quarta-feira, agosto 26, 2009

A propósito do Zé (Carmo)... o Zé (Saraiva)

Dizem fontes bem informadas, anónimas como mandam os manuais do jornalismo moderno em Portugal, que foi o José Carmo, repórter fotográfico do Jornal de Notícias, quem atropelou o carro em que seguia Pinto da Costa e não, como alguns malditos jornalistas disseram, o contrário.

Não sei (muito) bem porquê, mas quando penso neste caso e em tantos outros nos quais os jornalitas atropelam balas, lembro-me de um outro velho amigo, colega e Director que, embora já tenha partido, de vez em quando aparece no meio da malta: o José Saraiva.

O Zé sabia, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, que na profissão de Jornalista a única tarefa humilhante é a que se realiza com mentira, deslealdade, ódio pessoal, ambição mesquinha, inveja e incompetência.

O Zé sabia, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, que um Jornalista nunca (nunca) vende a sua assinatura para textos alheios, tantas vezes paridos em latrinas demasiado aviltantes.

O Zé sabia, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, que se o Jornalista não procura saber o que se passa no cerne dos problemas é, com certeza, um imbecil. E sabia que se o Jornalista consegue saber o que se passa mas, eventualmente, se cala é um criminoso.

O Zé sabia, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, que o chefe é o primeiro a chegar e o último a sair, tal como sabia que se o chefe for imposto por decreto os seus colaboradores não passarão de voluntários devidamente amarrados.

O Zé sabia, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, que um chefe não é apenas o que comanda mas, sobretudo, o que dá o exemplo. O Zé também sabia que, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, pensar que se é bom director só porque se usa gravata ou porque alguém lhe deu o título, é, mais ou menos, como pensar que se é pintor só porque se conhecem as cores do arco-íris.

O Zé sabia, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, que estamos todos os dias em cima de um tapete rolante que anda para trás e que, por isso, se nos limitarmos a caminhar, ficamos com a sensação de que avançamos mas, de facto, estamos sempre no mesmo sítio.

O Zé sabia, ao contrário de outros que por aqui e por aí andam, que muitos de nós para esconder as meias rotas preferem não tirar os sapatos, tal como sabia que uns perguntam o que não sabem, e só são ignorantes durante o tempo que leva a chegar a resposta, e que outros preferem ficar ignorantes toda a vida.

Zé: Tenho pena que nem todos os que contigo privaram tenham levado em conta o que sabias, mesmo que nem sempre o praticasses. Tenho pena. Mas, como vês, alguns guardaram o que de melhor sabias e que lhes permite contar até 12 sem tirar os sapatos... mesmo estando desempregados por ordem dos tais que andam por aqui e por aí...

2 comentários:

Fada do bosque disse...

Ficamos reduzidos ao "refugo", como se costuma dizer... Ainda por cima, de tal forma esturrado, que não tem por onde se espete o garfo!
Ele há coisas do arco da velha...
Os Valores foram com o Zé Saraiva e os que com ele os partilharam, foram postos de parte. E o Paízinho vive do ridículo e da mentira. :((

Anónimo disse...

Olá trata-se a 2ª vez que encontrei o teu blogue e reflecti imenso!Espectacular Projecto!
Cumps