
"Com certeza que a situação da pobreza e das desigualdades sociais preocupam o Governo e a agenda social do Governo é dirigida a combater os problemas que temos de pobreza e de desigualdades sociais", afirmou Pedro Silva Pereira, em conferência de imprensa do Conselho de Ministros. É preciso ter lata. E que lata!
Com base em números avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Pedro Silva Pereira contrariou os dados divulgados pelo Eurostat que apontava Portugal como o país com mais desigualdades na distribuição de rendimentos entre os 25 e o único que apresentava um desnível entre pobres e ricos superior ao dos Estados Unidos.
O mesmo relatório referia ainda que em Portugal há, neste momento, 957 mil pessoas a viverem com menos de 10 euros por dia. De acordo com os últimos dados do INE "a taxa de pobreza em Portugal está a diminuir, não a aumentar, os dados sobre as desigualdades sociais também estão a diminuir, não a aumentar e dizem que o risco de pobreza reduziu todos os anos desde 2004 a 2006, primeiro de 20 por cento, depois para 19 por cento e agora para 18 por cento", explicou o ministro, acrescentando que "o último dado diz que o risco de pobreza em Portugal se situa nos 18 por cento".
Com mais um empurrão estatístico não tardará a sabermos que, afinal, não há pobreza em Portugal e que todos estamos a ganhar à grande. O INE bem que podia dar uma mão ao Governo e acabar com os pobres e com os desempregados.
"Não há nenhuma razão para que as pessoas sejam enganadas pelas informações públicas, porque os dados oficiais são estes e apontam para uma redução da taxa de pobreza e de desigualdades", reiterou o ministro.
Ou seja, ele come uma lagosta e eu uma sardinha e, estatisticamente, os números dirão que em média eu comi meia lagosta e ele meia sardinha.
Ou seja, ele come uma lagosta e eu uma sardinha e, estatisticamente, os números dirão que em média eu comi meia lagosta e ele meia sardinha.
Sem comentários:
Enviar um comentário