
Cheira-me (e nada tem a ver com o cheiro de um cigarrito a bordo de um avião da TAP) que Sócrates vai arranjar uma maneira de sermos nós (nós os contribuintes) a dar uma ajuda para pgar os dez mil euros.
Aguardo, entretanto, as explicações do especialista socialista nesta matéria, o ministro dos Assuntos Parlamentares das ocidentais e cada vez mais poluídas praias lusitanas, Augusto Santos Silva que, calculo, nos virá dizer que os jornalistas "não reconhecem a diferença entre Salazar e os democratas".
Santos Silva, tal como José Sócrates, certamente democratas mesmo antes de terem nascido, deverão fazer uma comunicação ao país para dizer que "a liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre...” e não aos jornalistas.
Recorde-se que o ministro que, com o óbvio beneplácito do primeiro-ministro, amordaçou os jornalistas portugueses, também afirmou que "o clima político que algumas pessoas estão a tentar desenvolver em Portugal é um clima de intimidação, é um clima próprio da natureza antidemocrática dessas forças. E se for preciso defender outra vez, como defendemos em 75, a liberdade em Portugal, o Partido Socialista, posso garantir, estará na linha da frente da defesa das liberdades públicas".
Defesa da liberdade que, por sinal, levou o Partido socialistas a meter o rabo entre as pernas perante o inqualificável ataque que o Jornal de Angola fez a Mário Soares, por exemplo.
Continuo a pensar que embora seja perigoso lutar contra uma ditadura como a que vigora em Portugal, é preciso que também se diga que este mesmo ministro, o governo e o Partido Socialistas escreveram a página mais negra na história do Jornalismo do pós-25 de Abril.
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