sexta-feira, julho 31, 2009

Há quem precise (entre outras) de lições
de civismo, de boas maneiras, de educação

A directora regional de Educação do Norte (de Portugal, está bom dever), Margarida Moreira, é como é e talvez por isso tenha a bênção do (ainda) primeiro-ministro, José Sócrates.

Aqui neste espaço de liberdade de opinião e de expressão, tal como está consagrado no artigo 37º da Constituição, bem como no artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos do Homem e no artigo 10º, nº 1, da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, falei da senhora a propósito da sua recondução apesar da polémica relacionada com a suspensão de um professor que terá insultado, criticado (ou ditos umas verdades) o primeiro-ministro.

Na altura, 5 de Junho de 2007, escrevi que, no seu mais lato sentido, o estado da justiça vê-se pela justiça do Estado. Por outras palavras, os filhos são sempre filhos.

A directora regional estava então envolvida na polémica originada pela suspensão do professor de inglês Fernando Charrua, ex-deputado do PSD, que estava requisitado pela DREN há cerca de 20 anos.

Fernando Charrua foi suspenso na sequência da abertura de um processo disciplinar por alegados insultos ao primeiro-ministro, acusação que o docente sempre negou. Mas o que importa não é o que o professor disse mas, isso sim, o que a capataz disse que ele disse.

Um mês depois do incidente ter ocorrido, a 24 de Maio, no final de uma reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Educação afirmou não dispor de «sinal ou motivo» para colocar em causa a Direcção Regional de Educação do Norte face ao processo disciplinar que moveu a Fernando Charrua.

Hoje volto à liça porque, há cerca de duas horas, Margarida Moreira mostrou que o civismo, as ditas boas maneiras, a educação, não são propriamente os seus atributos.

Na Rua Bernardim Ribeiro, em S. Mamede de Infesta (Matosinhos), a senhora resolveu não parar num stop e nem deixar passar os peões que atravessavam a rua na respectiva passadeira.

Acontece, dir-me-ão. É verdade. Mas tal como se comete um erro deve-se, digo eu que não sigo os ditames socialistas, pedir desculpa, nem que seja num singelo gesto.

Mas como a senhora é socialista... nem sequer um simples aceno.

1 comentário:

Jaime disse...

HABITUEM-SE - disse o senhor Vitorino quando o senhor " engº" ganhou as eleições. Presentemente o mesmo senhor coordena a candidatura do mesmo senhor. A senhora do episódio da passagem de peões também é socialista. HABITUEM-SE.