
Ontem, em Viana do Castelo, Passos Coelho afirmu que "o PSD não vai discutir nem negociar as medidas de um novo PEC”, acrescentando que “o Governo comprometeu-se em Bruxelas com o que não está em condições de garantir no seu país".
Os portugueses, apesar de a barriga vazia fazer diminuir a capacidade da memória, recordam-se que a dupla imparável (PS/PS...D) que dança como ninguém o tango, enquanto o país está de tanga, foi e é responsável pela tese de que era possível pôr as pessoas a a viver sem comer.
Para Pedro Passos Coelho "não é normal em democracia o desprezo pelas instituições e pelas pessoas" que o Governo tem demonstrado neste processo. Mas onde está a novidade? Será que só agora é o que o PSD descobriu que o sumo pontífice socialista se está nas tintas para as pessoas?
Os portugueses, apesar de a barriga vazia fazer diminuir a capacidade da memória, recordam-se que a dupla imparável (PS/PS...D) que dança como ninguém o tango, enquanto o país está de tanga, foi e é responsável pela tese de que era possível pôr as pessoas a a viver sem comer.
Para Pedro Passos Coelho "não é normal em democracia o desprezo pelas instituições e pelas pessoas" que o Governo tem demonstrado neste processo. Mas onde está a novidade? Será que só agora é o que o PSD descobriu que o sumo pontífice socialista se está nas tintas para as pessoas?
Numa visível estratégia de lentidão mental que, também ela, se está nas tintas para os portugueses, o líder do principal partido da oposição considerou que se está "numa altura de começar a assumir responsabilidades".
Assumir responsabilidades agora? Agora que os portugueses que estão quase, quase, a saber viver sem comer... morrem?
Recorde-se que, em Junho do ano passado, CDS-PP, BE, PCP e PEV votaram contra a proposta de lei do Governo, que foi acordada com os sociais democratas com o objectivo – dizem eles enquanto cantam e dançam no convés do Titanic lusitano - de reduzir o défice orçamental para 7,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 e para 4,6 por cento em 2011.
Do lado da despesa, seriam aplicadas – dizia-se nessa altura do tango Passos-Sócrates - medidas como uma redução de 5 por cento nas remunerações de alguns titulares de cargos políticos e gestores públicos, um corte de 100 milhões de euros nas transferências para as autarquias e de 300 milhões nas transferências para o Sector Empresarial do Estado (SEE).
Creio até que foi nessa altura que António Mexia manifestou a intenção de zarpar para o Burkina Faso, alegando que em Portugal ninguém dá valor a quem o tem.
Nessa altura, tal como hoje, há outros caminhos. Mas o mais fácil, barato e que dá milhões é ir directamente ao bolso dos milhões que têm pouco e não, claro, ao dos poucos que têm milhões.
Já viram o que era se eles resolvessem todos zarpar para o Burkina Faso?
Chegados a esta fase negra para a esmagadora maioria, mas rosa e laranja para uns tantos, já pouco pode ser feito. Cá para mim, como não é possível mudar de país, o melhor mesmo é mudar de políticos... para começar.
Mas mesmo assim a coisa está feia. É que a esmagadora maioria dos políticos portugueses é farinha do mesmo saco. Às segundas, quartas e sextas viram à direita, às terças, quintas e sábados à esquerda e ao domingo vagueiam pelo centro.
Portanto, se calhar o melhor mesmo é mudar de sistema. É que, convenhamos, entre um sistema em que poucos roubam e um em que muitos roubam, não me parece difícil escolher.
E para a economia voltar a funcionar é urgente dar oportunidade ao primado da competência e não, como o fazem os últimos governos das ocidentais praias lusitanas, ao da filiação partidária, do compadrio, da corrupção e de outras virtudes paridas no calor das noites horizontais.
Eu sei que agora rouba-se... democraticamente. Se calhar, a fazer fé no exemplo lusitano, a democracia inventou-se exactamente para isso: para se poder roubar à vontade.
E a vida tem destas coisas. Depois admirem-se que entre uma ditadura de barriga cheia e uma democracia com ela vazia, os portugueses não tenham dúvidas em escolher.
E, note-se, já há muita gente que nem sabe se tem barriga...
1 comentário:
Na próxima manifestação
Na próxima manifestação.
quando estiver na oposição,
o Pinóquio vai levar um grande cartaz,
para demonstrar que é um bom rapaz
e é contra as actuais medidas da governação.
O santo das Silvas, muito cumpridor,
irá, certamente,
a carregar o andor
do Engenheiro da Independente,
com uma camisola estampada
a dizer que o actual governo
só fez borrada
e por isso estamos neste inferno.
O Capoulas das vacas tolas
levará uma bandeira com um punho fechado
a exigir que não lhe retirem o que tem conquistado,
numa actividade tão afamada
como especialista em conversa fiada.
O almeida, o Santos vai ser dos mais destacados
a exigir aumentos nos salários dos deputados
O Ministro da Agricultura,
que parece homem de sabedura,
diz menos disparates
e parece bastante cordato,
irá a colher tomates
para implantar nos dirigentes do Largo do Rato.
O Pedrito, um daqueles ministros retrete,
irá a estender e a limpar o tapete
por onde desfilarão
todos os membros da actual governação,
na oposição,
contra as levianas e desvairadas
medidas, por eles tomadas,
para auxiliarem as gentes abastadas.
Consulino Desolado
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