sábado, abril 10, 2010

Julius Malema e Johan Nel são iguaizinhos

Johan Nel, o jovem branco de 19 anos que matou em Janeiro de 2008 quatro pessoas e feriu outras 11 apenas por serem de raça negra, foi condenado no dia 21 de Novembro desse ano a quatro penas de prisão perpétua mais 169 anos de prisão no tribunal de Mafikeng, noroeste da África do Sul.

Em 14 de Janeiro de 2008, Nel parou a carrinha do pai nas imediações do bairro de barracas de Skierlik, na região de Swartruggens, e disparou sobre vários residentes com uma espingarda de caça à medida que caminhava para o interior do bairro.

Entre as vítimas mortais contam-se duas crianças, uma de 10 anos e outra de apenas quatro meses que era transportada pela mãe – que também foi atingida mortalmente - nas costas.

No decorrer do julgamento testemunhas afirmaram que o jovem gritou expressões racistas como “Venham cá, malditos cafres” e “Vamos matá-los todos hoje, bastardos negros”, enquanto disparava em todas as direcções.

Considerando-se culpado dos crimes de que foi acusado, Johan Nel não deu qualquer explicação para as suas acções, afirmando apenas “não ser ele” no fatídico dia em que levou a cabo o massacre.

Uma psicóloga que acompanhou Nel durante o período de preparação para o julgamento testemunhou que o jovem foi vítima de “um profundo medo dos negros” incutido pela educação familiar que recebeu desde o nascimento.

“Viveu desde sempre com medo de que um dia iria ser atacado e morto (pelos negros), e não nutriu qualquer ideia positiva de viver numa nação do arco-íris”, declarou a psicóloga Irna Labuschagne.

As sessões do julgamento de Johan Nel na pequena cidade de Mafikeng tiveram sempre lotação esgotada, e grupos de manifestantes concentraram-se sempre no exterior do tribunal exigindo uma sentença pesada para o réu.

Mas a verdade é que também existem Johan Nel de raça negra. É o caso de Julius Malema, líder da juventude do ANC (ver:
«Fora daqui! Sacana!», disse Julius Malema, uma ordinária versão negra de Terreblanche).

1 comentário:

bicho disse...

Não há comentários a fazer que cheguem para atenuar este acto transloucado.
É uma pena que se utilizem desculpas para actos destes, não há justificação possível.
Todos tentamos perceber os motivos mas é muito difícil entender.
Alguém disse outrora que a violência é sempre a saída mais fácil para os fracos...