quinta-feira, junho 19, 2008

E o povo continua a morrer... com fome

A Sociedade Mineira de Catoca (SMC) prevê ultrapassar este ano a facturação de 425 milhões de dólares obtida em 2006 com a venda de diamantes, afirmou em Luanda um dos seus responsáveis, Pedro Daniel Capumba.

Em declarações à agência noticiosa angolana Angop à margem da sessão de abertura da 2ª edição da Feira Internacional de Minas de Angola (FIMA), Capumba adiantou que em 2006 a SMC obteve um lucro de 108,9 milhões de dólares, superior em 31 por cento ao valor de 83,6 milhões de dólares alcançados um ano antes.

No mesmo ano, a empresa pagou em impostos e contribuições ao Estado 104,887 milhões de dólares.

Localizada na província da Lunda Sul, a Sociedade Mineira de Catoca foi constituída formalmente a 16 de Setembro de 1993, tendo como objecto social a prospecção, exploração, tratamento e comercialização de diamantes dos jazigos de Kimberlito da Chaminé Catoca.

A SMC tem por accionistas a brasileira Odebrecht e a russa Alrosa (Almazy Rossii-Sakha), ambas com 32,8 por cento cada, a israelita Daumonty Financing Company com 18 por cento e a estatal Empresa de Diamantes de Angola (Endiama) com 16,4 por cento.

1 comentário:

Anónimo disse...

Apenas para corrigir alguns pormenores.

As quotas referidas no artigo estão trocadas: a Endiama tem 32,8%, a Alrosa 32,8%, a Daumonty, braço financeiro do Grupo Leviev, de Israel 18% e a Odebrecht 16,4.

A empresa é um modelo em Angola. Por vários motivos:
Primeiro porque desenvolveu paralelamente com a mineração, políticas sociais dirigidas aos seus trabalhadores, com a construção de habitações e infra-estruturas sem paralelo no resto do país;

Segundo porque tem apresentado regularmente e publicamente as suas contas, dizendo quanto vende, quanto lucra e quanto paga ao Estado em impostos.

Terceiro, porque a sua produção não desaparece, de vez em quando, como acontece com muitas das participadas pela Endiama.

De referir também que os diamantes da Catoca são referidos como não sendo diamantes de primeira, mas mesmo assim permitiram (pelo menos em termos de encaixe de impostos e de lucros) que o Estado angolano ganhe com a mineração.

Não costumo elogiar as empresas estatais ou as empresas participadas pelas empresas estatais angolanas, mas considerando o que a SMC tem feito e como tem feito, acho que é um exemplo a seguir.

Se todas funcionassem assim muito mudaria em Angola
Um abraço

uabalumuka
Emanuel Lopes