quinta-feira, outubro 08, 2009

O cargo é que conta...

Um suposto amigo ligado a estas coisas da comunicação, das assessorias e, talvez, do jornalismo e que é docente universitário, disse-me há uns largos meses que estava a escrever um livro sobre estas matérias.

Fiquei satisfeito. Foi então que me fez a seguinte pergunta: “Quem achas que eu deva convidar para fazer a apresentação do livro?”

Entre um variado leque de nomes ligados a estas lides, tomei a liberdade de lhe sugerir um que, no contexto do livro, me pareceu valorizar a obra.

A resposta incisiva não tardou: “Esse gajo é um analfabeto, um vendido, um paspalho”.

Se calhar, pensei então, há algum fundamento nesta opinião que, contudo, me pareceu exagerada e eventualmente reflectindo contas antigas.

Nunca mais me lembrei do assunto até que, um dias destes, encontrei notícias sobre a publicação do tal livro. Pesaroso, reconheço, por não ter sido sequer convidado para o lançamento, procurei saber mais sobre a obra.

Foi então que fiquei a saber que quem fez a apresentação do livro foi o tal “gajo analfabeto, vendido e paspalho”.

Espantado (ainda sou dos que se espantam) com tudo isto, perguntei ao autor do livro a razão pela qual convidara o tipo que condiderava “analfabeto, vendido e paspalho”.

A explicação não poderia ser mais eloquente: “É que ele foi entretanto nomeado director...”.

3 comentários:

Carla Teixeira disse...

Vivendo e aprendendo, Orlando! Um antigo chefe meu costumava dizer que todos temos um preço, e que os honestos são apenas os mais caros!

Fada do bosque disse...

Órlando amigo, grande lata!
Esse precisava de dois tabefes logo na hora!

ELCAlmeida disse...

“analfabeto, vendido e paspalho” ora aqui uma definição de "director" que ainda desconhecia.
Como escreveu a primeira comentadora, "vivendo e aprendendo". É, sempre
kandandu
EA