Amigos que por lá encontrei, também eles condenados, avisaram-me que fosse com cuidado. Muito cuidado. Se caísse seria difícil encontrar quem me estendesse a mão.
Falavam por experiência própria. Alguns tinham marcas. Fui com cuidado. No fim da jornada não tinha tropeçado e estava de pé.
Tive a sorte de alguns desses amigos não se terem limitado a pôr-se de pé. Foram retirando todas as pedras e, quando chegou a minha vez, o caminho estava limpo.
Não sei o nome de todos eles. Sei, contudo, o nome de todos os que deram ordens para lá pôr as pedras...
1 comentário:
muito bom texto e pensamento.
JFR
Enviar um comentário