
Creio que, por razões que não me parecem muito transparentes, a UE está a esticar demasiado a corda ou, eventualmente, a fazer o jogo de qualquer companhia ou país interessado em que a TAAG fique em terra.
Esta mensagem será transmitida às autoridades angolanas depois da reunião do Comité de Segurança Aéreo da União Europeia de 2 a 4 de Abril, que irá analisar os resultados da última missão a Luanda de peritos europeus, em meados de Fevereiro.
Para além da visível falta de ética de Bruxelas ao revelar na Imprensa algo a que a parte interessada só terá acesso oficial em Abril, importa que a UE dê explicações bem claras pois é público o esforço que Angola fez para corrigir as anomalias apontadas.
Fonte comunitária sublinhou que os progressos detectados não são ainda suficientes para permitir que os aviões da TAAG voltem a voar para a Europa. A explicação não convence. Técnicos internacionais, alguns até europeus, acreditam que são razões políticas e não técnicas que continuam a impedir a companhia angolana de voar para a Europa.
A mesma fonte considerou "positivo" o ambiente de cooperação entre europeus e angolanos, as novas regras de segurança que estão a ser implementadas em Luanda e a nova lei de aviação civil do país, aprovada em Novembro passado. Então o que é preciso mais?
Os europeus actualizam trimestralmente a "lista negra" das companhias de aviação proibidas de operar no espaço aéreo dos 27, devendo a próxima reunião realizar-se em finais de Junho ou princípios de Julho.
A 4 de Julho de 2007, Bruxelas anunciou a inclusão da TAAG nessa lista, por motivos de falta de segurança, depois do Comité de Segurança Aéreo, uma semana antes, ter aprovado por unanimidade um decisão nesse sentido.
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