segunda-feira, dezembro 15, 2008

Se calhar, depois de ter tido passado,
o CDS poderá talvez ter algum futuro

Um grupo de militantes do CDS-PP, entre os quais o deputado José Paulo Carvalho, Mota Campos e a ex-deputada Tábita Mendes vai desfiliar-se do partido em ruptura com a direcção de Paulo Portas. Se calhar, digo eu, é sinal que o partido pode ter algum futuro.

Futuro porque, como é óbvio, a próxima vitória começa sempre na derrota anterior. E se, para já, Paulo Portas tem todos os trunfos, é bem possível que amanhã seja diferente e que todos os meninos acéfalos do presidente (tipo Álvaro Castelo Branco) vão pregar para outra paróquia.

Se assim for, talvez o CDS volte a ser um partido. Tenho, é claro, dúvidas. Basta ver que, por exemplo, seja qual for o presidente do partido, o actual vice-presidente da Câmara do Porto (não sei como é que o Rui Rio foi nisso) está sempre com ele.

Às demissões de José Paulo de Carvalho, Mota Campos e João Anacoreta Correia, avançadas hoje pelo Público, soma-se a desfiliação de Tábita Ferreira Mendes, antiga deputada centrista por Bragança, que foi mandatária da candidatura de José Ribeiro e Castro à liderança do partido, disse à Lusa fonte do CDS-PP.

A mesma fonte disse que "perto de uma centena" de militantes e dirigentes devem apresentar a demissão do partido nas próximas semanas, por “não acreditarem na capacidade de regeneração” do CDS-PP.

Regenerar significa, entre outras coisas, corrigir moralmente. Ora este CDS/PP (Paulo Portas) não tem moral para corrigir nem correcção para moralizar. E assim sendo, tirando a meia dúzia de sombras que gravitam, financeira e profissionalmente, em redor do líder, o partido tenderá a acabar, passando talvez do táxi para a motorizada.

Contactado pela Lusa, o ex-secretário de Estado João Luís Mota Campos afirmou que “a gota de água” para a sua desfiliação após 25 anos de militância foi o ponto sobre a estratégia política que consta do documento de orientação apresentado por Paulo Portas na sua recandidatura à liderança partidária.

"Divergências profundas com a estratégia da actual direcção e em particular um aspecto da moção de estratégia que é a tese da equidistância. Paulo Portas, tal como eu, combateu profundamente a tese da equidistância. Ele mudou de opinião, eu não", disse João Luís Mota Campos, parecendo admirar-se com a mudança...

No documento de orientação política da sua recandidatura à liderança do partido, Paulo Portas, eleito sábado com 95,1 por cento dos votos, defende que PS e PSD formam um "bloco central" e são demasiado parecidos para serem verdadeira alternância. Afastando cenários de "coligações ou acordos parlamentares", Paulo Portas situa o CDS-PP como o partido que pode contribuir para a estabilidade.

O ex-secretário de Estado João Luís Mota Campos criticou ainda a "inutilidade completa" do CDS-PP, afirmando que entregará o cartão "desiludido e decepcionado".

2 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

OO = Olá Orlando

O que é o CDS? O que é o PP? O que é o Paulinho das Portas?

Bom Natal e melhor 2009, apesar da crise

Abs

Anónimo disse...

Isto ate se aplica bem a fretilin no momento actual.
Tem piada.