade de expressão a Human Rights Watch poderia também falar dos muitos jornalista que no reino lusitano foram, são e serão substituídos por operários formatados para terem apenas a liberdade de expressarem o que o chefe manda.
"Mais de um ano após as eleições parlamentares de 2008 em Angola, as primeiras desde 1992, os angolanos não puderam ainda, como planeado, votar numa eleição presidencial. O governo adiou a realização desta para após a revisão constitucional”, referia o relatório anual da organização internacional de direitos humanos.
O documento referia que nova Constituição estava a ser fortemente influenciada (uma forma simpática de dizer determinada) pelo actual presidente, José Eduardo dos Santos - há 31 anos no poder - e dominada pelo partido no Governo desde 1975, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que detém 191 dos 220 assentos no Parlamento.
Para o ano, certamente que a HRW falará também (já o podia fazer este ano) da situação em Cabinda, território ocupado por Angola, onde só existe a lei da força. Lei essa que, um pouco à semelhança do que se passa em Angola, continua a dar total liberdade aos angolanos para estarem de acordo com o regime do MPLA.
Se as autoridades portuguesas (Presidência da República, Governo, Parlamento etc.) lessem este relatório poderiam, digo eu, perceber melhor o que é o regime angolano. É claro que não o vão ler, aguardando Lisboa pela chegada da versão revista e actualizada feita (com direito a autógrafo) pela nova dona das ocidentais praias lusitanas, Isabel dos Santos.
Nessa versão, no prefácio da autoria da filha do homólogo angolano de Cavaco Silva, deverá vir uma recomendação essencial: mantenham-se de cócoras que não faltará dinheiro do petróleo e similares para ajudar a diminuir o défice português, bem como os 40% de pobres e os mais de 700 mil desempregados.
É claro que José Sócrates não leu o relatório. Temeu, creio eu, que em matéria da liberdade de expressão a Human Rights Watch poderia também falar dos muitos jornalista que no reino lusitano foram, são e serão substituídos por operários formatados para terem apenas a liberdade de expressarem o que o chefe manda.
"Mais de um ano após as eleições parlamentares de 2008 em Angola, as primeiras desde 1992, os angolanos não puderam ainda, como planeado, votar numa eleição presidencial. O governo adiou a realização desta para após a revisão constitucional”, referia o relatório anual da organização internacional de direitos humanos.
O documento referia que nova Constituição estava a ser fortemente influenciada (uma forma simpática de dizer determinada) pelo actual presidente, José Eduardo dos Santos - há 31 anos no poder - e dominada pelo partido no Governo desde 1975, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que detém 191 dos 220 assentos no Parlamento.
Para o ano, certamente que a HRW falará também (já o podia fazer este ano) da situação em Cabinda, território ocupado por Angola, onde só existe a lei da força. Lei essa que, um pouco à semelhança do que se passa em Angola, continua a dar total liberdade aos angolanos para estarem de acordo com o regime do MPLA.
Se as autoridades portuguesas (Presidência da República, Governo, Parlamento etc.) lessem este relatório poderiam, digo eu, perceber melhor o que é o regime angolano. É claro que não o vão ler, aguardando Lisboa pela chegada da versão revista e actualizada feita (com direito a autógrafo) pela nova dona das ocidentais praias lusitanas, Isabel dos Santos.
Nessa versão, no prefácio da autoria da filha do homólogo angolano de Cavaco Silva, deverá vir uma recomendação essencial: mantenham-se de cócoras que não faltará dinheiro do petróleo e similares para ajudar a diminuir o défice português, bem como os 40% de pobres e os mais de 700 mil desempregados.
2 comentários:
«Não haverá aumento dos impostos»
O governo vai dialogar com os sindicatos
para que eles sejam cordatos.
O governo vai dialogar com os parceiros sociais
para que eles se abstenham de advogar a razão.
E mais, muitíssimo mais,
o governo vai dialogar com a oposição
para que ela deixe de ser tão realista
a retratar o maquinista
que neste momento
conduz o país para o descarrilamento.
Isto é um inferno,
ninguém quer dialogar com o governo.
O governo vai dialogar com o diálogo,
tentando descobrir para o Zé Pinóquio demagogo
um outro discurso mais convincente,
para que o povo pense que ele é inteligente.
O diálogo diz que não dialoga com o tagarela
licenciado em Engenharia de Incompetência
porque Portugal não é clone da Venezuela
e já falta a paciência
para quem nada mais consegue ser
do que um barulhento verbo de encher,
com esperteza só para a trapaça,
vulgaizando cada vez mais desgraça.
Consulino Desolado
o MPLA é o partido que parte a oposição, os portugues que tenha os olhos em Angola tenhe que dançar a musica do MPLA porque é o disco que toca neste pais quem não quer não houve mais morrer. estamos a ser colonizado por irmão gananciosos filhas da mesma mão que nem lembram a dor que a quela linda mulher que se chama ANGOLA. o povo Angolano ainda anda nas escorida que um dia isto vai mudar com as mesma pessoas isto eu mais facil acreditar que aquela monha vai se mandar mar o mar. porque uma vez gatuno gatuno para toda vida, em quanto o MPLA estiver no poder Angola nunca sera livre porque confunde o partido com o Estado e os militantes com o povo é isto que eles dizem um só povo uma só nação, esta frase é para os militantes do partido quem n\ao faz parte da quadrilha organizada nem sonha em liberdade.
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