
Em conferência de imprensa em Bissau, Issuf Sanhá reagia às denúncias feitas pela imprensa (será que os jornalistas não sabem, pelo menos alguns, estar calados?) nos últimos dias, citando a Polícia Judiciária guineense, segundo as quais o Estado teria sido lesado em cerca de 300 mil euros numa operação fraudulenta de falsificação de assinaturas de responsáveis do Ministério das Finanças.
De acordo com o ministro das Finanças, "a fraude existiu", mas não corresponde aos valores que têm sido apresentados pela imprensa. Claro. Mais umas investigações e chegar-se-á à conclusão de que foi tudo falso alarme.
Segundo Issuf Sanhá, os "falsificadores" apenas conseguiram levantar 114 mil euros, numa operação que levou à detenção, pela PJ, do tesoureiro-geral do Ministério das Finanças, pessoa responsável pela arrecadação das receitas do Estado.
Questionado sobre se o caso não poderá manchar a imagem do país junto dos parceiros internacionais, Issuf Sanhá disse que já informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre as diligências tomadas tanto pelo governo como pelas autoridades judiciais, referindo que aquela instituição internacional encorajou as medidas adoptadas.
O FMI sabe que é difícil manchar ainda mais a imagem da Guiné-Bissau. Aliás, ainda bem que existem países tão manchados pois é uma forma de a comunidade internacional continuar a pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres.
Além disso, sejam 114 mil ou 300 mil euros, é sempre uma gota de água no oceano de corrupção que, com ou sem narcotráfico, se instalou de armas e bagagens na Guiné-Bissau há já muito tempo.
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